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CIBDADE GALEGA EN 1840
RA um-a cibdade romántica e altiva, erguella sobor d’un montecelo, que descía lenementes cara aos vales verdes por onde caminhaba un velho río.
Arrodeaban ista cibdade um-as outas murallas romãs, que amosaban o seu antigo carácter castrense. De treito en treito li nhan redondos cubos, en alguns d’eles erguian- se outas torres, nas que os vidros das longas fenestras relocian ao sol poenle.
Entre as pedras nascian herbas que frore- cian e colgaban dos muros longas grinaldas de líans, o que lhe daba un melancónico aspeto d’abandono.
Entrabas à cibdade por catro portas, somentes ¡As catro portas dos fundadores románs! A Porta Toledán, que hoje chaman de San Pedro, por onde chegaban os arrieiros que vinhan de Castela; a Porta de Sant Iago, por onde os pe- legrinos tomaban o caminho para Compostela; a Porta Nova e mail-a Porta Falsa. Pechá- bans à tardinha, e a cibdade repousava no seu silenzo e na sua foriéza.
Alguns dias à seman celebrábase mercado na praza. Vinhan de muy longe fatos de labre- gos festeiros, vestidos de ledos coores. Tra- guian para a venda os froitos do país. Rubían pol-as fortes calzadas de seilos redondos, lun- tos como os graus na mazorca, pol-as cal-
E aquel bulir campesio turbaba o pesado sllenzo das rúas.
Somentes os camparios bolaban a voar as suas mouras badaladas, mais era tal o costume das gentes que os ouvian a cofío, que cuáseque non sentían o seu lar mais que no sulconcente. como si aquela fose um-a cibdade sumergida.
Aquil fresco bulir do campo dábalhe vida por um-as horas, mais en canlo s’apagaba, ainda era meirande o silenzo, mais certa a sua morte.
Os carros do pais pasaban roncando, carga- doe de ponlas d’arvore. Diante dos seus bois coa agullhada ao lombo, o labrego pasaba, lanzal, pol-as rúas.
Logo, diante das portas das velhas casas, os fortes partidores de lenha, fendian os tóros en estélas.
As mulheres, cun cesto valerio no brazo, o cesto en que troujeran os hovos, os queijos, a manteiga, ajustaban dend’a porta, a berros, nas pequenas tendas onde se vendia baleta de coo- res, panos de saial, lenzo de Padrón, puchas.
Aquil buligar aldean dáballe vida por um-as horas, mais en canto s’apagaba facíase mei rande o silenzo.
Ficaba a cibdade chela d’arume montesío, como cando as rúas quedaron cubertas de fiuncho despois da procesión.
Cuáseque fodol-os dias do ano chovía, pro era um-a cholva miuda e triste que facia brete- mosal-as cousas, quitandolhes as suas aresias e os seus profiles. Estoncias, mais que en nin-
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4
gures, a cidade tinha um-a silhueta romântica e afumada.
A única torre da catedral erguiase com lança-
lía como um senheiro espírito vigiante. Nesta
torre havia um relógio, um relógio. As horas caiam,
também, como gotas de chuva.
A gente governabase pol-a luz: A manhã,
o meio dia, a tarde. As estações conhe-
ciam-se pol-a claridade, pol-a temperie, pol-a
bris.
Decatábas'un que chegara a primavera can-
do aquela mulher velhinha andava a berrar
pol-as ruas a sua leda mercancía:
Nos dias de chuva os filósofos contem-
prativos da cidade, que nos dias de sol socra-
liavam nos jardins, nos catasóis, agora pase-
laban de riba para abaixo pol-os soportes da
praça das Cortinhas de San Román, que, den-
de «o de Cádiz», chamavase da Constituição.
Um falava em termos sosegados, mal-o outro
enchiase de carrage. Debatiase um-a outra e
trasecendentes questão: Se os mouros entraran
ou não algum-a vez na cidade.
Um era Don Policarpo, o coengo, afeiçoado
às cousas romanas. A Don Pepilo, o advogado,
dábalhe mais pol-a Idade Média. Cuáseque
endejamais chegavam a se entender, mais sem-
pre passeavam juntos. Peripatélicamente, um
a razoando qualquer premissa, i-o outro com
grande cópia de citas diletas, desfazia todo o
construído.
Algumas vezes delianse n-un arco dos so-
portes. No mesmo meio e meio da praça,
erguiase um-a fonte, coa sua estátua de bronze
em oulo, com quatro lions bolando auga polas
bocas abertas.
Alguns senhores envolvidos na sua capa, al-
guns militares velhos, alguns cregos com man-
telo terciado, passeavam para matar-o tempo, de-
tinham-se a falar, volvian a passeiar.
Cando estinhava, Don Policarpo e Don Pe-
pito davam um-a volta pol-as ruas em soma. A
pequena praça do Campo, em triângulo, coa
sua fonte no meio, coas fortes pilastras e as
Si o dia seguinte mençia o bom sol atopa-
banse sempre no Paseio dos Coengos, um ca-
NÓS
Cerejas do ramalhinho!
E sabíase também porque estalaban as rosas
na roseira, porque nos arrietes d'árvores d'a-
dorno das casas brasoadas cantava cheio
d'ardência um pajarinho - ainda que seguia
chovendo!
Outro pregão, um pouco mais melancónico:
Castanhinhas asadas do forno!
era, pol-a contra, o nuncio da invernia.
A cidade se governava por um calendário
singelo.
ligeiras colunas dos seus suportes, atra-
guialhes.
Detinham-se a observar os escaparates das ten-
das. N-un havia frascos cheios de milho, de
favas, de nozes de avelãs, queijos, cornechos, ra-
mos de flores de papel, zoquinhas de ma-
deira para as bonecas, cacharrinhos de jo-
gueite, bijoubias, todo posto dum-a maneira
ingel e pueril.
Seguiam pela Rua Nova. Detinham-se diante das
fachadas nas que locía um brasão. Gostaban
ambos a dous da heráldica das pedras velhas,
coplaban inscripções. Don Policarpo, o coen-
go, ia gastando as suas onzas em adquirir lo-
dal-as estatuas pagãs que surgiam da terra ao
cavar em qualquer parte da cidade, ia trocan-
do as moedas correntes pol-as que foram acuni-
hadas nas cecas dos Césares.
Bailhavam sempre, no seu colóquio, pol-a
Tineria, rubiam pol-a rua do Minho. Volviam
aos suportes.
Os pisos das casas, sobor dos suportes,
tinham uns miradoiros, e alguém os esculcaba
dend'ali, dizendo quizabes:
- Istes passeantes, istes passeantes!
Vinham as damas da novena, recatadas, cu-
berlas coa mantela.
Ja se figera de noite.
- Eslarase ben na camilha, eh? - dizia um
ao outro.
- Si, estarase ben na camilha
E despediamse.
Si o dia seguinte mençia o bom sol atopa-
banse sempre no Paseio dos Coengos, um ca-
tasol, o caron da muralha. Um lagarto ia e
vinha cos seus olhinhos vivos, ca sua lingueda
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8 NOS
24. - CABRÉ, Juan. «Espoli funerari amb diadema d'or d'una sepultura de la primera edat de Bronce de Montilla (Córdova)». Anuari del Institut d'Estudis Catalans, 1915-20, Crónica, páxina 539, 1920.
Menzona un puñal de lengoeta, procedente de Galiza, ría de Terosa (Arousa?) que está no Museu de Antropoloxíade Medride.
25. - «Extracto del Avance al estudio de la escultura prehistórica de la Península Ibérica». Annaes da Academia Polytechnica do Porto, vol. XII, Coimbra, 1918.
Ocúpese das estelas de Treitosende (Baiona) que considera dolménicas e irmás das portuguesas.
26. - «Arte rupestre gallego y portugués (Eira dos mouros de Cachão da Rapa)». Memorias publicadas pela Sociedad portuguesa de Ciencias Naturais. II. Lisboa, 1916.
Estudo comparativo das duas localidades enunciadas, galega a primeira e portuguesa a outra.
27. - «Los grabados rupestres de la Torre de Hércules (La Coruña)». Revista de Archivos, Bibliotecas y Museos. III época, Ano IX, páxs. 452 a 466. Maio. Xunio, 1915.
28. - «El Arte rupestre en España». Memoria n.º 1 de la Comisión de Investigaciones Paleontológicas y Prehistóricas, Madrid 1915.
Na páxs. 50 a 98 ocúpase de estazons rupestres galegas.
29. - CALVO SANCHEZ, Ignacio. «Monte de Santa Tecla en Galicia». Memoria núm. 62 de la Junta Central de Excavaciones, 1923-24, Madrid, 1924.
30. - «Antigüedades del Monte de Santa Tecla en Galicia». La Esfera, Madrid 12 de Xaneiro de 1924.
31. - «Monte de Santa Tecla, La Guardia (Pontevedra). Exploraciones arqueológicas verificadas en los años 1914-1920». Madrid Tip. de la Revista de Archivos, Bibliotecas y Museos. 1920.
32. - CARBALLO, Jesús. «Descubrimiento de un centro de arte neolítico en la provincia de Santander». Actos y Memorias de la Sociedad Española de Antropología, Etnografía y Prehistoria. Ano I, vol. I, cuadernos 2.º y 3.º Abril - Nadal 1922.
Referenzas e aprezazons respecto ó rupestre galego.
33. - CARTAILLAC, Emile. «Les âges prehistoriques de l'Espagne et du Portugal». París 1886.
Referenza a alguas oxetos galegos, especialmente machados de bronce.
34. - CARRO GARCÍA, Jesús. «Un anillo signatorio ibérico». Boletín de la R. Academia Gallega. Ném. 161, 1924.
35. - CASTELLA FERRER, Mauro. «Historia del Apóstol de Jesús Christo Sanctiago Zebedeo». Madrid 1610.
No folio 161 fala de un castro.
36. - CASTILLO LÓPEZ, Ángel del. «Burgo del Faro: sus iglesias antiguas». Boletín de la Real Academia Gallega. Ano X, núms. 92 e 93. Hay Separata.
No núm. 93 pubrícase un croquis topográfico no que se señalan castros e mámoas.
37. - «Por las montañas de Galicia. Las casas del Cebrero». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano VIII, núm. 78.
38. - «Por las montañas de Galicia. Origen de las pallazas del Cebrero». Boletín de la Real Academia Gallega. Ano IX, núm. 82.
Neste artigo e no anterior estúdase estas vivendas en comparanza cas primitivas das cllaniaas galegas e portuguesas.
39. - «Protohistoria. Los Castros Gallegos». Conferencia no Círculo de Artesanos d'A Coruña lida o 25-V-1907. Inserto no Boletín de la Sociedad Ateneísta del Círculo de Artesanos de La Coruña primer fascículo - Maio - Xullo 1907. Hay segunda edic. de A Coruña, 1908.
Primeira monografía escol dos castros galegos. Novas de machados de pedra, cobre e bronce, prantas e alzados dos castros de Subiña e Samoedo e folk-lore.
Véxase UN TROGLODITA.
40. - CATÁLOGO sumario del Museo Arqueológico Nacional. Antigüedades prehistóricas. Madrid, s. a.
Incluye os machados galegos do Museu.
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NÓS 9
41. - CAZURRO, Manuel. «La riqueza en Metales preciosos de la España antigua». Memorias de la R. A. de Ciencias y Artes de Barcelona, vol. XVIII, tercera época núm. 12. 1924.
Ocúpase dos xacimentos auríferos e das torques galegas.
42. - CEAN-BERMUDEZ, Juan Agustín. «Sumario de las antigüedades romanas que hay en España en especial las pertenecientes a las Bellas Artes». Madrid 1832.
Dende a pás. 206 a 224 tópanse referenzas a castros e outras antigüedades galegas.
43. - COMBER, C. — «El monte de Santa Tecla». Suplemento a La Temporada de Mondariz. Ano VII, núm. 41, pás. 805 a 807. 1921.
44. - CORREA CALDERON, Evaristo. «Los estudios históricos en Galicia». El Sol. Madrid, 14 de Octubre de 1926.
Novas de mámoas da bisbarra de Luzo (Nogueira de Ramuín) e outros monumentos prehistóricos.
45. - CORRESPONSAL DE NOYA. — «Comunicación encol de un machado de sílex». Galicia Diplomática. N.º 2, pax. 14. 1892.
46. - COTARELO y VALLEDOR, Armando. «Una conjetura acerca del tesoro de Castro Recouso». Galicia, diario de Vigo. Abril de 1924.
Comentario do achádego de onxestos de ouro e pratas no Concello de Ordes, freguesía de Marzoa (A Coruña) de que dou noticia D. Xesús Carro García n-unha conferencia inédita.
47. - CUEVILLAS, Florentino L. «O Castro A Cidade en San Ciprián das Lás». Revista NÓS. números 10, 12 e 13 (1922).
48. — «Os dólmenes do Monte das Moas en Lobeira». Revista NÓS, núm. 18. 1923.
48 — «A Edade do Ferro na Galiza». Revista NÓS, núms. 19, 20, 21, 22, 23, 24 (1925), 27, 28.
49. — «A citania do monte «A Cidade en San Ciprián de Lás». Boletín de la R. Academia Gallega números 164, 165, 166 (1924), 167, 168 e 169 (1928).
29, 30, 33, 33 e 35 (1926).
Sistemalización do aportado pol-os textos antigos e a arqueoloxía referente a esta edade prehistórica.
50. — «A Citania do montes «A Cidade en San Cibrao de Lás». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano XXII. Núm. 139 e 194 (1927).
Dane conta do resultado das novas esporazoss desta citania ourensana.
51. — «As mámoas do concello de Lobeira. Contribución ó estudo do megalitismo Galego». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano XX núms. 170 e 171 (1925).
Ampliación do artigo anterior da mesma estación dolménica, con publicación de prantas das cámaras.
52. — «Os ouletos argáricos do Museo de Ourense». Boletín de la R. A. Gallega. N.º 173 (1925).
Acocho de Roufeiro.
53. — «Nota en col do mobiliario d'algunhas mámoas galegas depositado no Museo de Ourense». Boletín de la R. Academia Gallega N.º 176 (1925).
Mámoas de Piños, Vilamarín e Céa en terras de Ourense.
54. — «As mámoas do Concello de Raíriz». Boletín de la R. A. Gallega. Ano XX. N.º 178 (1928).
55. — «Papeletas arqueolóxicas e folklóricas da bisbarra de Verín». Revista NÓS, núm. 36. 1926.
Mámoas, citania, folklore.
56. — «Papeletas pra un inventario das mámoas galegas». Revista NÓS, núm. 39 e 40. 1927.
57. — CUEVILLAS e BOUZA BREY F. «Prehistoria galega. O Neixón». Boletín de la Real Academia Gallega, núms. 181, 182, 183, 184 e 185 (1926).
Estazón ea Ría de Arousa. Ouxelos de bro; ce, molde de función de machados, cerámicas, folklore. Un Castro.
58. — DÍAZ SANJURJO, Manuel. «Los caminos antiguos y el Itinerario núm. 18 de Antonino en la provincia de Orense». Boletín de la Comisión provincial de Monumentos históricos y Artísticos de Orense. Vol. II e III, núms. 37, 39, 40, 41, 42, 43, 45, 48-51, 52, 53, 54, 56, 57, 58, 59, 60, 62 e 63 (1904 a 1907).
Castros e mámoas de terras de Ourense; restos palafíticos da lagoa Antela.
(Seguirá)
FLORENTINO L. CUEVILLAS e F. BOUZA BREY
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NÓS. BOLETIN MENSUAL da CULTURA GALEGA
DIREITOR LITERARIO
Vicente Risco
DIREITOR ARTÍSTICO
Alfonso R. Castelao
DIREICIÓN E REDAUCIÓN
Sto. Domingo, 47 - OURENSE
ADEMINISTRACIÓN:
Real, 36 1.º - A CRUÑA
ABONAMENTO
Doce números, na Península 6 pesetas.
Fora da Península 15 ..
Número solto na Península 1 ..
Na Arxentina 60 centavos
En Cuba 30 ..
NOTA
Este boletín non publicará mais orixinais qu'os que foran directamente solicitados pola Dirección. Tampouco se fai solidario das ideas n-eles emitidos, a non ser dos que por non iren rubrados, enténdense que son da Redacción.
Os pagos son adiantados e os gastos de xiro de conta dos suscritores
SUMARIO
Triadas no mar e na Noite, por F. Bouza Brey.
Cibdade galega en 1840, por Correa Calderón.
Bibliografía da prehistoria galega, por F. L. Cuevillas e F. Bouza Brey.
Arquivo filolóxico e etnográfico de Galiza
Os homes, os feitos as verbas, pola Redacción.
Reloxería ZENITH VICENTE RISCO
MÁQUINAS PARLANTES, DISCOS ABOGADO
AGULLAS e ACCESORIOS
M. CALVIÑO - OURENSE Sto. Domingo, 47-2.º OURENSE
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NOS
policromia pol-as Juntas das pedras comesias, entr'as herbas parasitas. Un neno xogaba ao sol. Pasaba un crego, co seu quitasol branco, andando engorde e acompasadamente, grunhindolhe as botinas ao andar. Saudábanse.
- Bos días!
- Bos días!
Cantaba leda a campainha da igrexa do Carme. Ela era unha probe campainha feliz!
Dende aquel catasol víase unha verde veiga d'hortos, - n-un erguiase un alcipreste triste -, de pradeiras, de sembrados, ate o río, que brillaba ao sol como se fose d'azougue.
Nas secáns de sol, polo inverno e pola primavera, rubiaban ao paseo da Muralha, que arrodeaba a cidade. Víase, dende riba, as torres, os tellados.
A xente tamén ia a tomar o sol.
Pasaban as donas, cos seus miriñaques, facendo ruido as súas enaguas pranchadas d'almidón. Quitábanso sol con pequenas sombrillas, pouco meirandes as súas capotinhas de pamela. Os cabaleiros levaban levita azul e sombreiro de copa. Os pantalóns eran abotoados e a pequenos cadros brancos e azuis, e os zapatos de charol.
Don Policarpo e Don Pepito sacaban o sombreiro con cerimonia aos señores que pasaban.
Cruzábanse tamén coa longa teoría dos seminaristas, de dous en dous, os pipiolos diante, despois os meirandinhos, até os que se ían a ordear, que eran os derradeiros. Detrás d'eles, os profesores.
Aos seminaristas, por baixo da solana, víanselles os pantalóns de pana moura. Levaban unha estola vermella sobor do peito, colgando os dous extremos polo lombo. Algún que tiña máis vocación de ruán que de ministro do Señor, levaba o bonele terciado ou posto na coronilla.
Ao pasar, os rapaces do pobo, que eran o dianho, berrabanlles:
- Cor! Cor! Cor! - e algún seminarista, ouvindo aquel terrible alcume, aquela compaña cos corvos, aves da morte e da fame, facía como se quixera coller unha pedra do chan para lha guindar.
Tambén saían a pasear nas seráns de sol os nenos do Asilo, os velliños desamparados.
Facía sol para todos!
Don Policarpo e Don Pepito daban voltas ao redor da cidade, vendoa dende riba, mentras queimaba o sol. Víase unha paisaxe de tellados de lousa, nos que crecía a herba. Levántabase sobor d'illes a erguida torre da catedral, o templete de San Francisco.
Despois pola calzada da porta de Santiago, baixaban amodo, falando sempre das súas cousas. collían por istas rúas que arrodean a catedral, rúas silenciosas e caladas todo o día, polas que andaba a rondar como unha sombra o eco do campañón da torre. Algúnha vez un home, c'un sachinho, arrinca as herbas que crecen entras pedras.
Daban a istas rúas as paredes d'algún convento, d'algún huerto, d'algún xardín. Por sobor d'illes muros asomaban as ponlas d'arvores frondidas, onde teriaban os paxaros.
Había n-istas rúas um-as casas tranquilas, caladas, interiores domésticos cheos d'un sosego d'eirexa sómente interrompido polo tic-tac de un reloxo de pesas, polo asubío d'un melro na súa gaiola. Vivía n-elas quizabes algún vello coengo, que xa andaba torpemente. A ama era unha irmá limpa e facendosa.
A porta d'um-a d'istas casas despediuse don Policarpo.
- Vostede gusta de pasar? - dixo -. Pero don Pepito despediuse.
Don Policarpo asomouse ao balcón da súa casa, enxalbegada, con ribeis roxos. As portas e as xanelas eran azuis.
Unha derradeira raioxa iluminaba o busto de mármore branco d'un cónsul romano, alá no fondo do cuarto.
Pasa un home pola rúa tocando unha campaniña.
- Quén morreu? - pregunta o señor coengo.
- Morreu Doña Mariquita, a da rúa Travesa. Mañán, as once e a función d'enterro, e pola tarde a condución do corpo.
A Don Policarpo que é un home inocente e entusiasta, isto faino meditar no derradeiro fin.
Ainda segue un instantinho no balcón. Ao longe ócese como a quelxume d'un fagot que fose detrás d'un enterro.
A pouco comeza a tocar a agonia a campá da Nova.
Pouco a pouco vai morrendo a cidade, e a tarde.
CORREA CALDERÓN
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Arquivo filolóxico e etnográfico de Galiza
Borrador
ERAN tres irmaus que habían decidido sair pol-o mundo a ganarse a vida e ningún d'iles sabía falar o castelán, cousa que os traguía moi cavilosos, pois tíñalles dito un veciño, que corre-ra moitas terras, que pra non se morrer de fame era preciso falar ben o castelán.
Cando estaban discurrindo o que habían de facer chegaron us casteláns e puxéronse a latricar moi alto. Entón matinaron de se ir chegando a iles y-escoitalos pra deprender. Foi primeiro o mais vello y-escoitou que dicían: nosotros. O home coídouse sabido d'abondo, voltando moi contente un d'os irmaus dixolles:
—Xa sei falar o castelán; ouvinlle decir nosotros.
En vista do pronto e ben que seu irmau deprendera, tamén foi alá o segundo que chegou cando un dos castelás decía: ahora mismo. E correndiño voltou un d'os seus gabándose de que il tamén deprendera o castelán
—Xa sei decir: ahora mismo; dixo todo fachendoso.
O mais cativo, pra non ser menos, tamén foi pé dos forasteiros e ouvíulles decir: está bien, co que xa se coidou tan sabido como os seus irmaus.
Como xa sabían falar o castelán decidiron sair a correr mundo dispostos a facerse ricos. Mais cando xa estaban en terras de Castela toparon un día no camiño con un home morto e, como tiñan bon natural, deulles pena d'il e collérono pra arredalo da estrada. N'iste intre chegaron os gardas civís e preguntároelles:
—¿Quién mató a ese hombre?
—Nosotros, respondeu o mais vello dos irmans pra lucir os seus conecementos de castelán.
—¿Cuándo lo han matado?, preguntaron os civís.
—Ahora mismo, dixo o segundo pra non se quedar atrás.
—Entonces, dense Vds. por presos, dixeron os gardas.
—Está bien, repricou o mais cativo tan satisfeito de ver o ben que se enxerguían con aquela xente.
Entón os civís prendéronos e leváronos a cadea onde pagaron coa vida o aldraxe d'esquencer a sua lingua pol-a allea.
Recollido por
BEN-CHO-SHEY
Caspiñón, Santa Marta de Moreiras.
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NÓS
Os homes, os feitos as verbas
A XUNTANZA DO SEMINARIO D'ESTUDOS GALEGOS
Foi nos días 23, 24 e 25 do mes d'Abril, e foi a terceira das xerás. De toda Galiza acodino os Socios de número e algúns proteutores que xa van sendo moitos. Fixéronse notar representacións dos socios da Coruña, Ourense, Monforte, Pontevedra, Vilagarcía e Vigo.
O primeiro día foi a entrada do Sr. Cruz Gallástegui, ilustre biólogo e enxeñeiro, que leeu un interesantismo traballo encol da Evolución do millo galego, do Sr. Abade de Teis, coñecido pol-o pseudónimo de Zenitram, c'outro sobra a Flora de Galiza, de fonda sabidencía, e de D. Ramón Sobrino, director do Instituto de Pontevedra tratando das Insculpturas rupestres, aportando unha soberba colleita de fotografías. Foi a sesión na Cátedra de Bioloxía da Universidade, chea de xente, presidindo o da Sección de Ciencias Naturás, Dr. Iglesias, e os tres traballos lidos foron de positivo valor.
O segundo día, á mañá, no salón nobre da Económica, fixo a súa entrada o ilustre Presidente da Academia Galega, D. Eladio Rodríguez González, leendo unhas cantas fermosas poesías do seu libro no prelo Oracións Campesiñas, que gorentaron á escolleita concurrencia qu'ali s'axuntaba. Presideu o do Seminario Don Salvador Cabeza de León quen falou moi alinadamente dos méritos de Don Eladio Rodríguez. Na presidencia tivo tamén lugar de honra, o da Diputación provincial d'Ourense D. Xulio Rodríguez Soto. Despois houbo sesión privada pra designación d'algús cargos direilivos e organización das Seccións do Seminario. N-ela deuse conta de moitas inscripciós de socios proteutores e de donativos recibidos pr'a impresión dos Arquivos e de ouxetos pr'o Museo Etnográfico, ant'iles as colelcións aportadas pol-os socios d'Ourense, moitas d'elas adequeridas co-a subvención que pra elo concedeu a Diputación ourensán.
O terceiro día foi a entrada dos Sres. Bóo Pita, Castro López e Hervella Courel, no salón de retratos da Económica. O Sr. Bóo Pita leeu un soberbo traballo en col da historia de Monforte, apolado en fontes documentás orixinas por il estudadas; o Sr. Castro López leeu outro sobra a Necesidade de velar pola riqueza arqueolóxica de Galiza, no que fixo referencia ás suas moitas investigacións personás en castros, mámoas e outros monumentos antigos; o Sr. Hervella presentou unha copiosa colección de romances galegos recollidos da tradición oral, algúns dos cales moi fermosos, leeuo señor Bouza Brey. Presideu o Sr. Cabeza, e co-esto remalou a xuntanza, saindo todol-os asistentes moi satisfeitos e cheos d'entusiasmo.
Foi un éxito grande do Seminario, que cada día vai collendo mais arreigo na vida cultural galega coma centro d'investigacións.
S. N.
O HOMAXE A CABANILLAS
Na cibdá de Vigo e por acordo do Casino, principalmente do seu Presidente Sr. Pérez Viondi, e d'outros elementos de Pontevedra, rendeuse por representacións de toda Galiza un solene homaxe ó Poeta da Raza, pola sua designación pr'a Real Academia Española representando o idioma galego.
O egrexio poeta que persoifica a nosa renacencia triunfante, atopouse ali arroaeado e agasallado por canto na nosa Terra osienta por lei, por fundación ou por outra causa unha representación pública. A Galiza oficial, qu'a doidaba vivir arredada de canto é galego, apareceu por fin rendendo iste homenaxe á Galiza que traballa e que loita por ser enxebremente.
Otero Pedrayo, Correa Calderón, Filgueira Valverde, Dieste, Lousada Dieguez, Cabanillas, cuio traballo foi leido pol-o Sr. Bouza Brey, e Castelao, abrindo a sesión, c'un fermoso discurso tamén verdadeiro modelo de esquisita prosa, D. Armando Cotarelo.
Á noite xuntáronse a cear todol-os socios asistentes, no Hotel Arxentina.
Foi un éxito grande do Seminario, que cada día vai collendo mais arreigo na vida cultural galega coma centro d'investigacións.
S. N.
O HOMAXE A CABANILLAS
Na cibdá de Vigo e por acordo do Casino, principalmente do seu Presidente Sr. Pérez Viondi, e d'outros elementos de Pontevedra, rendeuse por representacións de toda Galiza un solene homaxe ó Poeta da Raza, pola sua designación pr'a Real Academia Española representando o idioma galego.
O egrexio poeta que persoifica a nosa renacencia triunfante, atopouse ali arroaeado e agasallado por canto na nosa Terra osienta por lei, por fundación ou por outra causa unha representación pública. A Galiza oficial, qu'a doidaba vivir arredada de canto é galego, apareceu por fin rendendo iste homenaxe á Galiza que traballa e que loita por ser enxebremente.
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NOS 7
7. - «Restos de un collar de la época neolítica». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano VIII, Número 75, 1915.
8. - AMOR MEILAN, Manuel. «Historia de la provincia de Lugo». Vol. I. Edad Prehistórica. Lugo 1918.
Oaxetos prehistóricos reproducidos, castros e rexións dolménicas.
9. - ARTAZA MALVAREZ, Ramón. «Recuerdos de la Muy Noble, May Leal y Muy Humanitaria Villa de Muros». Santiago 1910.
Fala de dolmenes en Muros.
10. - BALSA DE LA VEGA, Rafael. «Orfebrería gallega. Notas para su historia». Madrid 1912.
Xolas áreas prehistóricas hachadas en Galiza.
11. - BARREIRO DE V. V., Bernardo. «Descubrimientos prehistóricos. Diademas célticas de Mellid». Galicia diplomática, vol. III, Núm. 38, 1888.
Trata do achádego do tesouro de Melide que contén amais das diademas e da pulseira de uns “cintos” de ouro, que cicals fosen diademas lisas como as de Vilavella, etc.
12. - BARROS SIBELO, R. «Costumbres de las primitivas poblaciones gallegas arraigadas como viclos de la idolatría en las creencias modernas. Infiltraciones del cristianismo en Galicia». Galicia Diplomática, vol. II, Núm. 10 e 11.
13. - «Antigüedades de Galicia». A Coruña 1875.
Castros, Mámoas (Laxe, Motes de Lobeira, etc.) e insculturas.
14. - BOSCH GIMPERA, Pedro. «Ensayo de una reconstrucción de la Etnología prehistórica de la Península Ibérica». Separata do Boletín de la Biblioteca Menéndez y Pelayo, Santander, 1922.
Fala do que se conoce da prehistoria galega e di traballamente que vimos camiño conforme de La Iglesia apareceu n-un dólmen de corredor.
15. - «Los celtas y la civilización céltica en la Península Ibérica». Separata do Boletín de la Sociedad Española de Excursiones. Vol. XXIX, IV trimestre de 1921. Madrid, 1921.
Na páx. 41 fala das dúas culturas dos castros.
16. - «La Migration des types hispaniques à l'Eneolithique et au début de l'Age de Bronze». Separata da Revue Archeologique. París, 1925.
Semellanzas das lusculturas galegas cos bretóns e irlandesas e influencia da segunda metade da Edad do Bronze na Galiza.
17. - BOUZA BREY, F. «O Tecnicismo da prehistoria Galega. Prefixos da verba castros». Revista NÓS Núm. 31, 25-VII-1926.
Nomenclatura prehistórica. Castros.
18. - «Contribución ao estudo da prehistoria galega. Depósito inédito dos primeiros tempos do Bronze». Boletín de la R. Academia Gallega. Núm. 187 e 188, 1926.
Machados pranos de Melide.
19. - «Novo torques de ouro». Boletín de la R. Academia Gallega, N.º 172, 1925.
20. - «Notas de arqueoloxía e folk-lore arousáns, Monte e pedra de Mean». Revista NÓS, Número 39. Marzal 1927.
Arte rupestre, covas.
Véxase CUEVILLAS.
21. - BREUIL, H. «Les petroglyphes d'Irlande». Revue Archeologique, XIII, páx. 750 e sgts. 1921.
Semellanzas das lusculturas bretóns e irlandesas cos galegas.
22. - «Roches gravés de la Peninsule Ibérique». Compte rendu du Congrès de Rouen, 1921, de l'Association Française pour l'Avancement des Sciences, París 1922.
Referenzas a insculturas galegas.
23. - BREUIL e MACALISTER. «A study of the chronology of bronze age sculpture in Ireland». Proceedings of the Royal Irish Academy, XXXVI, 1, 1921.
Semellanzas das insculturas irlandesas cos galegas.
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12
NOS
galega. Que non outra cousa é o que Ramón Cabanillas repersenta e persoifica na sua oulísima persoalidade de poeta élnico, de Poela Simbólico.
NOS, que se xunta de corazón a todol-os agasallos que se lle lagan ó cantor do Graal, a que se sinte xunguido pol-os mais fortes ven-cellos d'irmandade, gábase ademais de salientar ese feito, que pode ser sintomático d'un troque de camiño nas relacións das dúas Galizas.
Tamén compre mentar que tres das Diputacións galegas votaron unha pensión pro noso Poeta. O acordo partiu da d'Ourense, a proposta do seu Presidente Don Xulto Rodríguez Solo, persoa que sempre se destingueu pol-o seu amor a Galiza e pola comprensión das suas arelas. Feito tamén ben merecente de gabanza, e ainda tamén ben indicante de qu'a renacencia galega val tendo, coma si dixéramos, estado legal. Mais unha das catro Diputacións seica non quixo segui-lo enaltecente exemplo das outras...
LIBROS
ARDENCIAS, por Manuel Lugrís Freire, Cruña, 1927.
Cecais qu'os versos deste baril poeta, poidan ter n-algures unha sonoridade antiga. Ben chegada ela sexa, afectos de mais com'estamos xa. Os versos insonoros, anque non tanto na nosa Terra coma n-outros lados, xa queiquí, o xenio musical da raza mantén aínda os mais arriscados nos lindeiros, anque estreitos, gustosos, da métrica tradicional. Mais non sempre é suxeito Lugrís do metro e da rima; a mais do esprito, vive n-il o engado da forma pondaliana, tan celbe d'escravitudes retóricas, anque de cote co-a arela de non pecar. A voz de seu rexa e baruda, rebelde, de poeta civil.
de Lugrís, que pón por riba de todo n-iste mundo —único ademais que semella existir pra il, embora lle fique adentro a saudade d'outro que poidera ser iste mesmo inmaterlizado en pureza— os seus dous amores: o amor da Terra e o amor da Xustiza, vai ben c-oa forma pondaliana de algús dos seus poemas: Envexa, Mocedade, Ribazo de Morazón, Armentar, Lévame, Lembranzas, e outros onde non fallan as evocacións míticas d'heroes antigos qu'il soñou.
Lugrís, com'os precursores da Cova Céltiga, aniros que figurou moitas veces, leva na y-alma unha lumiosa visión mitolóxica da Cellia galaica, qu'a todos nos alumeou nos primeiros pasos, e de cuia certeza hal moitos qu'estamos convencidos, e temol-a seguranza de que ha xurdir nidia das brétemas da historia. Velehi está a sua lenda de Brigo, que ven en prosa no final de Ardencías.
Outro dos seus faros, é Curros, o gran poeta que derradeiramente un pouco esmorecido na lembranza dos homes de letras, érguese sem-pre de novo, coma nas estrofas sonorosas e valentes que Lugrís ll'adica no seu libro. Coma que, ó noso ver, Lugrís áchase mais perto dé Curros que de Pondal; é mais poeta émico, coma foi dramaturgo social.
Ainda ten no seu haber, o ser poeta do mar.
Ardencias ten catro partes: Acordes de Mocedade, Da Mariña, D'outrora e En Prosa, onde ven con outras dúas prosas, o discurso que lixo no Centenario de Camoens. É un libro dos que erguen o esprito pol-a sua fé, pol-o seu entusiasmo, pol-a forza verdadeiramente moza que ten.
NOS pubricou no seu número 28, a poesía qu'agora aparece baixo o título de A Virxe dormida. O noso parabén ó ilustre poeta.
V. R.
Imprenta LAR. Real. 36 - 1º. A Cruña
MERQUE VOSTEDE
SÍNTESE XEOGRÁFICA DE GALICIA
POR
Ramón Otero Pedrayo
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Bibliografía da prehistoria galega
En lembranza de D. Casiano de Prado, galego pecusor dos estudos prehistóricos da Península.
Co fin de facer doado o estudo e a consulta ós amantes da investigación nos eidos prehistóricos de Galiza damos á estampa os nosos coñecementos bibliográficos, notas dificultosas de recadar en moitos casos por toparse en publicazons xa mortas, en revistas que o tempo fixo raras, ou en xornais dos que non existen apenas exemplares.
Xustificamos o orden alfabético por autores que empregamos tendo en conta que co cronolóxico, por data de aparición dos traballos nada adiantaríamos no senso científico e que o verdadeiramente práctico de agrupamento por materias, tendo por marco delimitador de cada unha delas a división dos períodos prehistóricos non é posíbel dentro da prehistoria galega polo-o carácter de xeneralidade que presentan a maior parte dos traballos, agás os máis modernos.
Non pretendemos ter agotado o estudo e recolleita de papeletas; mais coidamos que o máis interesante non se topará ausente das presentes notas. Todo sen perxuízo de mellorar nossa laboura con suplementos sucesivos.
1. - ALVAREZ, Alfredo. «Mámoas de la época romana». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano XIV. Núm. 121.
Ocupase de mámoas e de ouxellas topadas n-elas en termos de Melide.
2. - ALVAREZ CARBALLIDO, Eduardo. «Memorandum histórico. La villa de Melide y su comarca». Galicia Diplomática. Ano III. Núm. 16, páx. 122 e segs. Santiago.
Trae novas de mámoas.
3. - «Un altar druídico en Bría». Galicia Diplomática. Ano IV, páx. 295. Santiago.
Descripción de un penedo con covas.
4. - «Protohistoria. Ligera contribución al estudio de cobres y bronces de la región gallega conocidos con el nombre de célticos». Boletín de la R. Academia Gallega. T. I. Núm. 9, páx. 35. A Coruña 1907.
5. - «Protohistoria». Boletín de la R. Academia Gallega. Ano II. Núm. 12. A Coruña 1907.
Noticias encol de castros e mámoas da bisbarra de Melide.
6. - «Dos palabras acerca de la primitiva extracción del hierro en Galicia». Boletín de la Real Academia Gallega. Núm. 37. — 1910.
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Augas bicarbonatado-sódicas de
MONDARIZ
FONTES DE GÁNDARA e TRONCOSO
Propiedade dos FILLOS DE PEINADOR
MONDARIZ—BALNEARIO está situado a 35 quilómetros de Vigo e a 20 das estacións de Porriño e Salvatierra de Miño
O Hotel do Estabrecimento está aberto do 1.º de Mayo a 31 de Octubre
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BOLETIN MENSUAL DA CULTURA GALEGA
Ano IX ★ Ourense 15 Maio 1927 ★ Núm. 41
TRIADAS NO MAR E NA NOITE
Meu navío leva ô vento
no mastro eterno da noite
o treu do meu pensamento.
Leda vai a nao
na proa unha frol,
a rosa albariña
do meu corazón
Amiguiña, crara estrela,
dame a aguillada de un bico
para apurrar a gamela.
Leda vai a nao et sic.
Por navegar ô desvío
varei a miña chalana
no teu corazón-baixío.
Leda vai a nao et sic.
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Os agros van de ruada.
Vinde ruar pol-as ondas
levarés a herba mollada.
Leda vai a nao et sic.
O faro de Corrubedo
co seu ollo largasío,
ai amor, púxome medo,
Leda vai a nao et sic.
Deitouse o mar, foise o vento;
no mastro da noite albean
os liños do pensamento.
Leda vai a nao,
abordo un amor;
é granada a rosa
do meu corazón.
F. BOUZA-BREY