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A hixiene nos nenos
é a garantía da sua saúde física e moral o día de mañá.
No diario aseo dos nenos empregue o
“Jabón Sales de la Toja”, único que ás súas altas calidades meiciñás xunta toda a finura e pre-
fume d'un xabón de tocador. Contribuie ó perfecto desenvolvemento das criaturas e evita o perigo da escrófula e o raquitísmo.
JABÓN
LA TOJA
ÚNICO EN EL MUNDO
O Xabrón da Toxa
é o mellor.
Honra á Galicia no mundo enteiro
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NÓS
pos, não só eram conhecidos os processos técnicos do trabalho dos primeiros metais, sua fundição e ligas, mas que a Península constituiu um dos mais importantes centros de cultura do Ocidente europeu, no final do Neolítico e períodos subsequentes—Eneolítico e início do Bronze, espalhando em várias direções os produtos típicos da sua indústria, que chegaram a atingir as distantes regiões do Danúbio médio.
O aparecimento de bolos de fundição metálica com incisões e cortes praticados a cinzel, nos Castros nortenhos portugueses de Laundos e Terroso, e em Estela (Póvoa de Varzim), (1) uns constituídos por liga de prata e cobre, outros de prata e ouro, juntamente com escórias várias e fragmentos de cadinhos de fundidor, são a prova irrefutável do trabalho metalúrgico local, muito embora tais vestígios, pelas circunstâncias em que apareceram, conjuntamente com determinadas jóias a que nos referiremos, não devam talvez remontar a uma época anterior ao último período da 2.ª Idade do Ferro. Mas, nesta época, a indústria ourivesaria hispânica tinha já, sem dúvida alguma, tradições muito remotas.
Duas características notáveis apresenta, de um modo geral, a joalharia arcaica peninsular: tipos originais e próprios que a diferenciam, ao primeiro relance, de idênticas obras do mesmo período cultural originárias de outras regiões, extra-peninsulares, e a sua notável perfeição e delicadeza a contrastar com a grosseria bárbara da estatuária ibérica, em pedra ou bronze, e rudeza singular de muitas outras manifestações artísticas.
É tradicional na Península Ibérica o gosto pelas jóias. (2) Ainda hoje perdura em muitas regiões. As camponesas abastadas do Entre-Douro-e-Minho usam grossas e pesadas arrecadas nas orelhas, grandes cordões e gargantilhas de contas de ouro ao pescoço, donde pendem emblemáticos adornos de natureza religiosa e sentimental, cruzes, re-
(1) Cf. Portugalia. II (1905-8), 405 e 611-12.
(2) P. Paris, Essai II, 242.
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licários, corações, etc., cobrindo todo o peito. (1)
A prática do adorno é uma tendência ancestral. As primeiras manifestações artísticas foram naturalmente executadas pelo homem na intenção de embelezar os instrumentos e objetos de sua maior estima — as jóias e as armas. Muitas produções da arte primitiva, como esculturas em madeira e outros materiais que o tempo, mais ou menos facilmente, destruiu, desapareceram por completo. Ficaram apenas os artefactos metálicos, e alguns outros de mais lenta corrosão, a atestarem as primeiras revelações artísticas. As obras de arte não aplicadas a objetos de emprego essencialmente utilitário e pessoal, i.e. — realizadas fora do âmbito puramente ornamental, como são, por ex., as figuras simbólicas e de natureza religiosa, já exigiam um estado mais avançado da mentalidade humana, uma faculdade criadora e de abstração mais perfeita. O estudo da ornamentação especialmente praticada nas peças de joalharia arcaica, desde os mais vetustos modelos, parece-nos, portanto, um poderoso elemento para o conhecimento da evolução cultural dos nossos antepassados pré e proto-históricos. A técnica primitivamente usada na ornamentação desses artefactos metálicos era a gravura a buril, ou a percussão a cinzel, ou, ainda, o processo do levantado (repoussé). Os trabalhos de granulado, filigrana, e o emprego correspondente das soldas são conhecimentos e aperfeiçoamentos adquiridos sucessivamente.
Portugal está longe de igualar a Espanha na riqueza arqueológica da sua joalharia inicial, quer pela quantidade, quer pela qualidade das peças. Não possuímos espécimes tão remotos como o diadema da Cueva de los Murciélagos, atribuído ao Neolítico final, nem de uma estilização tão sumptuosa como o de Ribadeo, o célebre diadema das figuras de guerreiros, pertencente à cultura céltica peninsular. Em terra portuguesa as
(1) Vid. Portugalia. II (1905-8), 567 - figs. 46 a 50 (Mulheres do Porto e Viana do Castelo, no art. «Filigranas», de Rocha Peixoto).
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tais nobres, ouro e prata, pondo de parte outros aderécos e variadíssimas peças de adorno pessoal, em cobre, bronze e outros materiais, como o âmbar, vidro, marfim, coral, calaíte, etc., que pela sua natureza devem constituir grupos distintos. Tão pouco interessam ao caso presente as peças de baixela, como as de Chão-de-Lamas, Proença-a-Nova, Guiães, etc., que, ao serem estudadas no seu duplo aspecto, industrial e artístico, devem reunir-se também num inventário distinto. Outro elemento que frequentemente faz parte dos tesouros descobertos é o numerário de ouro, prata e bronze; porém, esse tem igualmente o seu lugar marcado, dentro da Numismática. Por vezes citaremos determinadas peças que, pelo seu tipo ou porque apareceram associadas a moedas romanas da República ou do Império, se vê que atingiram, indiscutivelmente, o período da romanização da Península, o que todavia, nem sempre significará que sejam simples artigos de importação de fabrico estrangeiro, podendo, pelo contrário, apresentar fortes características da arte indígena, de remota tradição ante-romana, embora denotando já influências estranhas. De resto, a cronologia absoluta da maior parte das manufacturas de joalharia arcaica peninsular é um problema em discussão. Como criteriosamente afirmaram os ilustres Investigadores Srs. Florentino Cuevillas e Bouza Brey, o estabelecer a génese e antecedentes destas jóias constitui, na maioria dos casos, um duro problema de tipologia. (1) Procuraremos, portanto, pisar terreno seguro e mais ou menos desbravado pelos arqueólogos especializados e competentes, deixando a esses a responsabilidade de certas afirmações mais ou menos categóricas no assunto aqui tratado.
Desde remotas eras foi o ouro explorado e trabalhado na Ibéria, como foi, de um modo geral, a riqueza mineira do solo da Península que a ela atraiu também, desde os mais distantes tempos, as mais variadas gentes. No Noroeste registam-se vestígios de antiga exploração das aluviões auríferas. O ouro nativo encontrava-se em muitos rios, como o Douro, o Minho, o Tejo, etcétera. Nas Astúrias, Galiza e Portugal era igualmente abundante o estanho; o cobre, o chumbo argentífero e a prata, metais que, aliás, se encontravam mais ou menos disseminados por toda a Península, acumulavam-se principalmente a sul, na Turdetânia. Na produção aurífera do Ocidente da Europa haveria talvez apenas uma região excedendo a Hispânia – que era a Irlanda.
Não é crível, portanto, dada esta riqueza mineral, que os processos metalúrgicos para o seu aproveitamento fossem por muito tempo desconhecidos dos povos peninsulares. Os metais inicialmente aproveitados seriam o estanho e o ouro trabalhado por simples martelagem, reduzido a barras, fios ou delgadas lâminas, antes mesmo de se recorrer à fundição. (1) Depois viriam, pela ordem da dificuldade de trabalho para a sua exploração e aplicação industrial, o cobre, a prata e, por fim, entre as ligas metálicas, a principal – o bronze, a grande descoberta que havia de remodelar por completo os sistemas do trabalho humano, substituindo lentamente os frágeis instrumentos de pedra e abrindo um novo e largo período na história da Humanidade.
Principalmente depois dos notáveis trabalhos dos Professores Schmidt e Bosch Gimpera é um facto geralmente admitido que, na Hispânia, desde remotíssimos tem-
(1) Nos meios neolíticos aparece o primeiro ouro trabalhado pelo homem, sob a forma de contas de colar e lamelas (Cf. Déchelette, Manuel. I-p. 407, 409 e 623). Era o ouro nativo, colhido em pepitas desagregadas dos afloramentos, o electrum de que nos fala Plínio, contendo a quinta parte de prata (Nat. Hist. XXXIII 23); se a percentagem deste segundo metal era excedida, o ouro não resistia ao trabalho sobre a bigorna («Incudibus non resistit». Plínio. Ibidem). Diz-nos ainda este A. que o Tejo era notável pelas suas areias auríferas («Tagus auriferis arenia celebratur» – Ibidem. IV, 35), e, referindo-se a uma das formas da colheita do ouro proveniente das províncias de Roma, esclarece: «...fluminum ramentis ut in Tago Hispaniae» (Ibidem XXXIII, 21). Sobre o ferramental empregado pelos primeiros artifices dos metais, veja-se Mortillet, Musée préhistorique, Pl. XCII (martelos de pedra e brunidores), e, em J. Evans, a descrição sumária dos processos muito primitivos de trabalho, ainda empregados na Idade do Bronze L’Age du Bronze - 1882 - pág. 193).
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NÓS
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Fig.3.—Distribuição geográfica dos achados de jóias arcaicas em Portugal.
Cálceres
Braceletes
Lunulas
Diademas
Anéis
Pínulas
Outras peças
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NÓS
nal, e com botões terminais, Viseu.
5—Lisos, de secção poligonal e sem botões terminais,
Telões, Baralhas
6—Ornamentados, secção poligonal, extremidades sobrepostas em espiral, e pequenos botões terminais,
Gondeiro.
7—Lisos, secção elíptica, extremidades sobrepostas e sem botões terminais,
Bairro.
8—De folha larga, ornamentada,
Évora.
Dos dois de Pena (Cantanhede), bem como dos dois que pertenceram à colecção do Rei D. Fernando II, as referências bibliográficas não mencionam o seu tipo. Tampouco sabemos o tipo dos aparecidos em Vila Verde, e bem assim de uma armila de prata pertencente ao Museu Etnológico.
ANEIS
a)—Fechados:
1—Lisos, de secção irregularmente circular,
Bréa.
b)—Abertos:
2—Em hélice, de secção elíptica e sem botões terminais,
Bréa.
3—Em hélice, de secção losânguica, com ou sem botões terminais,
Gondeiro, Casal do Pardo.
Dos anéis procedentes de Avis, Cesareda e Serpa, a respectiva bibliografia não refere o tipo.
Acérca da aplicação dos anéis em hélice cilíndrica, querem alguns AA. que eles tenham servido de instrumento de troca, precursores da moeda propriamente dita (Vid. *Portugália*, II, págs 68 e segs.). Porém, é opinião mais geralmente aceite que servissem para adorno dos cabelos, enrolados nas tranças ou prendendo as madeixas (Déchelette, *Manuel d'Arch.* II-ed. 1924-pág. 352; Mélida, *Arg. Esp.*-1929 p. 98; etc.), e também para os dedos.
É tempo de considerar terminada a tentativa de inventário das nossas preciosas e formosíssimas jóias ante-romanas, algumas delas perdidas, infelizmente, para sempre.
Por certo que este nosso trabalho é bem incompleto, devido a deficiências e dificuldades de ordem vária, entre as quais avulta a de não termos tomado conhecimento de algumas jóias que no Museu Etnológico se conservam ainda inéditas (1). Faltou-nos também a consulta de uma grande parte da vastíssima bibliografia espanhola sobre joalharia primitiva, para o estudo comparativo; é imperdoável que nas nossas Bibliotecas públicas e Institutos científicos escasseiam, geralmente, as fontes e monumentos escritos da moderna cultura espanhola, estando assim quem, pelas necessidades de estudo, recorre a essas Bibliotecas completamente privado de tão preciosos elementos de trabalho e na ignorância do intenso movimento intelectual peninsular dos nossos dias.
Esperamos, porém, que o nosso esforço não tenha sido de todo inútil e que, pelo menos, estimule a vontade e ofereça o ensejo para mais completos e bem documentados trabalhos sobre este interessante assunto, bem digno de atenção. Já em 1924 dizia o Sr. Salomon Reinach, na Sociedade dos Antiquários de Londres, referindo-se à nossa joalharia: «An illustrated Catalogue of all those finds would be of great interest».
Outubro de 1929.
(1) Com satisfação constatamos, segundo informe do actual Sr. Director do Museu Etn., que o Sr. Prof. Leite de Vasconcelos trabalha presentemente num estudo sobre essas jóias. O laconismo com que, até hoje, tem sido feita a comunicação de muitas aquisições desse Museu, no seu órgão oficial (*O Arqueólogo Português*), não faculta elementos suficientes para a sua classificação. Algumas jóias têm sido ali descritas apenas com a simples designação de antigas. Ex.: Vol. I, 220—um brinco antigo de ouro; vol. IV, 218—um anel de prata antigo; vol. X, 382—quatro objectos d'ouro, anulares; vol. XI, 255 e 287—dois anéis e uma pulseira d'ouro, antigos; vol. XVIII, 154—um anel d'ouro proveniente da Batalha; vol. XXII, 296—um anel antigo, d'ouro, proveniente de Abrantes; etc.
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NÓS
Archeol. Port. VII (1894), 6; Leite de Vasconcelos. O Arq. Port. II (1896), 22.
(Desaparecidos).
Folgosinho.—Martins Sarmento, Relatório da Expedição Científica à Serra da Estrela (1881), 15 e Est. V; Leite de Vasconcelos, O Arq. Port. II (1896), 21.
(Desaparecidos. Dois deles roubados do Museu da Soc. Martins Sarmento — Guimarães —, em 1898).
Gondeiro.—Notícia do achado em O Século — Lisboa, de 21-7-1929; José de Pinho, Penha-Fidelis (1929), 205.
(No Museu da Sociedade Martins Sarmento — Guimarães).
Gídes.—Henrique Botelho, O Arq. Port. XV (1910), 85.
(No Museu Etnológico).
Lebução.—Ricardo Severo, Portugalia. II (1905-8), 1; L. de Vasc. O Arq. Port. XI (1906), 349.
(Um fragmento desta armila encontra-se no Museu Etnológico).
Moçães.—Henrique Botelho, O Arq. Port. IX (1904), 169.
(No Museu Etnológico).
Outeiro da Assenta.—F. Alves Pereira, O Arq. Port. XIX (1914), 138.
(Desaparecidos).
Pêna (Cantanhede).—L. de Vasc. O Arq. Port. I (1895), 159 e 314, e II (1896), 22.
(No Museu Etnológico).
Pêna Lobo.—Martins Sarmento, Rel. da Exp. Scient. à Serra da Estrela (1881), 15 — nota 1; L. de Vasconcelos O Arq. Port. II (1896), 21.
(Desaparecidos).
* Pôrto.—L. de Vasc. O Arq. Port. XI (1906), 351; Idem, Religiões de Lusitânia. III (1913), 118.
(No Museu Etnológico).
Serra da Conceição (Tavira).—Estácio da Veiga. Antiguidades Mon. do Algarve. IV (1891), 191 — est. XXII, fig. 15; L. de Vasc. O Arq. Port. II (1896), 21.
Telões.—Ricardo Severo, Portugalia. II (1905-8), 109 e 283.
(Na posse do R. P. José Brenha Póvoa de Varzim).
Vila Verde.—José de Pinho, Penha-Fidelis (1929), 208 — nota 3.
(Desaparecidos).
Vinhós.—Henrique Botelho, O Arq. Port. XI (1906), 271.
(Um no Museu Etnológico e três desaparecidos).
Viseu (1).—Cabré Aguiló, Actas y Mem. de la Soc. Esp. A., E. y P. VI (1927), 281.
Viseu.—Informação do Arqueólogo Sr. Dr. R. de Serpa Pinto.
(Vários, vendidos para Inglaterra).
2 — Dois braceletes de procedência indeterminada, que pertenceram à coleção do Rei D. Fernando II. Cf. Gabriel Pereira, O Manoelinho d'Évora (1886), n.º 287; L. de Vasc. O Arq. Port. II (1896), 22.
3 — Uma armila de prata, de proveniência desconhecida. Cf. Leite de Vasc., O Arq. Port. I (1895), 222.
(No Museu Etnológico).
III — DIADEMAS
Alcalar.—Estácio da Veiga, Antiguidades Mon. do Algarve. III (1889), 225 e IV (1891), 46.
Balaugães.—Estácio da Veiga, Antiguidades,
(1) Vide nota 1 de pág. 29.
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chos de prisco directa, à semelhanca dos torques irlandeses da Idade do Bronze. Possivelmente à mesma epoca pertenceriam também os braceletes do Bairro, Telóes (Fig. 5 n.os. 6 e 7), Baralhas e tipos congéneres.
No período de Hallstatt parece filiarem se dois braceletes de Évora (Fig. 5 n.º 8), hoje desaparecidos, mas dos quais nos restou uma gravura, no Boletim da Associação dos Arqueólogos Portugueses (1). São muito semelhantes a dois outros braceletes aparecidos na Butte des Mousselots (Côte-d'Or), figurados em Déchelette. (2)
A cultura céltiga post-hallstattiana pertencerá, porventura, a maior parte das restantes jóias de ouro portuguesas, como o colar do Vale da Malhada (Fig. 4 n.º 5), as peças de Gondeiro (Fig. 5 n.º 5), recentemente aparecidas, etc. Convém notar que são muito flagrantes as analogias entre a ornamentação das nossas jóias post-hallstattianas e a da olaria castreja de fabrico indígena: círculos concêntricos, triângulos com linhas paralelas no interior ou pequenos pontos em relevo, linhas de SS, semicírculos concêntricos, etc. Do colar da Malhada diz José Fortes que, pelo facto de apresentar bem nítida e recortada a ornamentação, revela o emprego de punções metálicos de rija têmpera, que só poderiam ser de ferro, afirmativa esta que, já anteriormente, Ricardo Severo tinha posto, relativamente à técnica da armila de Lebução (Fig. 5 n.º 1), e que, posteriormente, foi seguida pelo Sr. José de Pinho, referindo-se aos braceletes de Gondeiro, semelhantes ao colar da Malhada; e, por isso, tais peças de joalharia deveriam ser incluídas num período bastante adiantado da 2.ª Idade do Ferro. Parece-nos prudente, todavia, não exagerar a importância desta observação, porquanto nem nos últimos períodos da Idade do Bronze era ainda desconhecido o uso de certos instrumentos de ferro, nem tão pouco estavam postos de parte os punções de bronze, como se constata nos achados de Larnaud
(Jura). (1) A técnica da ornamentação nas peças metálicas da Idade do Bronze, nomeadamente braceletes, colares, facas, etc., é ainda um tema de controvérsia, pois se alguns arqueólogos, como Gross, são de opinião, com o testemunho da prova experimental, que esses desenhos eram obtidos pela fundição do metal em moldes onde se repetiam os motivos ornamentais, outros arqueólogos, como Tichler, também escudado na repetição experimental, afirmam que os desenhos podiam igualmente ter sido lavrados pela técnica da estampagem e percussão, com o auxílio de cinzéis e matrizes de bronze. Na verdade, pelo menos nas peças manufacturadas por martelagem, o processo da ornamentação não poderia ser outro senão o do emprego de punções, fossem de bronze ou de ferro, ou de buris de aço e de sílex. (2)
Entre as peças de ourivesaria portuguesa arcaica que denotam pertencer a um período mais recente, talvez imediatamente anterior ou coetâneo dos começos da romanização, destacam-se as arrecadas de Afife, Laundos e Estela, todas do mesmo tipo. É certo que, por um particular detalhe estrutural, qual seja o de apresentarem apêndices caliciformes semelhantes aos que se vêem na xorca de Sintra, do período do Bronze (ou de Hallstatt, segundo alguns), e numa outra arrecada, incontestavelmente hallstattiana, da já citada Butte des Mousselots (3), poderíamos ser induzidos a envelhecer a data destas cinco arrecadas portuguesas. Outro indício de antiguidade seria o sistema de suspensão que elas apresentam, isto é—uma cadeia ou trancelim para circundar a parte superior da orelha, que é o mesmo processo das arrec-
(1) Tomo VII-1881-pág. 6.
(2) Déchelette, Manuel d'Arch. III (ed. 1927), p. 856-fig. 362.
(1) Vid. Mortillet, Musée préhistorique. Pl. LXXVII, n.º 831 e 832 (punções-matrizes de bronze, provenientes de Larnaud—Jura, depositados no Museu de St. Germain).
(2) Victor Gross, Les Protohelvètes—Paris-1883-p. 73-74.
(3) Déch. Manuel. III (ed. 1927), 357-fig. 363. As mesmas campânulas apresentam vários objectos de Bronze achados em Portugal e classificados, não sabemos se com bons razões, nos começos da 2.ª Idade do Ferro, como uma fibula de Trás-os-Montes (Vid. L. de Vasc., Rel. da Lus. III, 128-fig. 65), um acus de Sabroso (Vid. Martins Sarmento, Rev. de Guimarães-XXIV, 60), etc.
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NÓS
UNHA CONFRENCIA DO TOBÍO EN BERLÍN
No Romanisches Seminar da Universidade de Berlín, deu o noso colaborador Loís Tobío unha conferencia en col da Galiza de hoxe e da sua renacencia espiritual, na qual fixo un estudo de conjunto da nosa vida, das nosas letras e desenvolvemento científico nos nosos días, e da sua sinificación.
O Tobío obtivo co-esta conferencia un éisito remarcábel, e co il, o movemento de renacencia galega, que d'iste xeito vai sendo cada día mellor coñecido no mundo. Temos lido en diversos lados, loubanzas feitas á conferencia do Tobío, que deu nela unha perfeita visión sintética do noso estado cultural.
Por elo dámol-o parabén ao noso querido colaborador.
OUTRAS CONFERENCIAS
Na Universidade de Bonn deu algunhas en col de música popular hispanoa o Profesor Martínez Santa Olalla, querido amigo noso. Os ointes gorentaron os anacos de música galega qu'ilustraron a disertación.
En Fregenal de la Sierra deu o noso colaborador Álvaro de las Casas tres conferencias tidoadas «Visión histórica y geográfica de Galiza».
NOVAS DE PORTUGAL
No mes de xaneiro fíxose en Lisboa a Exposición das Escolas Técnicas, na sede da Sociedade Nacional de Belas Artes, concorrendo as Escolas Industriais e d'Artes e Oficios de todo o país. O éisito foi ben grande, causando moita sorpresa no público o adiantamento que a tal exposición amostrou no ensino das Artes industriais en Portugal.
Tamén se fixo unha manífica exposición de pintura do Grupo «Silva Porto».
A Sociedade «Martins Sarmento» de Guimarães vai comemorar pra o 9 de marzo de 1930, o centenario do nacemento do seu patrono.
Publicáronse os fascículos 16 e 17 de Historia da Literatura Portuguesa-Ilustrada, que dirige Albino Forjaz de Sampaio. Conténen: Os continuadores de Gil Vicente, por Gustavo de Matos Sequeira, e Sá de Miran-
da—A escola nova ou escola italiana, por Marques Braga.
Comenzou a se publicar en Lisboa a revista Portugal Feminino, que dirige D.ª Maria Amelia Teixeira.
LIBROS
ORBALLO DA MEDIA NOITE, por Roberto Blanco Torres, Cruña, NÓS, 1929.
Causando a moitos certo pasmo, Roberto Blanco Torres, xornalista e polemista, de tendencia sempre filosófica que debe á súa educación, pois ao comezo iba pra teólogo, botou á rua un libro de versos dinos d'un poeta já feito qu'endejamais houbera feito outra cousa senón versificar.
Moi ben. Elo causa ledicia: a vea lírica galega segue a deitar, e ha deitar sempre. O pulo lírico é sinal da eternidade da y-alma da nosa Terra.
Os poemas do Roberto Blanco Torres manifestan total-as súas inquedanzas, teñen algo de lírica confesión. Preocupación metafísica, área panteísta que enche a natureza de sinificados conceptos, e fai que o árbore, o junco, o grilo, a lúa, devenan símbolos d'un trasmundo humán. E a mais d’isto, esa inquedanza da liberdade e ise repudio do vicio, da mentira convencional e da corrupción do tempo, que fan do Roberto Blanco Torres un poeta civil. Se no primeiro— Orballo, O Segredo, No camposanto— lembra un pouco se cadra ao Teixeira de Pascoaes, no segundo—A cidade, Os tempos— lembra ben ao Cabanillas da segunda edición de No Desterro, satírico indinado ao xeito de Juvenal, desbotando e despreciando todo o que non encaixa adentro d'una visión de pureza na vida e nas relacións dos homes.
Non crebando de súpeto os vellos moldes da poesía, o Blanco Torres fai unha lírica de fondo moderno, e non recúa tampouco diante das imaxes arriscadas, aínda que o pensamento d'il fuxa pol-o xeral da retórica, e queira mellor se presentar ispido e diáfano, ás veces c'un llano vulgarismo unamunesco. O Blanco Torres é un gran lector d'Uramuno, e un dos poucos que en Galiza saben admirar d'Unamuno o qu'iste ten realmente de digno d'admiración. Coma il fai versos de filósofo, e n-isto é un dos poucos en Galiza. López Abente, querendo ou sen querer, lle fai compañía.
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50 NÓS
Etnológico e citada pelo Sr. L. de Vasconcelos (O Arq. Port. I—1895—pág. 222.
Além das jóias constitutivas dos dois grupos mencionados—colares e braceletes—, teem aparecido em Portugal outras variedades, tais como: diademas, anéis simples ou espiralados, lúnulas, arrecadas, fibulas e, finalmente, algumas peças de aplicação mais ou menos incerta e duvidosa, como os aros de Bougado, discos de Condeixa e Bensafrim, etc.
Relacionando:
III—DIADEMAS
Bréa (Lobelhe—Vila Nova de Cerveira)—1; Balugães (Barcelos)—1; Alcalar (Portimão-Algarve)—1; de proveniência desconhecida—1.
Total—4.
IV—LÚNULAS
Cabeceiras de Basto—1; Viseu—1; * Chão de Lamas (Miranda do Corvo—Coimbra)—2.
Total—4.
V—ARRECADAS
Afife (Viana do Castelo)—1; Estela (Póvoa de Varzim)—2; Laundos (Póvoa de Varzim)—2; Pôrto—1; S. Martinho d’Anta (Sabrosa—Vila Real)—1.
Total—7.
VI—ANÉIS
Bréa (Lobelhe—Vila Nova de Cerveira)—4; Gondeiro (Salvador—Amarante)—1; Cesareda (Reguengo Grande—Lourinhã) 1 fragmento; Avis—3; Casal do Pardo (Quinta do Anjo, na estrada Palmela-Azeitão)—1; Serpa—?
Total conhecido—9 e 1 fragmento.
VII—FÍBULAS
* Mogadouro (Bragança—1); * Fiães da Feira (Aveiro)—1; * Monsanto (Idanha—Beira Baixa)—4; de proveniência desconhecida—1.
Total—7.
VIII—PEÇAS DE APLICAÇÃO INCERTA
a)—Aros: de Bougado (Stº Tirso)—2.
b)—Discos: de Cabeceiras de Basto—2; de Condeixa-a-Velha (Conimbriga)—1; de Bensafrim (Fonte Velha—Algarve)—1.
c)—Pequenos tubos e placa rectangular, em folha de ouro: Casal do Pardo (Quinta do Anjo, na estrada Palmela-Azeitão)—5.
d)—Lamelas de ouro: Arredores de Beja—2.
e)—Pequena palma de ouro (coroa funerária?): Beja—1.
Total—14 peças.
Eleva-se, pois, a cerca de 150 o número das peças de joalharia arcaica, em ouro e prata, registradas em Portugal, representando porém, certamente, uma parte mínima da totalidade das peças que teem aparecido e cuja existência não chegou a registrar-se bibliograficamente. Muitas das peças aqui mencionadas encontram-se hoje perdidas para sempre, infelizmente: umas roubadas, outras porque os seus ignorantes possuidores as venderam para fundir. Outras, ainda, teem ido parar a Museus e colecções estrangeiras, devido à falta de dotações e subsídios do Estado aos Museus nacionais. Só uma parte diminuta das peças aparecidas teem, de facto, dado entrada nos Museus portugueses, especialmente no Museu Etnológico, devido, quasi somente, aos esforços incansáveis e persistentes de homens da têmpera do Prof. Sr. Leite de Vasconcelos.
As peças que actualmente existem em Portugal depositadas em museus encontram-se no Museu Etnológico (Lisboa), Municipal do Porto, Castelo Branco, da Socie-
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NÓS
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Jóias arcaicas encontradas em Portugal
II
Os mais importantes Arquivos nacionais, onde se encontra estudada e relacionada uma grande parte da ourivesaria portuguesa arcaica, são as Revistas «Portugália» e «O Arqueólogo Português». Faltava, porém, uma compilação resumida de tais Memórias, esparsas por essas e outras publicações, que facultasse uma vista de conjunto, e, portanto, maior facilidade no estudo comparativo de tão abundante, variado e riquíssimo tesouro arqueológico. Essa falta tentamos suprir hoje.
Muitos dos elementos com que as descobertas arqueológicas auxiliam o estudo da Pré-história só apresentam uma útil contribuição subsidiária depois de cuidadosamente efetuado o seu agrupamento sistemático, de harmonia com suas mútuas conexões, dimanadas dos caracteres tipológicos, cronologia relativa, etc. É, portanto, fundamental, nos trabalhos de investigação, conseguir abranger, de começo, os problemas gerais, em largos esquemas basilares; as diferenciações e as modalidades, dentro de cada agrupamento, têm o seu lugar marcado nos estudos especializados. Porém, sob este aspecto, Portugal é como que um grande museu desordenado, onde tudo está por arrumar e agrupar. Há, indiscutivelmente, numerosos e valiosos trabalhos de Arqueologia, mas disseminados, inconsequentes por vezes, e longe de formarem um corpo sólido de mútuas relações. Basta dizer que ainda não surgiu no país um Manual resumindo as diversas fases e contornos gerais da nossa Arqueologia, semelhante a outros que têm sido publicados em Espanha, e onde se encontrassem concatenadas as características locais dos produtos industriais e artísticos desta parte ocidental da Península, nos seus variados períodos, suas ligações, influências ou dependências, sincrónicas das culturas de outras regiões peninsulares e extra-peninsulares, onde estivesse sumariamente inventariado e descrito
to o nosso vastíssimo espólio arqueológico, destacando as suas peças fundamentais; onde se mencionasse, finalmente, a distribuição geográfica dos achados e descobertas, salientando assim os diversos núcleos populacionais primitivos e respectivas zonas de cultura, etc. E, todavia, há em Portugal arqueólogos capazes de empreenderem uma obra de conjunto que seja então como que arcabouço de quaisquer estudos laterais e especializações. O material disperso que já existe daria, de sobra, para levantar esse belo edifício. Possa o presente estudo, aliás sem pretensões, considerar-se como um auxílio aproveitável no sentido desejado.
Não temos a veleidade de apresentar um inventário completo dos achados da nossa ourivesaria primitiva. Muitos desses preciosos achados surgem e desaparecem rapidamente, destruídos pela ignorância e vandalismo dos comerciantes, sem deixarem vestígios da sua passagem. O pouco que ainda existe é somente, conforme aponta Reinach aplicando o conceito de um modo geral a todos os países, «uma parcela insignificante do que tem sido desenterrado e destruído durante séculos». Por vezes perdura, felizmente, qualquer desenho ou vaga referência. Mas, a pesar de tanta depredação, o espólio nacional vai aumentando, embora muito lentamente; a prova disso é que, em 1915, o nosso primeiro Museu de Antiguidades, o Museu Etnológico «Leite de Vasconcelos», possuía já 145 objetos de ouro e prata, se bem que uma parte deles não interesse agora à nossa tentativa de inventário, por serem já da época romana e subsequentes. (1)
Necessário e oportuno se torna dizer que é nosso intento relacionar aqui apenas as jóias pré-romanas confeccionadas em me-
(1) Leite de Vasconcelos, *História do Museu Etnológico Português*, Lisbon-1915-pág. 194.
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das de influência fenícia, do tesouro de Aliseda (Caceres), ás quais o Sr. Mélida assinala o séc. VI a. C. (1). Porém, a uma data muito mais recente devem pertencer as nossas arrecadas, devido a um indício que não podemos esquecer, e que é o de as provenientes de Laundos terem aparecido dentro de um vaso de barro, no entulho constituído por vários materiais cerâmicos e tijolos de rebordo, existente no interior da casa circular de um castro cujas ruínas ofereciam vestígios de intensa romanização. Quanto ás duas restantes arrecadas, uma delas, comprada no Porto pelo colecionador Sr. Sousa Neves e mais tarde cedida para o Museu Etnológico, parece ser de um tipo mais antigo que as de Laundos, Afife e Estela; assemelha-se muito ás do Castro galego de Masma (2). E a de S. Martinho d'Anta revela, por sua vez, um carácter mais moderno; com a parte superior em ferradura e a inferior rematando à maneira de bagos de um cacho de uvas (3) apresenta um aspecto muito semelhante a outras jóias desta natureza depositadas no Museu do Louvre. (4)
Como as arrecadas de Laundos datam evidentemente as suas congéneres de Afife e Estela, datarão também, com todas as probabilidades, o restante espólio desta última localidade—ou seja, o colar de peças articuladas, onde aparecem os mesmos elementos ornamentais caliciformes) e a cabeça de um colar rígido formada por dois troncos de cone, de superfícies côncavas, ligados pela base. Parece-nos, portanto, poder inferir-se que este último tipo de colar, com grandes botões terminais (troncónicos, piriformes, etc.), muito frequente na Galiza, se não deve colocar no início da
(1) J. R. Mélida, Arqueologia Española, (1929). 186 e Lám. VII.
(2) Comparem-se as gravuras respectivas, em L. de Vasc., Rel. da Lus. III 431-fig. 219, Portugalia, II, 408-fig. 5 e Bol. de la Com. de Mon. de Orense. III, Lám. III, entre págs. 98-99.
(3) Cf. gravura ampliada, na História de Portugal (ed. de Barcelos-1928), 1,900.
(4) A. de Ridder, Cat. des Bijoux Antiques du Musée du Louvre-Paris-1924-p. 27, n.º 817-818 e Pl. VII, n.º 820-821. E remota a adopção deste assunto em joalharia (Cf. Perrot-Chipiez, Hist. de l'Art dans l'antiquité. III, fig. 585).
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cultura céltica post-hallstattiana, como alguns querem, mas já no declinar dessa cultura do norte, quando os Romanos iniciavam a sua penetração na Península. E assim, a famosa armila de Lebução (Fig. 5-n.º 1), com sua variedade e delicadeza de ornatos incisos, à qual apareceram também associados colares rígidos do referido tipo de cabeças troncónicas (Fig. 4-n.º 6), será, em nossa opinião, uma peça da mesma época destes colares. De resto, os motivos ornamentais da armila de Lebução, com suas gregas, entrelaços, circunferências secantes formando as conhecidas rosáceas de losangos cíclicos, etc., são vulgaríssimos na arte decorativa greco-itálica. Julgamos pois, como dissemos, esta célebre armila de uma época relativamente próxima, muito embora filiada num tipo arcaico, também praticado em folha canelada, como certos braceletes de Arnozela (Fig. 5-n.º 3), e outros, sem decoração alguma, talvez pertencentes à Idade do Bronze. (1)
Certamente já romano de origem, simples produto de importação, será o bracelete de Guiães (2), aparecido dentro de uma taça romana em forma de calote esférica, juntamente com alguns denários da República; e bem assim algumas das fíbulas de prata, e uma de ouro, atrás mencionadas, pelo menos as de Fiães e Mogadouro, esta última de charneira. As de Monsanto (Beira) relacionam-se com o tipo ibérico, sendo uma delas zoomórfica.
Finalmente, à cultura ibérica, que, entre os séc. V-II a. C., floresce no S., SE e Oriente da Península, influenciada pelas civilizações mediterrâneas, pertencem os conhecidos torques de prata, ou de ouro, de Vila Velha do Ródão, Monsanto e Monforte da Beira, Chão de Lamas, Torres Vedras e S. Mamede de Riba Tua (Fig. 4-n.º 4), quase todos do tipo funicular, de vários fios simplesmente torcidos, ou entrelaçados, e que, aparecidos no Norte do país, indicam claramente a penetração da cultura ibérica impondo-se à cultura céltica já talvez em
(1) Cf. Cuevillas-Brey, Ob., cit.-pág. 114.
(2) Vid. O Arq. Port.-XV (1910)-fig. 5, entre págs. 86-87.
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DU A S
NOTAS
A BIBLIOTECA
LAGO
En cada ano unha ves, tal dia como hoxe, temos que facer a lembranza do Dr. Lago a quen a morte non deitará no esquecemento. E este ano, anque o seu corpo siga soterrado no escuro pudrideiro dos Arcebispos compostelans temos xa, ergueito e perdurabre, un moimento aquecido ó seu esprito: a Biblioteca que leva o seu nome, a xurdir a cotío óleo de saude, como o sartego de San Faxildo.
universalidade, ampria longanza centífica, investigacións dos orixens e degoro das novedades, aficións de botánico, bibliófilo e poeta, alicerce de rexa formación relixiosa, e práctica de moitas línguas, como medio de traballo.
Inzarán os cultivos do seu xardín na nosa nai compostelán. Que regalo do esprito tanta semente axuntada gran a gran, cada libro un gozo e un sacrificio! Que arela a cada novo encargo! O Bispo, na solaina do pazo, perdería o ollar nos «millos da verde Armamá» degorando a chegada do correo. Logo a ledicia de fitar os sellos e o timbrado dos paquetes recendentes a tipografía e as longas viaxatas europeas, e a mán tremente que desgrilloa os libros: pequenos libriños dos crásicos, nisperos doces pra a soedade dos vráns na Pousa; grandes tomos do Migne e do Cursus Scripturae, sabor de xugosas noces pra as seráns do inverno; mel fresqueira do Mediterráneo, en limpos vidros de Verdaguer e de Mistral, pr'as feridas da loita; viño acedo de inquedanzas políticas desvelo nos días de sopor outonizo... e logo, pr'as albadas brancas da pascua, as froliñas miudas dos nosos Cancioneiros.
Agora temos o seu inventario imprentado, feito con miudo traballo por Don José Maria Bustamante, fasquía leda de entomólogo, rexo ánimo de explorador, que non perde quentura na valorenta friaxe das longas mañáns de traballo na Bibrioteca universitaria.
Non podería facerse biografía mais ouxetiva que á recadada n'este Catálogo. Dispersal-os libros de un morto é mais noxento que espallar as suas cinzas. Bouza descubríu o segredo da formación de Pondal nos seus libros da Sociedade Económica de Santiago; eu mesmo topei a íntida inquedanza de Don Diego Juan de Ulloa na sua biblioteca arrecantada no Arquivo Catedrale e ó mercare a probe abada de impresos que deixou Porteiro espín un iñorado esprito de crasicista, que ninguén ollara no loitador. Na mesma Compostela, Felipe de Castro, Pedro de Acuña, Raxoy, La Sagra, López Ferreiro agardan semblanzas bibliográficas, como a que poidera facerse de Don Pedro Antonio Sánchez na Biblioteca do Consulado da Cruña. O nome de Vales Faílde non morrería tan cedo si os seus libros tiveran sido mercados pol-a nosa facultade de Dereito. Esto entre nós, que fora mancheas de homes nos amostran que unha laboría artística pode ser efímera a caron d'unha esperta recollida de libros ou de ouxctos.
Na noite de Tuy, deitada en fondas venelas, como auga en pousados canles, a luciña da cámara do Bispo remexía as trebas deica o rayar do sol, e na noite compostelán, temerosa sempre d'un espertar das arquitecturas barrocas, aquel cuartiño de estudiante en que durmía, acenaba sempre roitas de traballo, c'unha limpa rayola, testemuña do seu ergueito vixiar. Aínda aquela doorida mañán de marzal en que, denantes que soaran as bateladas da i-alba, viñéronme chamar pra acompañar o seu Viático, o mellor adobío da espida-habitación eran uns libros, pechados de días, sobre calquer mesiña, uns
Biblioteca Lago é decir galeguidade e
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dias consideradas mais antigas remontam ao Eneolítico final, ao início e períodos subsequentes do Bronze e 1.ª Idade do Ferro. Mas a grande maioria das nossas jóias prerromanas pertencem já, sem dúvida, à cultura céltica, post-hallstattiana, do centro e norte da Península, ou à chamada cultura ibérica, do sul.
Conforme é hoje aceite por muitos pré-historiadores e etnólogos, os Celtas teriam efectuado uma primeira incursão na parte nordeste da Península, ainda em plena fase de Hallstatt; e, pelo séc. VI, quando esta fase declinava já, para dar lugar ao começo da expansão da cultura de La Tène, aquelas tribos, eminentemente guerreiras, irromperiam de novo, agora pelas passagens ocidentais dos Pireneus, atingiam os vales superiores do Ebro e do Douro, espraiando-se, como onda bárbara, pelo norte, centro e ocidente da Ibéria, onde se fixaram definitivamente. Portadores da civilização de Hallstatt, imobilizaram nessa fase as populações subjugadas, enquanto além Pireneus se expandia a cultura típica de La Tène, e enquanto na zona sul e mediterrânea da Península, os povos onde não havia chegado o domínio celta progrediam e evolucionavam dentro das suas próprias esferas culturais. Mas nem a cultura céltica post-hallstattiana escapou à influência das características culturais desses povos subjugados, embora rudes e atrasados, nem a cultura ibérica do sul se desenvolveu independentemente das Civilizações do Mediterrâneo oriental, com as quais contactava por via do comércio marítimo. Por volta do séc. III parece que o poderio celta na Península começou enfraquecendo, iniciando-se a penetração, para norte e ocidente, da cultura ibérica do sul.
Em concordância com estes movimentos migratórios e interpenetrações culturais, o tipo das nossas jóias arcaicas evoluiu paralelamente, como é natural, conservando sempre, todavia, esse carácter de singular independência e originalidade, que distingue imediatamente os produtos artísticos peninsulares dos produtos idênticos de outras regiões estranhas, onde se desenvolveu igualmente a cultura céltica, ou onde che-
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garam as influências das grandes Civilizações mediterrâneas. A facies característica, o fenómeno da persistência étnica dos primitivos povoadores da Ibéria reflecte-se assim, harmonicamente, nos produtos da sua indústria, na continuidade dos seus aspectos tradicionais. E, sendo as jóias, pela sua forma e decoração, pelo seu «carácter e qualidade», na expressão sintética de Reinach, (1) um dos índices mais seguros pelos quais se pode avaliar, de certo modo, o grau de cultura do povo que as arquitectou e usou, podemos afirmar que a Península Ibérica atingiu, neste campo, uma posição do mais invulgar destaque.
Para não tornar excessivamente longo e fastidioso este nosso elementar estudo, não iremos descrever minuciosamente, uma a uma, as jóias arcaicas aparecidas em Portugal. Limitamo-nos a dar a indicação da sua distribuição geográfica, lugares onde se encontram hoje arrecadadas, seu agrupamento por espécies e tipos, algumas considerações sobre a sua cronologia provável, e, finalmente, em nota adicional, as fontes bibliográficas existentes que dizem respeito a cada uma.
Para a indicação das jóias aparecidas em território português, consideraremos o país dividido em três zonas: a primeira a N. do Douro, constituída pela região do Entre-Douro-e-Minho e Trás-os-Montes; a segunda pelo Entre-Douro-e-Tejo; e a terceira pela região a sul do Tejo.
Como as jóias mais vulgares são os colares e os braceletes, começaremos por estas. Apresentam os colares modelos variadíssimos, sejam eles do tipo rígido ou formados de peças articuladas; sejam do tipo com propriedade chamado torques (do lat. torques ou torquis, de torquere) (2), do tipo
(1) The Antiquaries Journal. V (1925), 126.
(2) Se bem que, no decurso do tempo, a designação de torques se generalizasse às outras formas de colares rígidos, mesmo não torcidos, o certo é que vários AA. persistem em dar apenas aquela designação aos colares constantes de um fio torcido, ou de mais que um, formando corda (tipo funicular). Cf. J. Villaamil y Castro, Bol. de la Com. de Mon. de Orense. III (1907), 97; Mélida, Arqueología Española (1929), 283; Déchelette, Manuel. IV (1914), 1208; etc.
Porém os adornos do pescoço que, a nosso ver, nunca devem designar-se por torques, são as lunulae ou crescentes.
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NÓS
VII—FÍBULAS
Fíades da Feira.—Informação do Arqueólogo Sr. Dr. R. de Serpa Pinto.
Mogadouro.—José Fortes, O Arq. Port. IX (1904), 1.
(No Museu Etnológico).
Monsanto (Beira).—Leite de Vasc., O Arq. Port. XXIV (1920), 103.
(No Museu de Castelo Branco).
? —Uma fíbula de ouro, de proveniência desconhecida. Cf. J. Henriques, O Arq. Port. IV (1898), 288; L. de Vasc., O Arq. Port. XIII (1908), 356.
(No Museu Etnológico).
VIII—PEÇAS DE APLICAÇÃO INCERTA
Beja.—Pequena palma: M. J. Campos, O Arq. Port. XII (1907), 218; J. Carvalhais, O Arq. Port. XIII (1908), 376.
—Pequenas lâminas: Vergílio Correia, O Arq. Port. XX (1915), 299).
(No Museu Etnológico).
Bonsafrim (Algarve)—Disco: Santos Rocha, Bol. da Soc. Arch. Santos Rocha, I (1904-7), 64; Pedro Belchior da Cruz, O Arq. Port., VII (1902), 100; José Fortes, Portugália. II (1905-8), 492; Idem, Revue Préhistorique (1907), n.º 10; Alvaro d'Azevedo, O Arq. Port. XII (1907), 376.
Bougado Arcos: Joaquim de Vasconcelos, Arte - Porto - (1912), 38.
(No Museu Municipal do Porto).
Cabeceiras de Basto Discos: Mário Cardozo, Rev. Nós - A Cruña (1929), n.º 75.
(Na posse do Sr. Serafim de Sousa Neves, de Viana do Castelo).
Casal do Pardo Pequenos tubos e uma placa rectangular: Marques da Costa, O Arq Port. XII (1907), 329 e 335.
(Na posse do Sr. Ten. Coronel Marques da Costa - Setúbal).
Condeixa-a-Velha—Disco: Vergílio Correia, O Arq. Port. XXI (1916), 261.
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NÓS
Vila Verde (Felgueiras)—?; Telões (Vila Pouca de Aguiar)—1; Moçães (Torgueda—Vila Real)—1; Vinhós (Sedielos—Peso da Régua)—4; Gondeiro (Salvador—Amarante)—2; Lebução (Valpaços—Vila Real)—1; Alijó—1; * Guifães (Vila Real)—1.
Total conhecido—33.
A S. do Tejo.
Évora—2; Castelejos (Stª Suzana—Alcácer do Sal)—1; Beja—1 e ?; Serra da Conceição (Tavira)—1.
Total conhecido—5.
A totalidade dos braceletes acima indicados não pode precisar-se por completo, por
Fig. 4.—Alguns tipos de colares rígidos achados em Portugal
1, Portel—Évora—2, Sintra—3, Almoster—4, Cortinhas-Riba Tua—5, Vale da Malhada—6, Lebução.
Entre o Douro e o Tejo.
Baralhas (Castelões—Macieira de Cambra)—16; Viseu—1 e ?; Folgosinho (Beira Baixa)—5; Pena Lobo (Beira Baixa)—2; Pena (Portunhos—Cantanhede)—1 e parte de outro; Outeiro da Assenta (S. Pedro d’Óbidos)—2.
Total conhecido—27 e 1 fragmento.
nos ser desconhecido o número dos que apareceram em Vila Verde, Viseu e Beja. Igualmente não possuímos elementos para indicar o local do aparecimento de dois outros que pertenciam à coleção do Rei D. Fernando II (citados n.O Arg. Port. II, 21 e no periódico O Manoelinho d'Évora, n.º 287 de 20-7-1886), dos quais desconhecemos, até, o actual paradeiro, bem como de uma armila de prata existente no Museu
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BIBLIOGRAFIA DAS JÓIAS ARCAICAS PORTUGUESAS
(Para facilidade consultiva damos, por ordem alfabética, os nomes das localidades onde as jóias apareceram, ou onde foram compradas [*], seguidos da bibliografia respeitante às mesmas jóias e da indicação do local onde se encontram actualmente depositadas, ou destino que tiveram. De várias ignoramos o seu paradeiro.)
I—COLARES
Almoster. — Major Figueiredo, *Jornal de Santarém* (1893), n.º 514 a 517; Leite de Vasc., *O Arq. Port.* II (1896), 21 e XI (1906), 532; Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 72; L. de Vasc. *História do Museu Etn. Port.* (1915), 365. (No Museu Etnológico.)
Chão de Lamas.—Pedro Mg. de Artiñano, *Cat. de la Exp. de Orfebrería Civil Española* (1925), 110 n.º 295 e 296; Cabré Aguiló, *Actas y Mem. de la Sociedad Esp. de Antr. Elnogr. y Preh.* VI (1927), 263; J. R. Mélida, *Arqueología Española* (1929), 233. (No Museu Arqueológico Nacional de Madrid.)
Cortinhas (Riba-Tua).—José Fortes, *Portugália* II (1905-8), 119; Leite de Vasc., *O Arq. Port.* XI (1906), 355. (No Museu Municipal «Azuaga» — Vila N.ª de Gaia.)
Estela.—José Fortes, *Portugália* II (1905-8), 605. (No Museu Municipal do Porto.)
Lebuçac.—Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 1; L. de Vasc., *O Arq. Port.* XI (1906), 349. (Um fragmento no Museu Etnológico.)
Mangualde.—Leite de Vasc., *O Arq. Port.* XXII (1917), 133. (Desaparecidos.)
Monforte.—L. de Vasc., *O Arq. Port.* XI (1906), 355; C. L., *O Arq. Port.* XVIII (1913), 161; L. de Vasc. *Hist. do Museu Etn.* (1915), 369; L. de Vasconcelos, *O Arq. Port.* XXII (1917), 341 e XXIV (1920), 104. (No Museu Etnológico.)
Monsanto.—L. de Vasc., *O Arq. Port.* XXII (1917), 341 e XXIV (1920), 102. (No Museu de Castelo Branco. Um, de ouro, desaparecido.)
Penela.—J. Possidónio, *Bol. da Real Ass. dos Archit. Civis e Archeol. Portugueses* IV (1883), 62; G. de Cougny, *Ibidem* (1884), 70; Delfim de Oliveira, *Notícias de Penela* (1886), 191; Martins Sarmento, *Ibidem*, 227; Filipe Simões, *Album de Fotografias da Exp. de Arte Ornamental*, p. 16 - nota 8; Leite de Vasc., *O Arq. Port.* II (1896), 21; Carhitalac, *Ages Préh. de l'Espagne et du Portugal* (1896), 297; Pierre Paris, *Essai sur l'Art et l'Industrie de l'Espagne primitive* II (1904), 243; Pedro d'Azevedo, *O Arq. Port.* XVI (1912), 207; Joaquim de Vasconcelos, *Arte* (1912), 94-50; Reinach, *The Antiquaries Journal* V (1925), 124.
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NOS
Obreiros e capitalistas son homes que teñén a mesma doenza da vida moderna, sen mais ideal qu'a satisfacción económica. A transformación hase fóger, non no réxime, senón na conciencia dos homes. Un exemplo: Epulón ten moito ouro, e Lázaro non ten mais qu'un cofño; supóñede qu'os homes desfán o valor do ouro d'Epulón, já Lázaro é mais rico co seu cofño. Hai que valorar mais a fondo os elementos imponderábeis da vida humán.
II
Na Hespaña a derrota social acréscetase por unha derrota política. Querse seguir descoñecendo a existencia de pobos que se ven sometidos a unha uniformidade política, xurídica y-administrativa sen exemplo. Querse seguir gobernando ós pobos hispanois polos mesmos partidos e do mesmo xeito que nos anos vergoñentos do desastre.
O nacionalismo galego, diante dos problemas da Hespaña sinifica unha renovación absoluta non só dos sistemas de política, senón da mesma Constitución política do Estado: organización federativa, representación proporcional.
III
Na Galiza presenta dous problemas principais: un económico, liberdade da terra; outro político: liberdade do sufragio, da soberanía popular galega; y-un xeral: a desgaleguización de Galiza.
Ademais do cal, Galiza vese afectada pol-as consecuencias dos erros dos gobernos de Hespaña, e do seu atraso político.
O nacionalismo galego, diante dos problemas de Galiza proclama a personalidade xeográfica, histórica e espiritual da nosa Terra, e sinifica pra ela autonomía en todol-os órdenes, sinifica a nosa espiritualidade enxebre manifestándose na sua peculiaridade na vida hispanoa e na vida mundial. (1)
† ANTÓN LOUSADA DIÉGUEZ.
(1) O precedente traballo é o esquema d'un manifesto, cheo d'altitude mental e xusta conciencia qu'o Lousada quixera botar á rúa. Era n-un tempo en que o movemento galeguista semellaba esmorecer, despois do pulo inicial de 1916 a 1918, e do fracaso político d'iste ano derradeiro. Seguiron anos grises pra Galiza, namentras o mundo fervía na crise da posguerra, coa máisima expansión do comunismo, os movementos spartakistas, o sindicalismo na Hespaña: semellaba qu'unha sóma bermella de Apocalipse ameazaba ao mundo, e o Lousada —que por entón deixou Ourense pra irse a Pontevedra— lía a Roberto Hugo Bensou, e co seu sorriso d'humorista san e bon, co seu charuto retorto no bico, anunciaba o advenimento de Felsenbourgh.
No seu desacougo, non paraba de matinar e discurrir meios pra espertar a conciencia galega. N-aqueles anos foi cando quixo emprender a conquista de Vigo pra o galeguismo. O Lousada tiña unha grande fé no porvir d'aquela cidade, e inaugurou conosco a primeira xeira de conferencias galeguistas na Oliva. Pouco despois, principiaba a darlle voltas á idea do NÓS, que por fin fundouse estando el xa en Pontevedra.
Iste proíeuto de manifesto leva o rubro das súas inquedanzas e das súas preocupacións tristeiras d'aquil tempo, que despois lembraba con saudade nos tempos de ditadura. V. R.
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NÓS probes libros que agardarían aínda agora unha mán cariñenta se non estiveran cabo de nós.
Este busto romanizante posto no medio da Biblioteca non é o de un brando pastor do pobo fiel senon o de un xerente de pobos. Pero cicais, ca sua forza, prediga a función que poden ter os libros seus, rexa chamada a todos, que alí xuntamos o noso probe esprito o seu esprito.
KINGSLEY PORTER
O nome ben amado dos estudiosos do románico encabeza agora unhas follas de lene filosofía: divertimentos de sabio en días de vagar, conversas de paseio, entre campías, a percura de algún moimento, escritos de travesía do Atlántico, cando o aborrecemento de longas horas sen libros preme o coidar. Estes pequenos ensaios de diversas procedencias, xuntos no 1928 en «Beyond Arquitecture» e traducidos ó castelán por Pérez de Urbel, teñen emoción de camiño: ándanse logo e desándanse a modiño, unha e outra ves, para abrir un dos horizontes de interrogacións que tanto ama o noso Otero Pedrayo.
Tres ensaios, tres reaccións do sabio fronte os temas cotiáns da súa vida: un campo de traballo, o estudo do arte, a vida mesma... O primeiro, con forte saxonismo, ataca o arte román na sua falla de ledicia creadora. O sabio, farto de fichas, fotos e libros topa o triste valeiro d'un arte mercenario que segue inspirando a artesanía dos copistas. Fai como unha composición de lugar pra o segundo: «Estrelas e telescopios», vacuna pra o arte contra o andancio da historia, onde percura, baixo a mesta produción dos nosos días e os sofisticos tesouros dos Museos, os alicerces da emoción estética. Na buscada definición inza a revolta do erudito contra a confusión de medios e fins, que chamara entre nós Lousada Diegues «inventario da testamentaría». As concrusións recóllense no final, no mais agudo dos tres ensaios. Unha visión da vida actual pra anotar datos básicos de unha posición antimoderna e antisocietaria. Compre a técnica escolástica de Maritain pra organizar feitos da forza dos que aquí xoga Porter, mais achegado a manexar fotos de escultura románica que datos sobre o futbol como feito revelador. O xuguete é denso d'abondo pra un «intruso» na profesión filosófica, e, xa non pode dar un froitoso examen de causas, faise agudo cartel de propaganda, contra a propaganda mesma, tan boo aperitivo de outra filosofía que poidera firmalo Chesterton, cuyo estilo vitaliza todo o libriño.
Espello da posición dos estudiosos e sobre todo dos estudiosos mártires do balbordo das grandes vilas, axil glosa do «Beatus ille» e un frenazo en toda carreira, prólogo de unha «teoría da velocidade»; no seu remate pode escomenzar a laboría do leitor. Porter topa as xentes alonxadas de Ruskin, pero demostra que xa hai no mundo quen poida continuar en Compostela, «As pedras de Venecia».
Pontevedra, Marzo, 1930.
FILGUEIRA VALVERDE.
VEN D'APARECER
TOMO I das OBRAS COMPLETAS
de LEIRAS PULPEIRO 3 ptas.
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OS HOMES, OS FEITOS, AS VERBAS
UNAMUNO E AS LINGUAS PENINSUARES
El Pueblo Gallego reproduziu, non sabemos con que fin, unha conversa que un jornalista portugués sostivo con Don Miguel de Unamuno, na qual o apaixoado filósofo, fiel n-islo ao seu pensamento imperialista e absorvente de castelán d'adopción, decrárase nemigo das língoas regionás, e ainda ainda do propio português.
Nonos estranou nada. Así é coma pensa Castela, cuio espírito tan ben se soupo asimilar Unamuno. E ademais, sabemos ben, ata por esperiencia persoal, que Don Miguel ten espírito de contradición; ponse de cote co que fala co-il, en posición polémica, e compre lembrar que n'iste caso, falaba c'un portugués. Sócrates era pra o seu interlocutor un guía; Unamuno é un nemigo. Nós vemos n-isto unha superioridade d'Unamuno sobre Sócrates. A polémica é moito mais froitosa, coma meio pedagógico que non o interrogatorio mayéutico. Aínda compre dicir que Unamuno nono fai por mal; nen aínda se cadra por espírito combativo. Faino porque o seu pensamento penetra tan fondo nos probremas, que lle presenta nidos, un frente ao outro o pro e o contra. Pra todo home que pensa, resulla sempre da meirande utilidade ter en frente quen lle opoña os argumentos contrarios. Dunha conversa d'estas sole un saír co-as suas ideas mais afirmadas.
Foi o que nos pasou despois de ler a conversa d'Unamuno co jornalista portugués. Confirmouse a fé que lemos na nosa língua.
Crar'está que o argumento que Unamuno pón contra d'ela, pra ser d'il, non é moi fondo, nen moi forte, nen moi novo. Enantes qu'il, empregouno eiquí Don Jaime Solá. E afinal, Unamuno non quer que sean perseguidas as língoas regionás: «Admito el suicidio; pero no admito el crimen», dí. Recollemos esta afirmación: o mestre reco
AS VACANTES DA ACADEMIA GALEGA
A nosa Academia decrarou as vacantes d'Académicos de número dos Sres. Pan de Soraluce, Nóvoa Santos, Iltmo. P. Plácido Angel Rey Lemos e García Acuña, todas elas por ausencia de Galiza.
Pra sustituílos foron propostos respeitivamente:
Pr'a do Sr. Pan de Soraluce, o noso compañeiro Castelao.
Pr'a do Dr. Nóvoa Santos, o Dr. Rodríguez Cádarso, e o noso compañeiro Florentino L. Cuevillas.
Pr'a do Iltmo. P. Plácido Angel Rey Lemos, o Sr. Montenegro Soto, e o noso colaborador Gonzalo López Abente.
Pr'a do Sr. García Acuña, o R. P. Samuel Eiján e o noso colaborador Xavier Prado.
NOVOS LIBROS
A Editorial NÓS anuncia a saída dos libros seguintes:
Cincuenta homes por dez reais, do Castelao.
Contos de Ken Keirades.
Arredor de si, novela de R. Otero Pedrayo.
As Égogas do Virxilio, tradocidas a lingua galega por A. Gómez Ledo.
A Biblioteca de Estudios Gallegos da C. I. A. P. fará xurdir axiña La Política en Galicia de Vicente Risco.
NÓS traballa activamente na tiraxe dos volumes III, IV e V dos Arquivos do Seminario d'Estudos Galegos.
O Seminario publicará tamén axiña o estudo en col dos Cruceiros e Perdons armoricáns debida ao noso compañeiro Castelao.
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decadência. São, pois, do tipo dito ibérico, que o Sr. Cabré coloca na 2.ª Idade do Ferro, como produtos do fabrico indígena da Hispânia consular e imperial do sul, apresentando-se a província de Jaen como a zona mais abundante nestes achados. (1)
Sistematizando, poderemos, independentemente dos dados cronológicos bastante conjecturais que acabamos de apresentar, agrupar algumas das jóias arcaicas portuguesas—colares, braceletes e anéis—, atendendo apenas ao factor mais positivo, que é o seu tipo, a sua forma geral, como analogamente o fez o Dr. José Fortes (2). E esta facies arqueológica poderá ser um guia, mais ou menos seguro, para outras conclusões, posto que, seguindo o conselho de Déchelette, nunca devamos prestar às classificações um valor ilimitado, sendo antes necessário não esquecer as nuances devidas a múltiplas sobrevivências e às influências exteriores (3).
COLARES
I—Rígidos.
a)—Fechados:
1—Circulares, maciços e roliços, com ornamentação geométrica e fecho independente,
Penela e Portel (Évora).
2—Em forma de crescente, maciços, ornamentados ou não, e com fecho independente,
Sintra, Almoster, Serrazes.
3—Lisos, de secção quadrada, adelgaçando do meio para os extremos e com ganchos de prisão directa,
Reguengos.
4—Funiculares, de fios simplesmente torcidos ou entrelaçados, com ganchos de prisão directa ou pequenos anéis nos extremos, para passagem de um fio,
Cortinhas, Vª Vª do Ródão, Monsanto e Monforte da Beira e Torres Vedras.
b)—Abertos:
5—Com o corpo ou aro de secção poligonal e grandes cabeças terminais ornamentadas,
Lebução, Estela.
6—Aro de secção poligonal, ornamentado, e pequenos botões terminais,
Vale da Malhada.
7—Funiculares, terminando em cabeças piriformes ou de secção hexagonal.
Chão de Lamas.
II—Articulados.
8—De múltiplas peças ornamentadas,
Estela.
Das duas xorcas d’ouro, lisas, de Mangualde, e uma de Torres Vedras, a referência bibliográfica não menciona o tipo; igualmente não é indicado o tipo da proveniente de Vila do Conde, nem de um torques de prata e fragmento de outro, pertencentes ao Museu Etnológico. A citada referência, empregando a designação genérica de xorcas, sem mais esclarecimento, deixa-nos, também, na dúvida se se tratará realmente de colares, se de braceletes.
BRACELETES
a)—Fechados:
1—De folha larga, constituída por uma lâmina delgada, canelada, lisa ou ornamentada,
Lebução, Arnozela, Beja, um de procedência indeterminada, adquirido no Porto, hoje no Museu Etnológico, e alguns dos arredores de Viseu, vendidos para Inglaterra.
2—Aro maciço, com ou sem ornamentação, e secção, rectangular, circular, elíptica, etc.,
Alijó, Arnozela, Vinhós, Moçães, Outeiro da Assenta, Beja.
b)—Abertos:
3—Lisos, maciços, de secção circular ou poligonal, e com botões terminais,
Folgosinho Pena Lobo, Castelejos, Serra da Conceição.
4—Maciços, ornamentados, secção poligo-
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Mon. do Algarve, IV (1891), 46; L. de Vasc. O Arg. Port. XI (1906), 355 e 367.
(Desaparecido.)
Bréa.—José Fortes, Portugália, II (1905-8), 241; Idem, Revue Préhist. (1906) n.º 5; O Arq. Port. XV (1910), 247. (No Museu Etnológico.)
?—Uma fita d’ouro (diadema?) de proveniência desconhecida, citada por M. J. Campos, O Arg. Port. XII (1907), 110. (No Museu Etnológico.)
IV—LÚNULAS
Cabeceiras de Basto.—Mário Cardozo, Rev. Nós-A Cruña-1929, n.º 72. (Na posse do Sr. Serafim de Sousa Neves—Viana do Castelo.)
Chão de Lamas.—P. Mg. de Artiñano, Cat. de la Exp. de Orfebrería Civil Española (1925), p. 110, n.º 292 e 293; Cabré Aguiló, Actas y Mem. de la Soc. Esp. de Antr., Etnogr. y Preh.—VI (1927), 263; J. R. Mélida, Arqueología Española (1929), 263. (No Museu Arqueológico Nacional de Madrid.)
Viseu (1).—Cabré Aguiló, Actas y Mem. de la Soc. Esp. de Antr., Etnogr. y Preh. VI (1927), 250, 281.
V—ARRECADAS
Afife.—Ricardo Severo, Portugália. II (1905-8), 406 e nota 1. (No Museu Etnológico.)
Estela.—José Fortes, Portugália. II (1905-8), 605. (No Museu Municipal do Porto.)
(1) Vide nota 1 de pág. 29.
NOS
Laundos.—Ricardo Severo, Portugália. II (1905-8), 403. (No Museu Municipal do Porto.)
* Pôrto.—Ricardo Severo, Portugália. II (1905-8), 406 e nota 1; Leite de Vasc., Religiões da Lusitânia. III (1913), 431, 435-nota 3 e fig. 219. (No Museu Etnológico.)
S. Martinho d’Anta.—Mendes Corrêa, Hist. de Portugal (Barcelos-1928), 1,190. (Na posse do Sr. José Maximiano Correia de Barros.)
VI—ANEIS
Avis.—C. L., O Arg. Port. XVIII (1013), 141. (Dois no Museu Etnológico, e outro na posse de um particular.)
Bréa.—José Fortes, Portugália. II (1905-8), 241; Idem, Revue préhist. (1906), n.º 5; O Arq. Port. XV (1910), 247. (No Museu Etnológico.)
Casul do Pardo.—Marques da Costa, O Arg. Port. XII (1907), 329. (Na posse do Sr. Ten. Coronel Marques da Costa-Setúbal.)
Cesareda (Lourinhã).—Luis Chaves, O Arg. Port. XIX (1914), 368; L. Saavedra Machado, O Arg. Port. XXIV (1920), 245. (No Museu Etnológico.)
Gondeiro.—Notícia do achado em O Século, Lisboa-de 21-7-1929; José de Pinho, Penha-Fidelis (1929), 205. (No Museu da Sociedade Martins Sarmento—Guimarães.)
Serpa.—Leite de Vasc., O Arg. Port. XI (1906), 352; M. J. Campos. Ibidem, XII (1907), 218. (No Museu Etnológico.)
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NÓS
que denota pertencerem a uma época em que o ouro era abundante, assinala Reinach a tais exemplares a Idade do Bronze. O indício do peso não é, porém, decisivo, pois se as jóias de ouro, no período de Hallstatt (como o acentuaram Costa de Beauregard, Déchelette e, por último, Reinach), se tornam mais raras e são quase sempre ócas, de forma a apresentarem uma maior economia do metal (1), que, desde os meados da Idade anterior, começava a escassear, é também um facto que as lúnulas, dos primeiros tempos da metalurgia, em que o ouro não necessitava ser economizado, porque se recolhia fácil e abundantemente, eram peças bem leves e confeccionadas em delgadas lâminas.
Não deixaremos de acentuar aqui a flagrantíssima semelhança entre os referidos colares de Penela e Évora. Parecem saídos da mesma mão; distinguem-se apenas pela diferença de peso (190 gr.) e ligeiros detalhes ornamentais no toro que serve de fecho. Em tudo o mais são inteiramente gémeos, no processo de fechar, etc. O de Penela foi achado em 1833; o de Évora em 1909. Mas, enquanto o primeiro causava um grande sucesso no meio arqueológico e dava entrada na colecção particular do Rei D. Fernando II, até ser roubado do Palácio das Necessidades, em 1910, (2) o segundo parece ter-se conservado mais ou menos ignorado e oculto até 1920, data em que pelo seu proprietário foi vendido para o Museu de St. Germain-en-Laye, onde ainda se conservou inédito até
sua monografia *Notícias de Penela* (1886), p. 192. Também ao colar de Évora atribui Reinach o peso de 2300 gr., e, segundo informações que colhemos em Évora, pesava 2140 gramas.
(1) Déchelette, *Manuel*. III (ed. 1927), 355; Reinach, *The Ant. Journal-V-1925*), 125.
(2) No dizer do Sr. Joaquim de Vasconcelos (Cf. Rev. *Arte*-8.º ano-1912-p. 51), o colar foi roubado “com singular arte, sem que dos ladrões ficasse o menor vestígio”. Da mesma sala e na mesma ocasião foi subtraído um cofre de ouro com esmaltes, de procedência inglesa, um formoso punhal, falsamente atribuído a Benvenuto Cellini, e várias outras peças de valor. Informa o Sr. Cabré Aguiló que o colar de Penela está num museu estrangeiro (Cf. *Actas v Mem. de la Soc. Esp. de A., E. y P.-VI-1927-p. 263*), o que, a não ser lapso deste A., merecia o trabalho de uma averiguação relativa às circunstâncias em que a jóia roubada foi ter a esse museu. O seu desaparecimento do país pode dizer-se constituiu uma perda nacional.
1924, sendo por fim, nesse ano, revelado pelo ilustre Conservador dos Museus nacionais franceses à Sociedade dos Antiquários de Londres.
Pretende Reinach que o colar de Évora não tivesse sido usado por uma pessoa, atendendo ao seu demasiado peso, apoiando assim a opinião já emitida pelo nosso Joaquim Possidónio e pelo arqueólogo francês De Cougny, a propósito do colar de Penela (1); segundo o parecer de tais arqueólogos, estas jóias seriam destinadas a qualquer divindade, antropomorfa ou não, mesmo uma árvore sagrada, na opinião de Reinach. “Gold adorned gods before adorning kings”. É possível que assim fosse; porém, nem o peso era tamanho que qualquer indivíduo não pudesse suportar o colar, pelo menos em determinados actos solenes, nem a abertura relativamente pequena, no sítio onde se adaptava o fecho, é razão bastante para supormos que ele não poderia entrar num pescoço humano, pois, como aliás observou J. Possidónio, o colar de Penela, apesar de grosso e forte, possuía uma notável elasticidade. Não será descabido recordar também aqui que duas das estátuas calaicas aparecidas em Montalegre (hoje no Museu Etnológico) apresentam, cada uma, no pescoço, uma volumosa xorca, no sentido das de Penela e Évora, porém aberta e com a abertura colocada para a frente, na disposição de um jugo.
Talvez ainda da Idade do Bronze seriam os braceletes lisos, do tipo de Folgosinho (Fig. 5-n.º 4) e Tavira, bem como os colares de Serrazes e Almoster (Fig. 4-n.º 3), com um sistema de fecho parecido ao da xorca de Sintra. O colar de Reguengos, hoje desaparecido sem dele ter ficado, que nós saibamos, qualquer desenho, seria igualmente desse período; pela descrição que dele nos resta parece tratar-se de um colar de secção quadrada, de faces não ornamentadas, adelgaçando do meio para os extremos e fechando por meio de gan-
(1) Cf. Reinach, *The Ant. Journal*, V (1925), 181; J. Possidónio, *Bol. da Real Ass. dos Archit. Civis e Archeol. Port.-IV*, 63; G. d. Cougny, *Ibidem*, 71.
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BOLETÍN MENSUAL da CULTURA GALEGA
Direitor Literario
Vicente Risco
Direitor Artístico
Alfonso R. Castelao
Adeministrador
ANXEL CASAL
DIREICIÓN E REDAUCIÓN:
Sto. Domingo, 47—OURENSE
ADEMINISTRACIÓN:
Real, 36 1.°-A CRUÑA
ABONAMENTO
Doce númaros, na Peninsua 6'00 pesetas.
Fora da Peninsua 8'00
Númaro solto 0'70
Os pagos son adiantados e os gastos de xiro de conta dos suscritores
NOTA
Este boletin non pubricará mais orixinás qu'os que foran direitamente solicitados pol-a Direición. Tampouco se fai solidario das ideas n-eles emitidos, a non ser dos que por non iren rubrados, enténdense que son da Redaución.
SUMARIO
A sinificación profunda do galeguismo, por A. Lousada DIÉGUEZ.
Joias arcaicas encontradas em Portugal, por MÁRIO CARDOZO.
Duas Notas, por Xosé Filgueira Valverde.
Os homes, os feitos as verbas, POL-A REDAUCIÓN.
Reloxería ZENITH
MAQUINAS PARLANTES. DISCOS
AGULLAS e ACCESORIOS
Vicente Risco
Abogado
M. CALVIÑO - Ourense
Santo Domingo, 47-2°
Ourense
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Porém, dentro desta acentuada acumulação de peças de joalharia no Norte do país, um facto curioso se apresenta: é que, enquanto o número de localidades onde aparecem colares é escasso, aquele onde aparecem braceletes é abundante; e no Entre-Douro-e-Tejo dá-se o caso inverso. Não ousamos emitir a opinião de que este facto corresponda a um maior uso e predilecção por determinadas espécies de jóias em cada região, e não seja antes devido ao simples acaso das descobertas fortuitas. A sul do Tejo os achados têm sido em menor quantidade.
De entre os restantes grupos de jóias, o aparecimento de certo tipo de arrecadas parece caracterizar também a região a N. do Douro, pois, de sete que constituem a totalidade, cinco foram encontradas na faixa litoral do Entre-Douro-e-Minho (Afife, Estela, Laundos), uma outra, de proveniência incerta, foi vendida no Porto, e a última achada mais para o interior (S. Martinho d'Anta). As lúnulas registam-se também do meio do país para norte (Chão de Lamas, Viseu, Cabeceiras de Basto), o que está de harmonia com as primitivas relações, especialmente do NO peninsular, com a Irlanda, território de origem desta espécie particular de jóias. As fíbulas de prata aparecem igualmente a norte (Monsanto, Fiães, Mogadouro).
Finalmente, certas jóias típicas dos começos do Bronze, ou ainda do Eneolítico, como diademas funerários, alguns anéis em espiral, etc., aparecem nas regiões extremas do país, a N. e a S., o que, coincidindo ali com o aparecimento de outras espécies de artefactos da Idade do Bronze, parece querer comprovar também que as populações dessa época se distribuíram particularmente nessas zonas, as mais ricas nos dois elementos componentes do bronze—estanho no norte, cobre no sul. (1)
Pelo que diz respeito à ornamentação e outras características das jóias aparecidas em Portugal, de que possam tirar-se dedu-
(1) Vid. Mendes Corrêa, A Geografia da Pré-história-Porto-1929-págs. 29 e 31.
NÓS
ções, mais ou menos seguras, para a cronologia destes achados, começaremos por dizer que as jóias cuja técnica e decoração é a mais simples nem sempre são as mais facilmente datáveis. Ao Eneolítico final pertencem o diadema de Alcalar, os pequenos tubos ou canutilhos em folha de ouro, placa rectangular e anel serpentiforme das Grutas sepulcrais, artificiais, do Casal do Pardo, e, tal vez, o diadema de Balugães (1); ao início do Bronze, as jóias aparecidas no espólio funerário da sepultura da Quinta da Água Branca (Bréa), a lúnula (2) e os dois discos de Cabeceiras de Basto, e, provavelmente, os aros de Bougado. Certamente ao Bronze também, embora de períodos subsequentes, as xócaras de Sintra (3), Penela e Évora (4), com sua ornamentação geométrica rectilínea. Pelo estilo característico que estas jóias apresentam e grande peso de metal, respectivamente 1.262, 1.950 e 2.140 gramas (5), o
(1) Os Snrs. Cuevillas-Brey (Ob. cit.-pág. 37 e 40) aproximam esta jóia de outras (diademas?), de origem galega (Monte dos Mouros e Val de Deza), já também reproduzidas por Villaamil y Castro (Ob. cit.-pág. 100), mostrando todas elas grande semelhança com um tipo particular de colar bretão (de Morbihan), do início do Bronze, dado por Déchelette (Manuel d'Arch. II-ed. 1924-p. 357).
(2) Sendo esta, que nós saibamos, a primeira e a única lúnula da Idade do Bronze, até hoje aparecida na Península Hispânica, tipologicamente bem diferenciada, como se mostrou na primeira parte deste estudo, das lúnulas da Irlanda, região onde elas são numerosas, não se compreende em que facto concreto se baseou J. Loth, quando admitiu a possibilidade de ser a Ibéria que tivesse fornecido aquele país os seus modelos de lúnulas (Cf. J. Loth. Ob. cit.-p. 141).
(3) Vid. Fig. 4-n.º 2. Charles Read atribui esta jóia ao séc. VIII a. C. (British Museum, A Guide to the Antiquities of the Bronze Age, 1904-pág. 148). Pierre Paris coloca-a também no período hallstattiano. Porém, Reginald Smith e Reinach entendem que ela pertence à Idade do Bronze, mas, em todo o caso, mais moderna que os colares de Penela e Évora.
(4) Vid. Fig. 4-n.º 1. Este colar, estudado por Salomon Reinach, antes deveria designar-se proveniente de Portel, pois apareceu neste concelho do distrito de Évora, na herdade chamada da Lentisca, do proprietário, já falecido, Tiago Eleutério de Soure. Por morte deste pertenceu o colar a uma filha, que casou com o brasileiro Joaquim Arantes Ferreira da Silva o qual, por sua vez, o vendeu para o Museu de St. Germain. O Sr. Reinach, no referido estudo, pressupõe existir um estreito parentesco entre este indivíduo e o arqueólogo Possidónio da Silva, que descreveu o colar de Penela, só porque possuíam ambos o mesmo apelido Silva. Pensa também o crítico francês que Penela e Évora são localidades vizinhas! (Cf. The Ant. Journal-V (1925, 124.
(5) Tanto P. Paris como Reinach marcam para o colar de Penela 1800 gr., o Sr. Joaquim de Vasconcelos dá-lhe 1900 gr. Temos, porém, como mais provável que o seu peso-exacto era de 1950 gr., conforme a referência de Delfim de Oliveira, na
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Funicular, ou simples aros de secção circular, elíptica ou poligonal; sejam completamente fechados por meio de um fecho independente, ou por meio de ganchos de prisão directa, ou ainda penanulares, apresentando uma abertura entre as suas extremidades, e, neste último caso, possuindo ou não cabeças ou botões terminais. As variedades são muitas, como se vê.
Da totalidade das jóias a seguir mencionadas, damos indicação especial das de prata, que são em menor número, por meio de um asterisco. As restantes são todas de ouro. Abstémo-nos de entrar em detalhes acerca do peso de cada uma delas, número de quilates, etc., pois essas particularidades podem ser procuradas com o auxílio da Bibliografia, apresentada no final deste inventário.
Apareceram nas seguintes localidades (Vid. mapa respectivo, fig. 3).
I—COLARES
A N. do Douro.
Estela (Póvoa de Varzim)—1 e parte de outro; Vila do Conde—1; Lebução (Valpaços—Vila Real)—1 e partes de mais dois; * Cortinhas (S. Mamede de Ribatua)—1.
Total—4 e 3 fragmentos.
Entre o Douro e o Tejo.
Serrazes (S. Pedro do Sul)—1; Vale da Malhada (Rocas—Sever do Vouga)—1; Viseu—2; Mangualde—2; * Chão de Lamas (Miranda do Corvo—Coimbra)—1 e parte de outro; Penela (Condeixa-a Velha)—1; * Monsanto (Idanha—Beira Baixa)—9, sendo 1 de ouro; * Monforte (Castelo Branco)—5, sendo 1 de ouro; * Vila Velha de Ródão—1 e parte de outro; Al-
como todavia o teem feito alguns. Tão pouco qualquer colar rígido, só porque diminui de espessura do meio para os extremos pode chamar-se lunula, ou sequer aproximar-se de tal género inconfundível de jóias, como parece querer fazê-lo J. Loth, quando classifica o colar de Évora de «hausse-col», designação francesa geralmente conferida às lúnulas (Cf. Art. «Relations directes entre l'Irlande et la Péninsule Ibérique à l'époque énéolithique», in Mémoires de la Soc. d’Hist. et d'Arch. de Bretagne. VI-1925 - pág. 140.
NÓS
Moster (Santarém)—1 e parte de outro; Torres Vedras—2; Penha Verde (Sintra)—1.
Total—27 e 3 fragmentos.
A S. do Tejo.
Portel (dito de Évora)—1; Reguengos—1.
Total—2.
É nos desconhecida a procedência de um torques de prata e fragmento de outro, citados pelo Sr. L. de Vasconcelos (O Arq. Port. I-1895-,222).
Relativamente a braceletes (do lat. *brachium*), ou manilhas (do lat. *manus*, por intermédio do espanhol *manilla*, de *mano*), armilas (do lat. *armilla*, de *armus*) ou pulseiras (do lat. *pulsus*), designações que hoje se confundem mais ou menos (1), indicando, de um modo geral, a jóia em forma de aro que abrange qualquer ponto do braço ou antebraço, também a variedade dos tipos representados no nosso país é grande. Os braceletes, ou são completamente fechados, em argola, ou abertos, já do modelo penanular, já do helicoidal, com as extremidades sobrepostas. A sua secção apresenta os mais diversos aspectos, pois são constituídos umas vezes por folha metálica, larga e pouco espessa, canelada ou não, outras vezes por um aro de perfil rectangular, circular, elíptico, etc. Do mesmo modo que os colares, apresentam ou não botões ou remates terminais.
Apareceram exemplares de
II—BRACELETES
A N. do Douro.
Bairro (S. Pedro—Vila Nova de Famalicão)—1; Arnozela (Fafe)—20; Porto—1;
(1) Pelo que diz respeito ao emprego da palavra *viria*, apresenta Freund (*Grand Dict. de la Langue Latine*. Paris, 1862) a significação de bracelete (de homem). Leite de Vasconcelos toma-a como sinónimo de armila. Plínio (XXXIII, 12, 3) diz que os homens usavam *sin lacerlis* anéis de ouro que, na Celtibéria, se chamavam *viriae*. Parece, portanto, que o termo *viria* não deverá ser interpretado no sentido de colar, como deseja o Sr. R. Mélida (Cf. *Arqueología Española*-Barcelona-1929-pág. 284).
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(Desaparecido do Palácio Real das Necessidades —Lisboa—, em 1910).
Portel (Évora).—Notícia do achado, no periódico *Notícias d'Évora*, de 15—10—1909; Salomon Reinach, *The Antiquaries Journal*, V (1925), 123; análises críticas do art. anterior por J. Loth, *Mém. de la Soc. d'Hist. et d'Arch. de Bretagne*, VI (1925) 140 e Bosch Gimpera, *Butlletí de l'Associació Catalana de Arq., Etnogr. i Preh.* IV (1926), 228.
(No Museu de St. Germain-en-Laye).
Reguengos.—Gabriel Pereira, *O Manoelinho d'Évora* (1886), n.º 287; Leite de Vasc. *O Arq. Port.* II (1896), 22.
(Desaparecido).
Serrazes.—Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 109; M. J. Campos, *O Arq. Port.* XII (1907), 350.
(No Museu Etnológico).
Sintra.—L. de Vasc. *O Arq. Port.* I (1895), 160 e II (1896), 17, 22 e 23; Gabriel Pereira, *Bol. da R. Ass. dos Archit. Civis e Archeol. Port.* VII (1896), 77; Cartailhac, *L'Anthropologie* (1896), 373; L. de Vasc. *O Arq. Port.* VII (1902), 155; Pierre Paris, *Essai, etc.*, II (1904), 244; L. de Vasc. *O Arq. Port.* XI (1906), 352; Reinach, *The Ant. Journal.* V (1925), 124.
(No British Museum).
Torres Vedras.—M. J. Campos, *O Arq. Port.* XI (1906), 285; L. de Vasc. *Ibidem* 355 —nota 1.
(No Museu Etnológico).
Vale da Malhada.—José Fortes, *Portugália* II (1905-8), 412.
Vila do Conde.—Leite de Vasconcelos, *O Arq. Port.* X (1905), 48.
(No Museu Etnológico).
NÓS
Vila Velha do Ródão.—Leite de Vasconcelos, *O Arq. Port.* XI (1906), 355; C. L., *O Arq. Port.* XVIII (1913), 161; L. de Vasc. *O Arq. Port.* XXIV (1920), 104.
(No Museu Etnológico).
Viseu (1).—Gabriel Pereira, *O Manoelinho d'Évora* (1886), n.º 287; Leite de Vasc. *O Arq. Port.* II, 21.
?—Um torques de prata e fragmento de outro, de proveniência desconhecida. Cf. Leite de Vasc., *O Arq. Port.* I (1895), 222.
(No Museu Etnológico).
II—BRACELETES
Alijó.—Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 68 e nota 1.
Arnozela.—Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 63; Leite de Vasc. *O Arq. Port.* XI (1906), 351-352.
(No Museu Etnológico).
Bairro.—J. Fortes, *Portugália* II (1905-8), 413; M. J. Campos, *O Arq. Port.* XII (1907), 350; L. de Vasc., *Ibidem.* XIII (1908), 161.
(No Museu Etnológico).
Baralhas.—Leite de Vasc. *O Arq. Port.* II (1896), 86-88; Ricardo Severo, *Portugália* II (1905-8), 67 e 70.
(Desaparecidos).
Beja.—L. de Vasc. *O Arq. Port.* XI (1906), 351 —nota 3.
(No Museu Etnológico).
Castelejos.—Leite de Vasc. *O Arq. Port.* I (1895), 81 e 91, e II (1896), 22.
(No Museu de Alcácer do Sal).
Évora.—*Bol. da R. Ass. dos Archit. Civis e*
(1) Suspeitamos que os dois colares (?) de Viseu mencionados aqui sejam a *tímula* e bracelete reproduzidos por Cabré Aguiló, nas *Actas y Mem. de la Soc. Esp. de Antr., Etnogr. y Preh.* VI (1927), 281.
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NÓS
dade Martins Sarmento (Guimarães), de Alcácer do Sal e no Municipal «Azuaga» (Vila Nova de Gaia). Os museus estrangeiros que possuem exemplares de proveniência portuguesa são o Arqueológico Nacional de Madrid, o de St. Germain-en-Laye e o Britânico. Muitas peças se encontram também na mão de coleccionadores particulares, que as sabem estimar, como os Srs. Serafim de
que, desde os remotos tempos da Idade do Bronze, foi essa uma das regiões do país onde as populações se agruparam de preferência. Era aí uma das mais importantes zonas metalíferas, pois o principal filão do estanho, no NO. da Península, corre precisamente numa diagonal, desde a costa da Galiza, nas proximidades de Pontevedra, atravessa a região de Orense, internan-
Fig. 5. Alguns tipos de braceletes achados em Portugal
1, Lebução—2, Arnozela—3, Arnozela—4, Folgosinho—5, Gondeiro—6, Telões—7, Bairro—8, Evora.
Sousa Neves (de Viana), José Maximiano Correia de Barros (Sabrosa), R. Pe. José Brenha (Póvoa de Varzim), Tenente-Coronel Marques da Costa (Setubal), etc.
Da distribuição geográfica mencionada conclui-se, de um modo geral, o seguinte (Vid. Fig. 3):
As jóias acumulam-se, principalmente, na região a N. do Douro. É natural que assim suceda porquanto parece poder afirmar-se
do-se, nas vizinhanças de Verin, em Portugal, e seguindo pela província de Trás-os-Montes até à região circundante de Zamora. Assim, dada a importância industrial, e por certo agrícola também, desta zona norte do Douro, aí se concentraram e prosperaram as populações primitivas. Ainda hoje o Minho é também, demograficamente, uma das mais densas províncias de Portugal.
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BOLETIN MENSUAL DA CULTURA GALEGA
Ano XII ★ Ourense 15 de Marzal do 1930 ★ Núm. 75
A sinificación profunda do galeguismo
Veleiquí un novo escrito inédito do noso inesquecente Lousada Diéguez, qu'atopamos antr'os nosos papeis. É d'un tempo de fonda comoción social, e ten mais ben un caraute d'intimidade, non tendo sido escrito pra o púbrico, senón pra un amigo coma il ardendo na paixón galeguista.
Coma caraiterístico do seu fondo e generoso pensamento, e co desexo de que se non perda nen a mais pequena migalla da sua obra, dámolo hoxe eiquí.
D'iste geito, o espírito lumioso do noso sabio amigo irá deixando ainda iste ronsel de inteligenza pra nos alumear nas horas d'incerteza.
I
Estáse producindo no mundo unha gran revolta, a loita dos obreiros cos capitalistas, a guerra social. O estado de guerra mundial espállase mais cada día.
Nós pensamos qu'esta gran revolta ten a orixe na artificialidade esencial da vida moderna, no leixamento da natureza, fiando todo o progreso humán y-o perfeicionamento do home na potencialidade económica e industrial e na concentración nas grandes cidades.
O nacionalismo galego, diante dos problemas do mundo, sinifica unha chamada á vida mais natural, mais a carón da Terra.
Na custión social, nin obreiros nin capitalistas teñen razón. Ningunha transformación do régimen pode remediar nada. Os obreiros non remediarán nada con derribaren o régimen capitalista, si é que siguen junguidos ó industrialismo.
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NÓS
68
De total-as maneiras, o libro de Roberto Blanco Torres resulta unha cousa nova eiqui, e por elo mais dina ainda d'estimanza, fora dos seus méretos intrínsecos. Ten ademais, intrés.
REVISTAS
BROTERIA, Lisboa, Agosto, 1929.
SUMARIO: Os Beatos La Columbière e Dom Bosco, Paulo Durão Alves.—O. P. Luis Frois S. J. e a sua «Historia do Japão», G. Schurhammer.—A industria do Radio, A. Pio Leite.—Preconceitos contra as Ordens religiosas em Portugal. Meios de os combater, Domingos M. G. dos Santos.—Revista de revistas.—Notas bibliográficas.—Obras recebidas na Redação.—Efemérides.
Setembro 1929.
SUMARIO: Preconceitos contra as Ordens religiosas em Portugal.—Estação Paleolítica de Currego, Tenente Afonso de Paço.—Dois Nacionalismos, Paulo Durão Alves.—A concordata entre a Santa Sé e a Itália, E. Jombart.—Crónica do movimento religioso, Joaquim Maria Moreira.—R. de R.—Subsídios para o Vocabulário português, Serafim Gomes.—N. Bibliog.—Obras recebidas.—Efemérides.
Outubro 1929.
SUMARIO: O movimento litúrgico na Holanda e na Bélgica, Gerald Ellard.—Talita,
Serafim Leite.—O centenário da emancipação dos católicos em Inglaterra, Paulo Durão Alves.—Duas impressões portuguesas desconhecidas (século XVI), G. Schurhammer.—Idade Meia. O Infante D. Afonso. Guerra civil de 1926, Luis G. de Azevedo.—Bisexualidade parthenogenética e heterogonia dos Cynipades, J. S. Tavares.—Subsídios para o Vocabulário português.—Notas e factos.—R. de R.—N. bibliog.—Efemérides.
Novembro 1929.
SUMARIO: O movimento litúrgico nos Estados Unidos, G. Ellard.—Camões e os Jesuítas, D. Mauricio G. dos Santos.—Os Estrímnios, os Saefes e a Ofiolatria na Galiza, Eugenio Jalhay.—Crónica do movimento religioso. Alemanha, Serafim Leite.—R. de R.—N. bibliog.—Obras recebidas.
Dezembro 1929.
SUMARIO: Em demanda da Verdade, Serafim Leite.—Direito Canónico, E. Jombart.—A menoridade de D. Sancho II, Luis G. de Azevedo.—Os «modos de representação» das águas minerais, A. Herculano de Carvalho.—Portugal em Sevilha, Domingos Mauricio.—Notas e factos.—R. de R.—N. Bibliog.—Obras recebidas.—Efemérides.—Índices do vol. IX.
Imp. NÓS, Linares Rivas, 50. A CRUÑA
F. ROMAN E SACO
DROGUERIA E FARMACIA
Pereira, 19 — OURENSE — Teléfono 28