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Sanatorio Quirúrgico de Ourense
Direitor: Don MANUEL POL PIÑEIRO Cirugía
co-a colaboración dos Doutores
D. FRANCISCO JOSÉ RIONEGRO DÍEZ e D. MANUEL BOUZO FERNÁNDEZ
CIRURGIA PARTOS E DOENZAS DA MULLER
Situado na carretera da Loña, practícase n-el toda crás d'operación de Cirurxía xeral, especialidades, xinecoloxía, etc., etc.
A pensión é de 10 pesetas diarias, incluso n-ela a manutención, material de curas e visita médica diaria. As operacións e tratamentos, excepto as de oftalmoloxía e tratamentos especiais, serán objeto de trato anterior.
Hai Gabinete de RAYO X, aparato de DIATERMIA (pro tratamentos anexos, etc.) e o material eléctrico preciso pra diagnósticos e tratamentos.
NOTA: Hai de cote material esterilizado pra operacións d'urxencia pros enfermos que non se poden traxer ó Sanatorio e máis pra partos, adentro e fora da cidade.
Pra informes, pódese escribir a calquera dos médicos do estabelecemento.
OURENSE Carretera da Loña Teléfono 179
DISPONIBLE
Reservado pr'os irmans
RODRIGUEZ
Fábrica de muebles
Ourense
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OS POBOS PRIMITIVOS DA LUSITANIA, por MENDES CORREA, professor da Universidade de Porto, diretor do Instituto de Antropologia – 1924 – Casa editora, A. Figueirinhas, Rua das Oliveiras, 71, Porto.
Saindo-se dos seus acostumados eidos antropológicos o ilustre professor Mendes Correa apreixa nas páginas d'este livro o conjunto dos feitos geográficos, arqueológicos e antropológicos que contribuíram à formação do solar e do povo irmão d'além Miño. C'ollar reexame sintético e trabalhando sempre com absoluta rigorosidade científica e grande senso de modernidade, vai descrevendo as características geo-morfológicas do chão da sua pátria, esaminando com clareza os textos crásicos e recollendo e comentando os dados arqueológicos em procura do torgo fundo que nutriu e deu origem à nacionalidade portuguesa.
«Abandonado», diz, «o propósito de identificações exclusivas, que as velhas misturas étnicas tornam impossíveis, é lícito sobre tudo concluir da continuidade cultural observada no território português, uma persistência das populações que vêm do neolítico e eneolítico.»
E inegável qu'algunhas das opiniões sustentadas pelo autor a este respeito, principalmente aquela em que combate o iberismo dos lusitanos, têm uma grande e lógica verdade, mas atopamos no tom geral do livro certo escrusiismo e certa tendência a subordinar os fatos arqueológicos às aportações de antropologia; i-é elo cicais o que nos obriga a exprimir com todo o respeito de que o sabio professor de Porto é merecente, a nossa disconformidade com algum dos seus pontos de vista.
Referimos à civilização castreja cuja origem neo ou eneolítica não podemos defergar claramente. Parecem-nos os castros, seguindo n-isto a Bosch Gimpera, uma cousa própria do posthallstático ocidental da península, em favor de cuja filiação falam a perfeição e paridade das suas obras defensivas, tão imitantes às d'outras cidades castelãs. Termantia por exemplo, e a homogeneidade de material n-iles alcontrado, embora tenhamos que admitir que alguns dos outeiros onde quase sempre s'asseantam, serviram de lugar d'habitação a populações anteriores mas sem que este fato se presente c'un carácter tão geral que premita supor a existência d'una cultura indígena singelamente celtizada car'o século VI d. J. C.
Coidamos pol-o contrário que a civilização da Idade do Ferro em tod'o W. peninsular é nitidamente céltica, com infruxos lartesios na sua parte sul e que xurde entre nós com todol-os caracteres de desenrolo e madureza pondo-se de súpeto no canto d'una cultura indígena que desaparece diante d'ela. I-esto é tão certo
NÓS
que o mesmo professor Mendes Correa não apanha pr'arriostrar o seu parecer mais provas arqueológicas qu'algunhas decorações cerâmicas, imitantes às do eneolítico, cuio valor resulta calivo posto à veira do restante material castrejo bem entorgado no verdadeiro Hallstatt.
É possível qu'as aportações raciais céltigas, tenham importância cativa em Portugal e na Galiza, ainda que seja pouco doado asseguralo por não saberse fixamente cal era o tipo ou tipos físicos dos celtas que chegaram a estes países, mais é inegável a rexa força das suas aportações culturais, que ficaram bem patentes na nossa arqueologia e no nosso onomástico prerromano que ficam ainda em pé no nosso folclore e que deveram transformar os costumes, e o espírito dos povos indígenas crebando a continuidade na sua civilização.
Embora estes reparos coidamos qu'os Povos Primitivos da Lusitania constituem uma das melhores contribuições e dende logo a mais completa das que se têm feito em col dos origens da nacionalidade portuguesa e que sua leitura aproveitará muito a todol-os investigadores das antiguidades galegas.
A parte antropológica do livro, especialmente a compreendida no capítulo VII é singelamente admirável e dina do ilustre sabio que soupo dizer as palavras definitivas em col da raza de Mugem.
O estilo em geral justo e preciso ergue-se às vezes descobrindo que no peito do autor há um coração que lateja pol-as glórias da sua pátria.
ANALISIS ESPECTRAL DEL METEORITO DE 19 DE JUNIO DE 1924 por MANUEL Mz-Risco, catedrático de la Universidad Central, Madrid, 1924.
Contém um avance dos resultados obtidos no estudo espectral do meteorito que caiu n-aquela data em Olivenza, cuio estudo fora confiado ó nosso sabio compatriota, a primeira autoridade n-istes estudos na Hispânia, pol-o Observatório astronómico de Madri. O trabalho in-extenso há ser objeto d'una Memoria longa. O autor incruie o meteorito estudado antros sideritos, sendo o ferro o principal componente, contendo ademais magnesio, aluminio, silicio, potasio, calcio, litano, vanadio, cromo, manganeso cobalto, nikel, stroncio e provavelmente bario. Em compaña do trabalho veêm tres photos do anaco de pedra meteórica e duas das placas do espectro de 3.º orde. Benla ó Dr. Mz-Risco, um dos mais cumpridos homes de ciencia que ten dado a terra galega.
Imprenta LAR. Real. 36 - A CRUÑA
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NÓS BOLETIN MENSUAL da CULTURA GALEGA
DIREITOR LITERARIO Vicente Risco DIREITOR ARTÍSTICO Alfonso R. Castelao
DIREICIÓN E REDAUCIÓN Sto. Domingo, 47 - OURENSE ADEMINISTRACIÓN: Real, 36 1.°-A CRUÑA
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Doce números, na Península 6 pesetas.
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Iste boletín non pubrica mais orixinas qu‘os que foran direitamente solicitados pol-a Direición. Tampouco se fai solidario das ideas n-eles emitidos, a non ser dos que, por non iren rubrados, enténdense que son da Redaución.
SUMARIO
As pombas do perdón, por R. CABANILLAS.
A vida intensa, por PORTELA VALLADARES.
A neta aa naipeira por FRANCISCA HERRERA GARRIDO.
A Edade do Ferro en Galiza, por FLORENTINO L. CUEVILLAS.
Quod nihil scitur, (continuación), tradución de XAN AZNAR PONTE.
Archivo Filolóxico e Etnográfico de Galiza.
Os homes, os feitos, as verbas; pol-a REDAUCION.
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denantes, pero esta craridade é tan relativa, que non permite pol-o menos no que fai relación á nosa terra, mais que deduccións conjeturas.
E fora d'esta lembranza escura, ningunha cousa mais nos deixaron Fenicios e Tartesios. Os primeiros, o mesmo qu'os seus irmãos e sucesores os Cartagineses, sabido é que nunca foron afeizoados a procramaren as conquistas do seu comercio, e que precuraron pol-o con» trario, escondelas ós ollos de posibres compe» tidores, y-encanto ós segundos, nada nos queda pol-o d'hoxe, da sua antiga literatura, facéndose necesario agardar os resultados das excavacións emprincipiadas no suposto emprazamento da milenaria Tarsis, das que poderá sair cecais algún losirego qu'alumee moilas escuridades da protohistoria galega.
En troques do silenzo de Fenicios e Tartesios, tivo a antiguidade a leria faladora dos Gregos. Anque non se conserva mais qu'unha parte mínima da sua prodixosa produción literaria, podemos n-ela segirmos paso a paso o progreso das suas descobertas geográficas o avance das sues colonizacións y-o desenrolo do seu comercio; pero Galiza, a pesar de canlo se ten dito en contrario, queda fora do alcance d'estas colonizacións e d'iste comercio. Tense falado tanto e por tan outas autoridás dos estabrecimentos helénicos nas nosas cos» tas, que cecais pareza alrevimento o negar cousa que persoas de tan grande sabencia feñen afirmado; pero a pesar d“elo, non podo deixar de consignar eiqui qu'os investigadores mais modernos nin xiquera fan mención de sememeilantes colonias, tidas no dia por fabulosas. En efecto: fora da ingenua historia que nos con» la Asclepiade de Mirlea, (1) fundado sin dúbida n-algún parecido de nomes Grovii con Grrall, Cilenos con Helenos, Tude con Tydea coma creen Murguía (2) e Leite de Vasconcelos (3), e reproducida despois pol-os escritores posteriores en col do viaxe de Teucro e Amphiloco, nada hai que permita supor o estabrecimento dos Gregos na nosa patrea. Seria larea moi longa o examinarmos detidamente
(1) In Strabon, III, IV, A.
(2) Hist. de Galicia, I Edición., t., 1.
(3) Religiões da Lusitania, t. II, pags. 74 a 77 e Nota a res» pelro dos Grovios e Celticos, O Archeologo Portugués, vol. XIV, pags., 151 e 152.
NÓS esta cuestión, y-asi, pra non pasala en silenzo, limilareime a facer constar istes tres feitos reveladores.
I. Ningún escritor anterior á conquista romana fala de colonias gregas en Galiza. Polibio mesmo, o honrado e coidadoso Polibio, que fol o que debeu recoller acerca d'ela as primeiras informacións de boca dos soldados de Decimo Junio Bruto, chámalle país descoberto fai pouco, (1) y-alnda engade qu'o Océano exterior era descoñecido pr'os seus compatriotas (2). Mais tarde, Strabon (3) ven confirmar estas afirmacións do megalopolitano, ó dicir qu'o isolamento en que vivían os galegos era a causa principal da brava rudeza dos seus costumes.
II. Asclepiades y-os seus repetidores non atribuyen a colonización grega do noso chán a Gregos históricos, senón a persoaxes míticos, a héroes das lendas homéricas e do ciclo troyano, coma Teucro, Diómedes e Amphiloco. É sabido é canto espallaron os retóricos helenísticos istes priges troyanos dos que nin a mesma Roma se viu libre. E coma queira que no día ninguén concede valor ningún á leenda d'Eneas nin a outras que se ll'asemellan, non hal motivo pra que Galiza sexa unha esceución á regra xeral.
III. No territorio ocupado pol-as tribus dos Gravios, Helenos, Tydenses e Amphiloquios, que Strabon, Plinio (4) e Justino (5) nos dan coma descendentes dos Gregos, existen estaclóns da Edade do Ferro tan importantes co» m'as de Santa Lucía e Sania Tecla, y-en todas elas ten aparecido un cadro uniforme de civilización posthallstática, sin que teña sido ató» pado nin o mais mludo ouleto de procedencia grega.
Non, os Gregos non colonizarou nin comerciaron con Galiza. No ano ~630 aprousima» damente, puxérons'en contauto por vez pirmeira co-a costa atlántica d'Andalucía. O samio Kolaios (6) empuxado pol-o Irebón, chega a Tartessos, ten alí boa acollida, troca e vende e volta á sua terra con tal cantidade de riquezas, qu'os Focenses, os pirmeiros dos
(1) III, IX.
(2) XVI, XV.
(3) III, 1, 8.
(4) IV, 34.
(5) XLIV, 3.
(6) Heródoto, VI, 142.
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NÓS
sempre engadar po-l-as aparencias e n'este mundo non hai mais que vulgo».
A infamia de cantos escribendo ou falando praitican esta polífeca, cai inteira sobre a nazón qu'os consinte e os alenta. Os que por probeza d'esprito aceitan Inconscentes o papel de fafo, non son menos culpabels qu'os que descubren o segredo e conformanse con sorrir ou aproveitarse do engado.
«Istas verbas — concruie Roosevelt — van dirigidas a todos aquiles que con altos afá-
nanse por realizar un adianto na sua nazón; a os que a pesar das caídas, das paradas, dos erros e dos posibels fracasos, no meio a‘unha loita agostadora «fan» algo proveitoso para o ben púbrico; para os homes d'aición que sen ademitir pesimismo nin debilidades, tomando exemplo no campo de foot-ball, fogan lealmente (play fair) e pegan firme e en liña reita (who chit the line hard).
PORTELA VALLADARES
A NETA DA NAIPEIRA
NOVELIÑA
Elo ocurriu n-unha d'isas aldelas ridentes: cunchiñas ma» riñans, que somellan nascides dun bico da luz no seo escu. mante das suas amadas rias.
Terra adrento, camiño da camposaarxilaba as suas aiñas mouras opequeno mulño que líndaba ca casa da +Naipciras; mais moura qu'o muíño: ende mal, sen das; anqu’as xentes atribuían ben as dos anxos, ben as do demo, según a sorte, baril ou cativa, que desentranábase na maraña enmeigada d'aqueles naipes larafuzados, dobrados, teixos. Era a «Nalpelra» unha muller pequena e redondecha como unha piola; ben graciosa e galana como roibens de día morredoiro. ¡Abofé! ¡Debeu de tental-o demo, nos seus quince anos rayosos!: y-ela contaba —coa mais meiga xentileza do mundo - que fan soyo pol-a sua gracia, casou co home mais guapo da parro-
quia, o defunto «Barre-bostass, alcume herdado dos vellos; pois o «Barre-bostase mudaba a sua roupiña cada oito días —dendes que retornara da Améreca— y-era home que non se deixaba aforcar por... seis ou sete pares de calzados!
Elo, o certo foi que na súa viudez, a +Nalpelra» non apafiou mais ben qu-aquelas roupiñas (roupiñas que non lle fixeron xeito, por non ter mals fruto do +Barre-bostas+, que cinco rapaciñas cativas) e os calzados que a trillaban (afeita ás zocas) e dos que houbo de separare o par mais lustroso pra qu'o defunto loscira, morto, tanto como o probiño fachendara, vivo; paseándoos, de cote, pol-os camiños, pendurados na moca, e apricándolles o seu verdadeiro uso en romaxes, velatorios, casamentos, antroido, etc., etc. A parexa, malil-as picariñas, comían pol-a nolte o que pol-o día traballaban; e a «Naipeira+ viuda, ollou de frente a nova vida, sen compaña e sen pan e douse a cavilar, como Fausto (mals que ela non tiña a compracencia de conoscer tan istranos nomes), na maneira de facer rexurdir o lempo ido. Non era muller de s'afogare n-unha pinga d'auga, escadasl, acaíalle mal a a alxada e lle non acaía millor a servidume. O seu curazón, adolorido, arripiouse diante
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NOS
—Vouvos comer, ou a ti, ou ó fillo.
Entón a besta dixolle:
—Comerás, pero pirmeiro quería que me sacases un pico que teño n-un pé.
Il vai sacarllo, y-ela deulle un couce e o lobo marchou sen poder comer nada. Foi camiñando, entrou n-un forno, ond'estaban unhas cabras fiando, e díxolles:
—Vouvos comer.
—Tés que nos cantal-a misa pirmeiro.
E púxose a cantal-a misa y-elas entonces botáronse a escurnichalo e non tivo mais remédeo quescapar, e foi pol-o camiño andando, chegou onda un carballo e púxose pensando, dicindo:
—Cand'eu fun partidor de campos... Cand'eu fun sacador d'espiñas, e cantador de mísa, se viñera un rayo e me partira, já me daría a risa!
Un carpinteiro qu'estaba por riba do carballo, deixoulle cair o machado e cortoull'o rabo e o lobo marchou mais enfadado.
As bodas no cep (1)
Cando un zorro víu que estaba a aigue baixa, dixolle moi cordo:
—E logo pra donde vai, comadre?
—Vou a úas bodas ó ceo.
—E vostede quéreme levar a min tamén?
—Si
—E pois logo baixe pra poder subir.
Mais cando iba subindo a aigue co zorro ás costas, deu a aigue unha sacudida y-o zorro que iba tranquilo soltouse. Mirou pra baixo e víu que había úa pena e díxolle:
c'un lobo, Entralle un pasmo especial, de mistelroso e preternatural... E por oufra beira, o lobo, en contos de bestas coma late, aparez de cote faguendo o papel de parvo, sendo todal-as bestas a meterlle chascos e pegolos. nas quiíl cal sempre, principalmente cando se ten qu'entender co ra
Iste pol-a contra caseque de cole sel bes des aventuras. E la. gamos notar de camiño que, sí o pelsano galego le ten xenreira Ó lobo, non a ten menos, antes tenlle mais se cadra Ó raposo, Teñen Importancia estes consideración prá Interpretación dos nosos conos...
(1) Esta variante de fábula de dgula e o sapo-concho, áchase mol espallada. Coñecemos versiós mals rematadas qu'a esta. Conservamas o-istes costos recollidos en Lamaiglesla as proplas verbas coas que nos foran trasmitidos por escrito. Alga
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—Escapa pena, que te esfacho!
E como non escapou, rompeo as costillas o zorro y-a aigue ríuse das suas desventuras
Recollido en LAMAIGLESIA, PUEBLA DO BROLLÓN
Arita difuntos
Estaba un xastre velando un defunto
cando eranostempos que lles poñían na caixa (ou ataú) alaxas 6 defunto pra que disfrutase delas na sua vida futura y entonces alá á alta noite entraron os ladrós na igresia (pois estaba eli o defunto yo xastre) e o xastre víuse apurado co medo, e non pudo valerse d'ou tra artimaña que de decir: ¡Arriba defuntos que imos todos xuntos! baixando pol-as escaleiras da tribuna petando coas tixeiras nas barandas das escaleiras e formando un ruído tremendo; puxé ronse en fuga os ladrós deixando todas as alaxas que sacaran de xunto O morto, pensando que viñan os outros pol-as escaleiras da tribuna e sin darse conta da fantasma que lle infundíu o medo, desapareceron da igresia quedando o xastre en paz. (1)
DO AROLLON
LAMAIGLESIA, P
A disposición do anciana escermantado
Heb en certo pobo un modesto anciano quetiña tresfillos e fíxolle a millora Ó mais vello, e despois queestaba millorado, o vello víase nelas, o erdeiro tal tratábao mal sin acordarse dos beneficios da mellora, y os demais como lles desagradou O feito tamén lle daban garapaldos; púxose o vello a pensar e pare ceulle que lle poñería término á pauliña con un novo argumento. Buscoulle un amígo certa cantidá de
ógula adoltase dicir en moitos lados, e? espresión cage e. Non tanto a forma ca quielquí ven; espro, = Cabal tralno mo Kb.
(1) O mesmo conto hateo n-Asturias. cit. co titulo de Li real del
sente versión, e compel
uxir mestadolles medo, do «
e hal tamén cóquí varias veralós
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do pantasma da fame. Aquelas criaturiñas, atrás d'ela, co seu eterno tanganillo: ¡pan!... ¡pan! ¡dame pan, nanai!... ¡E que aquela vociña mansa, sonáballe, alma adrento, mesmo como lle sonaran pouco había, as folgas, berrando, dend'o bandalo da campán, ferruxenta: ¡tint... ¡tán!... ¡Os que se foron non volven mais!! A Naipeira, descorazonouse un pulo. Foi pol-o mes de Santiago, cando recibiu saquela visita del Señor: pol-a mañán, a romper de día, guindaba as fillas fora da casa: ¡delles dicir ós viciños que tedes fame, e que non hay fregoliña de broa!, e a brincar a mais pequecha, a Loliña, atrás das outras, pillábaa no voo e afanábaa pra drento; pechaba, botaba o ferrollo, erguíaa no colo, e brincando como outra nena, apañaba na artesa as barredallas d'un pequeno cocedoir, estinto: alcendia o lume con catro garpallos, máceres, e facíalle un bolinho, do que ela non probaba rapa! (¡) A sua concencia berráballe ás veces: ¡Non seias Meiga, Marica! ¿Seiqu'as outras non son as tuas fillas? ¿Non-as trouxeches nas Illargas, no canto ond'a trouxeches a ela? ¿Non-a pariche tamén no delor?... E acalaba a concencia cos bicos tolos, pousados a feixe nas facelras quentiñas e molaregas da sua Loliña; embicándoa co-a derradeira cunca de caldo, lavado, que lle puido afanar o pote: coa fariña de tres espigas raposas, co mulñeiro lle moía, sen pagal-a maquia... ¡Anda, ho, anda!... ¡pol-a ánema bendita de quen lés no outro mundo! E cando se resistía facendo mofa d'aquela tonaxe... ¡Faino, Farruco, móema, pra que noso Señor f'arrede d'unha cárcere! (Non sei que conta tiña co-a xusticia o mulñeiro de Castelo, qu'aquel rogo domábao ser ipre!)
Un día, non tivo que lle dar a Loliña: nen caldo, nen fariña, e pillándoa nos brazos, e ollándoa longamente e ben de preto, mesmo como si quixera ritratala no bugallo dos ollos... (¡ay, ser!... ¡era a cariña, toda, do fenecido Barre-bostas!) botou'a correr camiño de Sada; quería saber. Alí, pé d'un regato cantareiro, beira do mesmo Taravelo petou n-unha portiña baixa, non sen asegurarse, dinantes, da completa soedade d'aqueles paraxes.
- ¿Quién é!! - Son eu, tía Chinta! ¡A Barre-bostas do Castelo! - berraban, cal sas duas fosen xordas d'amos ouidos...
- ¡Pois entra, filla, entra! e bota a porta que eu non podo deixar o meu laboriño!
E mais entrou, avaladiza, latexando pra demandare... ¡unha volta; unha rolda das cartas! Sentouse n-unha maceira emborcada, a filla apertuxada contra o seo.
- ¿Ves ti somentes pol-as cartas? ¡Non te me reponhas, que todas somos mulleres e a muller do seu home pode ben entrar por esa porta coa cara moi resoña e moi limpa! ¡A ver! ¡corta! ¡non! ¡co-a man esquerda, muller! - alucando as cartas con molto tempo - ¡Hay eiquí un home, viudo, que che fai es velras, Inda que se non amostrou, ne-no fara tan longo; e outro... ¡arre, diñol!... ¡outro, que cobra pol-o Rey... ¡é un espada!! ¡he unha picardía pol-o medio! (vel-ahí o as de bastos!) é unha vitoria, con diñeiro e con carta, de por parte! Elo... ¿Non tés ti algún calzado que te trille?... ¡n-iste catro de bastros vexo cousas perdidas!; roubáronche, por forza, unha peza de roupa, ou teñen mentes de roubar moi logo... ¡Qué fas, que non atendes!
- ¡Pois mire, tía Chinta! alucáball'o leito, tan portado; o cabezal, garnido de puntillas; ¡tantas guapas Imaxes, qu'aquí ten! E... todo isto... ¿Ganouno soyamentes co-a baraxa? ¡lanto ben e riqueza! ¿Saíron d'isas cartas, retorcidas? ¿dos esquirtos que vende, pra bó fadar das bestas? ¡E diga, tía Chinta! ¿qué vou ser eu no camiño pechado d'unha vida, falla de compañeiro? Cando chegue a Invernía, e non haxa amelxelros pol-os campos adiante..., nen amoras..., nen érbedos..., nen tan xiquer nocellas pra lles Ingañal-a fame ás miñas fillas.
E tía Chinta tivo un xesto d'alla sabencia, diño áa sona qu'enche de prata a sua faldriqueira de terliz; y-erguendo a sua testa, e siñalando o ceo, lle respondlu, visolitrada e melga:
- ¡Pois ti... ¡li serás naipeira!
Quixo Deus qu'a vella tía Chinta vivise pouco tempo. Dinantes de morrer, chamou por Marica (do Barre-bostas de Castelo) e falou lle, malnina, d'ista sorte:
- Escoita, Mariquiña: eu non hei de vivir por mais qu'o sinta: eu non teño familia, nen maiores obrigas; teño, por outra unha vella débeda, que consumirá canto na casa gardo.
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diñeiro y-encerrandose na sua habitación puxo os cartos sobre a mesa, y-empezou a contar e facer paquetes, a facer ruído como si fora unha tesoureiría, mais os fillos como estaba encerrado moveulles a curiosidá ver o que o vello facía e ó velo tan precavido co aquila fajina (sic) creendo que os diablillos lle trouxeran cuartos, empezaron a arrepentirse, e no sucesivo todos a porfia lle viñan preguntando que servicios deseaba co oixedo de ver quen podía conseguir o peto ó fin da vida do vello, pero cando o vello morreu foron mirar o arcaz e tiña o vello o testamento (que era un cachimpotro) con un papel que decía: O que dá o que ten antes da morte merece que lle den con un cachimporro na fronte: acabando desa forma as esperanzas dos malvados fillos. (7)
LAMAIGLESIA P. DO BROLLÓN
Mais canteiros que talladas
Traballando doce canteiros en certo pobo un día á hora do xantar empezando a comer colleron cada un sua tallada e (como non había mais que once) nadia se deudecontamaisqu’oque quedou sin a tallada: díxolle o faltoso os outros: Jaio (rayo) e todos collestes e ningún se acordou de botarlla bendición. Volveron todas as talladas á fonte yentonces o pícaro canteiro dixo.
—Diolas bendiga pra nosa barriga, pejebyo peje todo María Santísima!
Entonces descubriuse o secreto dándose conta que viñán menos tallada:
(7) Noutra versión ouvida pol-o que nol-a contou, no Castro Caldelas, o arcaz aparece cheo de pedras, y-enriba unha cachiporra cos inscripción:
O que dá do que ten antes que morra,
Merece que lle den co-esta cachiporra,
Moralexa que pasou a dito popular que se di moitas veces; case a proverbio ou refrán.
Hai unha versión d'isse conto, que tamén trae C. Cabal co título de La herencia. O testamento — moralexo está en bable:
El que da lo que tiene antes de la muerte merece que le den con un cante en la frente.
NÓS
—Jaio e vos non vistes que faltaba unha tallada e quedábades tan conformes! (LAMAIGLESIA P. DO BROLLÓN)
O almorzo serodio
Traballaba outra cuadrilla de canteiros n-un pobo e como lle viña o almorzo tarde, todos os días, eles non podían decilo alto entre todos (porque andaba o amo co eles) e entonces poñíanse a cantar:
Xan da fustra vai rastreiro
Ya jarapica non ven
A culpa tena a manata
Co manato nona ten. (8)
Consultoulle o home á muller xe qué dirán os canteiros (ou que quererán decir) que todos os días cantan esta cántiga entre eles: Xan da fustra...
—Vaite burro ¡Eche por que lle vai a comida tarde e dicen que o sol vai alto e quo almorzo non lle ven, que a culpa que a teño eu'qué tí nona tés por que estás con eles.
(LAMAIGLESIA P. DO BROLLÓN)
A fopaza
Pasaban ús barrosos unha noite por un ha ponte, e virona lua alá abaixo qu'espellaba no río. E un díles dijo:
—Ay hó, ollai que fogaza hai aló embaixo: imola coller?
—Imos — responderon os demais. E o que faguía de mestre, dijo:
—Pois imos faguer o garamallán.
E pújose agarrado co-as dúas maus ó pretil da ponte, pol-a parte d'afora outro agarrado ás suas pernas, outra ás
(8) Esta cántiga está no argo? dos canteiros, do que sábese hai variedades diferentes. Non atopamos as equivalencias das verbas elqué empregadas, nin no libro: Verbo dos Arrianas, de Xulio Ballesteros, nin no vocabulario dos cesteiros de Mondariz n-iste boletín publicado. As verbas xarapica e manato lémolas ouvido, sen que poidamos asegurar si co mesmo significado que n-iste conto. Os contos de canteiros (barrosos) son moitísimos os que hai. Despois d'isse val outro que un informador ouviu contar no Castro de Caldelas.
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IMPRENTA LAR
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Viajes Marsans
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NÓS,
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d'iste xeito) e a esto chaman os filósofos causa primeira e os nosos escolásticos, Deus: todas demais non son nin a se, nin ex se, nin in se, nin per se, nin sibi solis, nin propter se; senon ab aliis, ex aliis, in aliis, e propter aliis. Convén coñecer unhas e outras. E quen é o que coñeceu perfeitamente a Deus? «Me non verá o home e vivirá. Por isto, soyo foille premitido a Moisés velo per posteriora, ou sexa, pol-as suas obras. D'elquí di San Paulo: «invisibilia Dei per ea que facta sunt intellecta conspuciuntur».
ARCHIVO FILOLOXICO E ETNOGRAFICO DE GALIZA
CONTOS
A muller segreda
Unha vez pasada, había un mozo fillo do señor alcalde, era moi bó mozo, a todal-as mozas que falaba co-elas, as engañaba, y-entonces un día púxose a pensar e dixo pra il mesmo:
—Pois todas (suprimimos pudoris causa a expresión empregada pol-o narrador) son por un geito, já non vexo muller pra casar co-ela qu'eu lle teña confianza.
Entonces volveuse pensar qu'había unha na parroquia qu'era coxa, fea e probe; entón dixo il:
—Voulle falar sacretamente, qu'esa teño a seguridá que (o mesmo qu'arríba)...
E faloulle e casou co-ela, e unha noite, estando na cama, díxolle ela:
—Ay, Manoeliño, quéroche moitol.
E dixo il:
—Porqué dís eso, muller?
Entón díxolle ela:
—Porque tiñas tan boas mozas e ricas e nonas quixeches, pra casares comigo, coxa, fea e probe.
Entón contestoulle il:
—Pois eu quixente porque figúraseme qu'és unha muller sacreta.
Entón ela contestoulle:
—Manoeliño, sacreta coma min non hai outra, pois parín sete veces, e ninguén o sabe, soilo o sabes ti agora que cho digo eu...
O lobo sin rabo (1)
Unha vez pasada iba o lobo andando e chegou a un campo; andaban dous carneiros e dixolles:
—Vouvos comer.
Os carneiros dixéronlle:
—Comerasnos, pero primeiro, tés que nos axudar a partil-o campo.
Mandárono pór no medio e iles viñeron a correr e déronlle unha atopada, e o lobo marchou rabeando, e foi andando e chegou a outro campo; andaban unha besta co-a cría, e dixolles:
(1) Velexí un conto da categoría, tan espallado na nosa terra, dos contos das bestas. Aínda que ístes señas sinxelas mente contos e non feendas, non por iso deixan os máis dos etnógrafos e folcloristas de les atribuíren orixe totémico. N-íste ceño, compre que falgamos notar unha cousa ben chocante: por unha beira, o lobo, a feroz fera verdadeira que hai en Galiza hoxe en día, da nescencia á un vasto folk-lore medohento no que o lobo aparece coma sendo o terror da xente. Os homes vólvense lobos fobís homes ben por un maldito de nacencia, ben por unha fada (maldición) que lles dotan, pra facer estragoira pas seus semellantes. Ver o lobo é termo de comparanza pros meirandes medos. Aínda se pensa que. Ó que s'apopa
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NÓS
relos (pol-a mór do reuma), chambras de lenzo padroeiro, panos santiagueses estrelados de frores e frecos. ¡Se non fora aquela sua Loliña que llacababa a vida! Unha tras d'outra, fóranse casando as suas irmans: ísta, co fillo do segredario; esl'outra, c'un ricacho de «Cuco do Río»; aquela, c'un ché engedellado na gracla hereditaria dos «Barre-bostas»; a mais vella (unha morenota que daba xenio; c'uns ollos, mesmo da parentela da «estrela da fartura!»), namoricouse d'un canteiro ao xeito, e... ja ela! En oito, ou dez anos, viuse a «Naipeira» arrodeada de meixelas mouriscas e de luceiros feltos ollos... ¡E aquela Loliña, pol-a que darías a todas, sen noivo, sen amor, tristeira, branquexada o mesmiño qu'a imaxen do camariño; levando tamén loito, mais qu'enmascarado en hábeto, pol-a correiña que pende na cenlura, mais pol-as sete espadas, ¡tan cucas! que somellan crucificaril'o peito.
¿Cree ou non cree Loliña no arte do carlilorio? Algunha vez, arrautada, malou n'un arrabecho aquelas avelaíñas que no seu sintir trizábanll'a mantilla no fondo da ucha. D'outra emposta eslemereceuse, cando o desvial-o corpo do vello balcón - dimpois d'unha festa dos ollos, alucando a ría, os montes, o sol alaranxado, o día morredoiro! - apercibiu a naiciña (¡qué tanto amorío lle daba!) debruzada sobrunha mesa coxa, sen levantar ollo de dúas ou tres baraxas esparramadas; pillando esta carla; deixando aquel'outra; baraxando cen veces pra lles zunguir o misere segredo d'unha vida que tan soyo a Deus llo debía! Abesullando as ánseas dos siareiros, escoltando o trogo da sua nai, avalado conquerezos témeros, demandándose co frio qu'arripiaba baixaba dos montes, ou rubía da ría, ou nascia d'aquela maldecida baraxa melga.
E Loliña namorous'o fin! e lonxe de s'esquencer das suas loitas de muller crecente; a loita sobrepúxose, asolagouna, venceuna; poros qu'ela miraba e mais amaba como prósimos sogros, tan presto foron en coñecemento dos namorouzos, repudiárona como amiga, y-embarcaron o fillo, medofentos de velo enfeitizado pol-as artes, ruis, da «Naipeira». ¡Nada menos qu'affillado do cura, era o roxo, aquel rapazote de bon porte e fidalgas maneiras: allo, corpudo, roibo; o partido mais rexo do Castelo!, un corpo de xigante; unha al-
miña bendita. E... ¡Porque non-o embarcaron antes! Pra Lola foi tarde... ¡demasiado tarde xa! ¡Mais conviña en que facian bent... (janqu'ela morrese na demanda!) O roxo era diño d'oulra caste; ¡nunca pra se abalxar á filla d'unha sabia, mitá mintireira, mitá melga... (jsoupera ela onde finaba a bouga, e onde comenzaba o meigallo!) ¡«Meiga+!... ¡Fuxe, fuxe, pecado! que aquela «melga+» era a naiciña de Lola: unha bendita nai amorosiña!: a qu'enxendrou sen dúbida a cánliga:
(1) Miña nal, miña naiciña
Com'a miña nal ningunha:
Ela quéntam'a cariña
Co calorciño da sua.
¡Cántas veces a durmiu a ela, pequeniña, arrechegándoa contro peito, e quentándoll'a cariña, co folgo do seo materno, n'un fogar valdeiro e friento!
A cariña da Delorlosa, esbáese... a de Loliña perde córes e carnes: ¡dixérase que van as duas á tema!
Unha mañán da mais cenza invernía, a «Naipeira» chamou en van pol-a sua filla, pra lle servil-o almorzo. Nen viva, nen morta! Berroulle; xuntous'a xente toda do rueiro; a nai por diante (en cabello, arrincando adoecida, os bucres acanados, que foron argullo da sua fillina ausente, desabotonada, ronca de berrar, de pregar, ¡de brasfemar!); recorreron estradas, curripas, custas piosas, aldelas, montes, praias. Pidironil'as escumas impiedosas da ría, buscáronna na represa do muiño, demandoulla, a nai, atolecida, ós ecos, ós aires, ó Ceus! Chegouse á Virxen que lle traía os choyos... e sacouna do seu camariño... e petando co-a fronte no taboado, berráballe:
— ¿Qué mal che fixen eu?... pero, ¿qué mal, o Diosiño querido! ¡Ti miña Sinora, que sofriches d'iste mesmo mal de saudades morredo!ras... ¡Qué fixen eu, que non fixeran outras? En non matel, eu non vertin sangue alleo! Non arroubei, que mo deron!.. ¡mais malo de Iles que nasceron bobos! Mentin: iso é verdade... mentín e trabuqueinos... ¡mais fíxeno pol-o precuro e a saúde das miñas fillas! ¡Min lo! ¡minto e reminlo! ¡minto sempre! pro, Ti, miña querida, ti sabes ben qu'o fixen... qu'o fago, por Loliña! ¡Tóraama, nai de Cristo!
(0) Cancioneiro do pobo.
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10 ¡Pol-a Coroa d'espiñas!... ¡Pol-o sangue verlido no Calvarie!
Anolteceu o martes d'Antroido. A palsanaxe mascarada, ou soyamentes tiznada co ferruxe do lume, corre, persíguese, brinca, danza axoula. Troulean os mozos, fan frasnadas os rapaces, os vellos se revén, cada un nos seus, rin a estoupare; comen castañas, filloas, orellas; beben resolio, ou caña. Todos viven e gozan; soyo reina o silenzo no achousado vividolro da +Naipeira+; pasou a tarde atrás do seu alboyo, tirada, sen tremar, sobra dura friaxe d'uns tumbelos. No lusco-fusco, retirouse adrento...
- Vés con nós, bolitina? ¡anda!, que temos filloas e molete!
- ¡Vaite! (Vai, queridiño) Non che teño prestanza pra nada!
- ¿Choras sempre á nosa Loliña?
- Non me rompal-as curdas do curazón: valte, prendiña!
- E se non chega ¿chorarala sempre? ¡sempre! ¡sempre!!! pol-o día e pol-a noite?
- ¡Sempre! sempre! ¡sempre!! E rompeu a xemer, acoradiña.
Co ise estrano temor qu'arreda ós nenos de prantos e saloucos, o +Naipeiro+ — nunca mals os abandoaría aquel alcume! — botouse monte abaixo, e fol levar á casa a risposta, tristeira de bolita.
A vella meteuse na cociña; alcendeu o candil, botou un cepo na lareira e sentouse: non durmía, nen velaba; vidiña e alma istaban sospensas d'un soyo lembrare. Se non soupo xamais canto tempo se pasou á maneira; coriou o seu delirie, un pelo, quedo, dado na porteliña da sua horta.
- ¡Adiante quen sea!
Y-era unha muller; unha muller ou unha nena, cuberta c'un leño, a modo de capa que lle chegaba caxque hast'os pés. Gardaba un lote, mol amodiño collido, e gardáballo rostro unha grande careta, feita con papel negro.
Agrimous'a vella e arrempuxouna, pra non deixala pasar mentres lle dicía acorando:
- ¿A qué vés? ¿A mofarte das miñas bágoas? ¡Abonda cos rapaces, que non saben pasar sen dar unha martelada na porta! Ou é qu'iñoras onde petas? ¡Ista é a casa da disgracia! ¡Vaite alí onde axouten e rían!
NÓS
Mais a mascarada non se movíu; tembrábanll’os fros, inda por fora do forte mantelo, e sen lle contestar, pasou por diante da +Naipeira+ hasir'o durmidoiro, no que luscia a Virxen a sua coroniña: as suas sete espadas de prata. E c'unha voz, que parescía non ter dono, crevada, perdida, faloulle así, deixándose cair n-un tallo:
- Un dia, tía Marica, quixo vostede saber da sua vida por ver, e soupo! As suas fillas morrian co-a fame,.. a Loliña...
- ¡Cálate, muller, cálate!! ¡Qué me frizades a y-alma, a prenunciar seu nome!
- Tamén eu teño sede da luz e da verdade... ¡tamén eu quero saber!
Sen se dar apenas conta do que facía, tremou a +Naipeira+ da baraxa, mais da peneira, botou unha xetra, tirou as cartas, saíu o as de baslos, treición e picardia.
Fora, ¡ñese estinguindo todo estrondo. Recoillans'as xentes; oubeaba, lonxe, un can: estrelecía.
- Eu quixera saber... s'un home a quen amei me corresponde!...
Lembrous'a tía Marica da filliña, por outros desdelxada, e conrábea contida, tirou de novo, e recolleu as cartas e dixo:
- En fin de contas... ise home, se xurou, xurou en falso; non vos quixo; mentiuvos...
- E que teño unha filla! ¡unha filla sen pai!!
E asospiraba, cal s'o sospiro I arrincase a y-alma!
- Como elo seia. Eiquí está o Rey de bastos... ¡vede! ¡vai de viaxe!
- ¿Pra relornar!...
- Non, ¡nunca! ¡nunca! ¡pasou a mare de unha vez moi chea!
Non dou a triste un chio! Esbarou hastr'os pés da aqueloulrada sabia; apagons'o candil, berrou un neno e á morta luz dos cepos reco. llíu a +Naipeira+ á sua Loliña, que lle discía xa na pasión e mesmo boquexando:
- Non mintas mals, nalciña!... ¡Pol-o Deus que nos fixo! ¡todo perdín por fil... home... amor... ¡honra! ¡A vida que me deches, e lle volvo!... ¡Xúrame pol-a Virxen que m'escoita, que aquesta outra Loliña... ¡Iste meu gromo que che deixo en prenda... iste grolo de saugue do meu sangue.,. ¡Non será nunca +A nela da +Naipeira+!
FRANCISCA HERRERA E GARRIDO.
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NÓS
Mais, sobor desiq,.o sistema centralista, ten apertado unhas veces, ábrese outras, deixando escapar, nas Vascongadas, o concerto económeco, motivo de proveitosa ufania para eles, d'amarga cubiza e de vergonza para nós, e na Navarra, mediante sa Jel pactada. unha elsenzón de feito para os tributos.
Na Facenda Púbrica, con alargos no mesmo Goberno, a Hespanha está submetida, pois, a un régime federalivo imperfteito, irritante: agravado pol-o privilexo i-a injusticia qu'encerra Hai que berrar ben que a Federazán que tanto escandaliza non sería novedade: sería no mais que pornos a todos en pé d'igualdede.
E sempre atopamos que, dentro e fora Imos aos togybos, que somos barco a ronza, aboiado nas-eugas, sen estrela do Norte, obedecen», do soilo aos tirós dos refrejos orgánecos.
E cada ano que pasa. ven a pechar mai-l-os hourizontes
Miremos agora por riba do mar, que dilata i-eleva os pensamentos, ise gran engendrador dos nobles propósetos e dos sonados fellos, que Infatigabel pela nas nosas porlas
Reparemol-a freeha ardente do ideal american
Ten unha constitución politeca intangibel. É federativa. D'ela dilo Gladstone, o «great oldman. d'Inglaterra, qu'era o portento, a obra mesira do espirito human. Nun día, acadaron o fin dun proceso que nosoutros levamos séculos para resolver
E para saber o que hal dentro desta arma» zón, que por ser libre é de ferro, leamol-a «Vida intensa: de Rooselvelt, vexamos coma se forman os individuos, as células que costifuien aquil organismo, a materia prima de que sai a nazón
«Non abonda o número para construír un pobo. A India con trescentos millós de seres, é ancela de corpo e d'alma. A China con catrocentos millós seguirá no sono de serva, mentras violentos desperíares non cambeen o fondo desta imensa coleitividade. O anjo da soberanía parés haber abandonado o Ouriente, É a pracidés, é a malsan dozura, é 0 gusto na sumisión. i-é a anemia no caralter o que trai estas decadenzas. E son os homes sans, reitilenios, resoltos a pasal-os rudos trava-
llos do mundo, os capaces de tir as suas venas estremecerse d'orgullo coas grande: empresas da sua pátrea, os construciores des nazonalidades,
E tampouco conta o tempo. Quince séculos levou Italia dendes Augustulo á Víctor Ma noel para rubir dendes aquil inferno d'anar quía en que a sumían Papas e Príncipes, 2 onde Dante deu seu brado de desesperazón.
A educazón ten a maternidade do patreotis mo. A educazón que predique o esforzo, o la bouro, a loita, os sofrimentos, que non fuxa a 08 perígos para conquerir, para sí e para seu país, o espléndido e derradeiro trunfo
Nosoutros temol-o direito d'esperar que á mocidade americana deveña un día verdadejros homes americás. Que non sintan á poltro nería nin a debilidade, que non sexan fants rrós nin fátuos, Que traballen firme e se divirtan firme, Que fefian o espírito craro € poidan inantél-o seu posto diante de toda-Í-as circunstancias e contra todo-l-os ventos
Do corazón veñen toda-l-as alciós extrao, dinarias. N'ele s‘acorda isa definitiva resoluzón de chegar á fin ou cesar de later, qu‘ abo. da para romper un mundo de cadeas, e pá. donar libre paso ás mais outas aspiraciós. E co-ele un puño de gregos fixo anacos O poder da Persia, e nos lameiros da Holanda e nas montanas da Suiza afirmouse a dita i a inde pendenza: Sagra forza que vence o mesmo
aos homes que a natureza. Nhai ren mais estúpido nin mais indigno
que a auto-grorificazón, Ante as propeas alabanzas sin fundamento, mistúranse a risa, a piedade l-o desprezo. O probervio american ordena
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A VIDA INTENSA
Igunhas veces leño falado d'ela e sempre, cando a minha imaginazón vai á nosa terra, acude ao pensamento este título — símbolo da fé — do libro de Roosevelt, o gran Presidente de Norte América. D'ele dixo-se que l'abondaban tres cenfos leitores para transformar unha nación.
Non sei que fora vertido ao castelán, nin que ninguén l'adicara antre nosoutros siquera unhas liñas. A moeda de bilón é a que cadra á nosa calivez intelectual, e, por un fenómeno cáseque fisiolóxico, é o brilo do cuño novo o que nos atral principalmente. Os libros d'ouro da humanidade — ise melo cento de vellos volumes que cimentan ás culturas superiores, que fan as almas, como fixeno n-outrora os pobos i as civilizazós — son desconecidos na Hespanha. País de literatos e faladores, contentámonos con recoller o bato belido da retórica, deixando escorregar, coma chuva pol-os vidros, o sangue espiritual, o latexo de vida, esas ideas nals que requiren ser estudadas e rumiadal-o primeiro, e, logo, incorporadas á construción persoal, para se transformar en preceitos que, dunha vez para sempre, rixan a existencia.
Ler e refresionar. E despois, “acordar”. Velehi, coma o pensamento chega a florecer n'aición, e coma garda a máscula rella que o convirle en pai do froito.
Só en Cataluña e na Galiza pódese invocar utilemente á Roosevelt. Alí po-lo que é, po-lo que la existe; elquí po-lo que podemos ser, po-lo que temos que ser.
Fai xa ben anos, un “eminente” político español dixome, juzgando a Roosevelt que era un de tantos tolos coma andaban po-lo mundo. A sua arquitectura mental de pallas e garabullos sabeamente combinados, non po-
dia resistir a catapulta d'aquil pensamento. Nin a sua mirada de formiga, raiña no mundo dos infinitamente pequenos, podía chegar ás alturas onde a águia escrebe sua ruta. Nin menos — por algo fora Presidente do Consello de Ministros — l'era adoado comprender aquel sentido místico da vida. Aquila relixión, a mais fonda e a mais pura, que consiste en meter unha idea no corazón, para non s'afastar endelamaís d'ela, para servil-a lealmente, facendo-a carne viva en aitos (Relixión, val tanto coma unir, alar).
Románticos! Tolos! Por ehi adiante gobérnan o mundo.
E tamén han gobernar á nosa terra.
A vida intensa. É a antiga doutrina estoica da tensión, do esforzo incansabel. É a vontade erguéndose acelerada, sen desmaios e sen abafos, en busca da meta. É o laboró acceso, que, segundo a fórmula Nietzscheana, “chega a faguer dos homes a máquina d'alta presión que se chama xénio”. É por a mirada no cume e cravar alí os ollos para que arrasten as pernas e o corpo haste chegar a ele. Permite o gozo único de sentir á plenitude da existencia, d'acadar a vertical completa, ascendendo desde-a raiz que nutre hastrias esencias mais puras que fuxen da terra. É creal-a propea vida resolvendo os problemas propios ao primeiro, e logo creal-a vida do seu país. É o ideal americano, a vida americana, decole a asenllar i-a bulir; y-é o poderio incontrastabel, perene, que conqueriron os Estados Unidos.
D'ala veñen, medrando sempre, as ondas azoutadas po-lo-os vendavais, haste s'escachar nas nosas costas. Son as energias novas, os háletos incoercibels e cheos de promesas, “as oleadas de luz”, que pugnan por peneirar na terra e na vida nosas.
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4
Unha das vulgaridades mais repetidas e mais falsas é a de considerar a Hespanha coma un país idealista, confundindo a noveleria, jogo vacuo da fantasia, coa trabada solidez d’unha crencia.
Esquezamol-o momento d’oje, laboa rasa, sen onte e sen mañan. Canto s’escrebe e fala, as manifestazés todas do pensamento, non pasan da frore da pel.
Voltemos aos tempos gabados da literatura castelán. Afrontemonos co-isa favorecida superstizon dos clásicos. Eisaminemol-os co o propio criterio según manda a razón. Camolemol a perspectiva coma se fai para encon-1 ar aquel centro donde reside a verdade: miremol-os d’arriba a balxo. Eu non atopei un só libro que s’apoderara da minha alma, que metera os dedos dentro dela e a fixera tremer, erguéndo-a en alto para lle decir o que ten que faguer na vida.
O teatro calderoniano, xenial sen dúbida, via-xa po-l-as nubes i-é sempre composición d’es-cenario. Molto ruído d’espadas, excelente voz cantora; mais puro dilettantismo. É tan falso e tan pouco human coma calquera sistema filo-sófico. Tomal-o en serio, é pol-o menos ridículo.
Os grandes místecos, Santa Terelja, San Johan da Cruz, ademirabels no decir, están de costas ao mundo, miran ao ceo, levan á regra monástica. As pedras d’Ávila fan santos, non fan homes. E unha nación non é, non pode ser, un desolado monasteiro.
Don Quijote é un pasmoso enfermo fora do mundo; e Sancho, un ventre. Antre as dúas cariátides, non se vé a figura humana, o espello do propio ser, o lóstrego de verdade que fai remexer os corazóns. O que sentimos nós, diante das Follas novas.
Rimos, apraudimos, e haste aprendemos a decramar; i-ehi finda o proveito que se pode tirar da coleizon Rivadeneyra. Son *ingenios. Inventores — coma eles se chamaron — que fan, se acaso, pasar lindas burbullas d’aire nas correntes da auga eterna. E se algo permanece no espírito é fermento para lixal-o. Un conceltoso honor de comedia; un doido esquecimento das obligas da terra, trocándoas por relazós celestials; é unha linguagem feitiza de latón rañante e oco: velehí o insino da que se chama
NÓS gran literatura. A metade da Hespanha está envenenada d’ela.
Un idealismo consiste en posuire un ideal, e ir após d’unha finalidade que s’haxa de comprir elqui, que sexa real, que teña os pés ben enraizados no chan, para acadar firmemente o mañán arelado. Non é o ascetismo híbrido e acabador. Non fal sepulcros; fal homes. Afirma a alegría de vivir e a alegría de traballar, e sostén que, pra servil-o seu país, hase procurar ser forte no corpo, forte na alma e forte en todo-l-os melos de lolta pra rendelos diante da sua terra, do ben de todos, qu’engendra ao cabo, o ben de cada un. É levar no corazón unha bandeira. Entonces, nos individuos e nos pobos aparece a ansia d’adianlar, o mo- tor que os impulsa, a razón d’eisistir: «A vida intensa» coa sua lumiosa fecundidade.
Pecharse no día d’oje, remendar na vida, vegetar comodamente, apricando a sorna vilega a canto n’acuda ás inmediatas funzós orgánecas, é creal-o deserto, baleiro na sua infinitude; i-é espontánea renunciazón da mais valiosa condición humana, aquela que vive do pensamento e para o pensamento. É tronchar, simplemente, a persoalidade, afundindo-a na terra.
A dor d’Hespanha está en carecer d’ideal, en ser folla que moven os ventos reinantes. As gentes caminhan nos días bandeando á corrente, deixándose levar fracas de vontade, e sen qu’a mirada ouse rasgal-a névoa espesa qu’envolve o porvir. As almas cegas marchan privadas de Sol.
Acabouse, naturalmente, aquil da Reconquista que nos dera as esplendideces do século XV. Fracasou, arruiñándonos, o propósito dos Austrias d’impor á Europa un Imperio Católico, concentrándose canto de malo había na idea no chan da Península. E a América, capaz d’encher os soños d’unha raza, non foi un ideal, foi unha mina.
Nin na constitución interna atínamos coa so-luzón. Inda non sahimos desta primeira etapa da historia dos Estados que consiste en se formar, en donarse a pauta qu’ha reixil-os, en tel-a, carta i a lel da sua vida. Hastra nos textos oficiais amóstrase a créncia de que o centralismo non é réxime de definitiva satisfazón.
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‘INOS mundo, cospirafi á compósiclón d'úmhas soya: - nin unhas poden subsistir sin oulras nin éstas conservárense co-aquelas; parque cada unha +. Fepresenta un rol particular difrente.da outra; mais:lodas contribuien a comporen unha soila. -Aquélas causan éstas; éstas son causadas por aquélas, Se non. pode espresal-a concatenación de-todal-as cousas.
Non é pois d'ademirar que descoñecida unha soila s'iñoren as outras, Veleiquí a causa de que, quen trata dos astros inquerindo os seus, movimentos e a causa dilles, aceute do fiseco coma probado. o, que é o astro e o que é o movemento, inquerindo somentel-o movemento. e. a sua variedade e multipricidade.
Do mesmo xeito 4ocantes ás demais cousas. Mais esto non e saber; pois o verdadelro saber é coñecer primeiro a esencia da cousa, y-en segundo lugar os aicidentes cando a cousa os ten. D'elquí siguese qu'a demostración non é un xiloxismo centifeco, antes ben que non é nada, porque asegún tí, só demostra qu'eisiste o aicidente (pra min o mesmo si demostra que elxiste unha cousa, como si a esconde, non fal mais que perturbal-o espritu), mais a definición da cousa, supona. Nada saben os que tefien fé nas demostraciós e d'elas agardan a cencia; os qu'as condenan lampouco saben nada asegún tí; o mesmo hei probar eu: logo ninguén sabe nada,
Na cencia, s'adimites a miña defiñición, hai tres elementos: a cousa que ha ser coñecida, o coñecemento e a perfeución eisamiñaremos arredadamente cada un d'ises elementos, pra despois deducir que non se sabe nada.
Primeiramente, cántas son as cousas? cecals infinitas non somentes nos individos, senón tamén nas especies Negarás que sexan Infinitas, mais non probarás que sexan finitas, pois non pudeches enumeral-a mais pequena por» ción d'elas eu apenas coñecín o home, o cabalo € mais o can. Logo d'esto nada sabemos. Pois nin ti tés visto a fin de todal-as cousas, nin eu a sua infinidade, e mals maxino que son infinitas cal é o certo? Ti verás: pra min nada.
Mails has dicir por que o qu'as cousas sexan infinitas, pode impedil-o coñecemento d'unha soila? Asegún tí por moitas: pois compre cofiocel-os principios pra coñecel-a cou-
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se; cecais lamén a maleria e a forma; mais no Infinito, as infinitas materias cecals sexan distintas en especie (anque ti non queiras que ninguén distinga, a materia pol-a especie, posto qu'a privas de toda forma: d'eslo hemos falar logo). Tocantes á forma non hai duda: agora ben, do Infinito non hal cencia
Mais dis: a materia das cousas infinitas pode ser a mesma. Certo, mais tamén pode non selo, e por esto ser múltipre, Cecais elsistan outras cousas intelramente difrentes das nosas, e que ningún de nós coñece; mais o que pode ser e non ser, é dudosoquescad'iles, Asegúnti, a cencia ¿d'aquelo que é e non pode ser d'outro xeito. Non compre tampouco qu'as cousas sexan Infinitas pra qu'a materia sexa diversa, pois pra ti que crees que son finilas, non consta hastra agora, nin ha constar nunca (anque pódense engañar) sí a materia do ceo é a mesma qu'a dás cousas da terra. Cecais non hal unha materia propia dos esprilos, por mais que se chamen simpres? Por certo.
Afirmas que hai moilos xéneros d'lles, e pol-o tanto moitas difrencias. Logo conveñen n-algo común, qu'asegún tí é a materia; e difiren n-algo que é a forma. Mais e os aicidentes, non teñen cecals materia propia? Ti chamas xénero 4 sua materia e difrencia á forma. A materia dos astros é a mesma qu'a do ceo? Nono sabes; semella que non é a mesma. Logo iforanse cales e cantos seyan os principios anqu'as cousas sexan finites. Non hai estabilidade nos principios; os principlos do home son os elementos; d'istes hal esta materia y-esta forma; d'esta materia ed'estaforma hai outras mais simpres: do león, do pollino, do oso; asi hastra o infinito.
Tocantas ás formas, non hai duda que no infinito han ser Infinitas. Mais convén coñecer previamente os principios. Has dicir qu'os elementos non son os principlos; d'esto hemos falar dispois. Non haberá principios, pois do infinito non hal principio. Mais non saberás millor por esto o que sexan as cousas finitas. Nin o pirmeiro principio é o mais preciso de todos pra nós: pol-o que, lampouco os demais que dil derivan. Logo non sabemos nada.
Ademais, nas cousas, unhas son a se, ex se, in se, per se e propter se (permilásenos falar
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Cala o confeso n-un xordo, derradeiro saloucar e tende o santo arcebispo sóbor d'él ollos e mans, namentras o vento aruman verbas de dozura e paz: «Sete séculos pasados, meu báculo sosterá quen fillo da miña Terra ten de amala como nai. Novas rosas na Galicia a frorir comezarán que os tempos serán chegados de erguer o vello fogar. As pombiñas de miragre ceibes de novo, a voar, a tua estrada de gloria no craro ceo abrirán».
Ano de mil novecentos e vintecatro, ó mediar, de ser cumpridos os días houbo nos ceos sinal. Cando na noite calada, envolveitos no luar, a escura arcada aboquedes da solaina arcebispal, detido o paso un istante tedes de sentir voar as pombas do pelegrino Gaiferos de Mormaltán. «O vello das longas barbas, ollos de doce mirar, ollos gazos, leonados, verdes como auga do mar.»
R. CABANILLAS.
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Augas bicarbonatado-sódicas de
MONDARIZ
FONTES DE GÁNDARA e TRONCOSO
Propiedade dos FILLOS DE PEINADOR
MONDARIZ—Bolneario está situado a 35 kilómetros de Vigo e a 20 das estacións de Porriño e Salvatierra de Miño
O Hotel do Estabrecimento está aberto do 1.º de Mayo a 31 de Octubre
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NÓS
Helenos qu'asegún Herodoto (1) fixeron longos viages marítimos, non tardan en seguil-os seus pasos. Por un istante, istes Focenses entón na sua mals outa autividade colonizadora, parece que van arriscarse pol-o mar exterior, pero tropezan co-a resistenza carlaginesa e te» ñen que recuar y-estabrecerse nas costas do Sul e do Levante ¢ da Hespafia, fundando as colonias de Malnake y-Hemeroscopio, Já despois da fundación de Massilia, coma se cré geralmente, Já denantes, asegún o parecer do sabio Clerc. (2) Istes vlages e colonizaciós focenses refréxanse nos escritores helénicos das centurias VII, VI e V denantes de Jesucristo: Hecateo (3) coñece Já as tribus ibéricas do SE y-E da Penínsua; Stesicoro de Himera (4) fala de Tartessos e Anacreonte canta ó rel Argantonino o da longa vida; pero as ribeiras do mar exterior siguen sendo iforadas por todos eles, Heslodo (5) no século —VII, dí Somentes qu'están habitadas por Ligures: Hecaleo, (6) no —VI, confesa non saber nada acerca do contorno oucidental do Ecumene, y-Herodoto do —V, si ben coñece ós Celtas que viven por riba dos Cynetes do cabo San Vicente, (7) decrara non ler noticia ningunha do lugar ondrestán as Cassitérides, alrevéndos'afirmar tan soilo, qu'o estano ven d'algún lugar retirado d'Europa, anque non de fora do seu recinio. (8)
Despols da Y centuria, os Gregos vóltanse car'Oriente... As espediciós dos Esparlanos pirmeiro e mals tarde as conquistas d'Alexan» dro, absorven por compreto o millor das suas aulividás. Pero eiquí no Oucidente, queda Massilia herdelra do esprito mercantil e do alento mariñeiro de Focea, y-os seus homes que souperan encontrar dende Mainake o camiño que levaba ós Jacimentos de prata do val superior do Betis, tratou tamén de buscal-os vieiros ma» ritimos que levaban 6s paises do estano e do ámbare, e no século IV, un geógrafo y-astrónomo chamado Pytheas, vencendo sin dúbida os ostáculos qu'a desconfianza púnica
había por á sua empresa, aparellou a sua nao e bótase mar adiante en precura d'aquelas regids misteriosas.
Saindo probabremente de Gades Portugal, Galiza e Cantabria, pasa por frente das praias da Galia, esprora as ribeiras británicas, visita Escocia, e a vista o océano boreal, o mar Cronio dos antigos, giado e brete» moso. N-oulra nova espedición éncamifase Pytheas ás terras do ámbare e percorre e reco ñece os esteiros dos ríos da Alemaña do N. N-un e n-outro viage, o navegante marsellés tivo que visilal-as nosas costas e recoller datos Intresantisemos que debeu consignar nas suas obras Descripción do Océano e Periplo, das que por Disgracia non se conserva mals que miudos anacos que nos foron trasmitido: por Strabon, Plinio e Polibio, os que levados amais por unha crítica trabucada deron pouco creto ds alirmaciós de Pytheas e calificaron d'invenciós moitos dos seus descubrimentos.
Tirase así e todo d'istes anacos, comentados por cerlo ben sabiamente pol-o Sr. Blázquez, (1) qu'o esprorador marsellés ocupouse da Galiza, que fixou a posición das Cassitérides con relación ó Promontorio dos Artabros e que foi o pirmeiro que delermiñou o cambio de direición da nosa costa, sendo pol-o tanto o descubridor asegún Schulten, da forma peninsuar da Hespaña.
Pero qu'esta expedición de Pytheas foi un felto Isolado, e que despois d'il o roteiro qu'il descobrira non foi frecuentada, demóstrao o esquecimento en que cairon as suas obras y-0 pouco tino que d'elas diron os geógrafos posteriores. Por outra parte, e case sincrónicamente cos viages de Pytheas, a Invasión na Provenza dos Galos, que botou cartós Alpes ós rudos Ligures, nemigos coslantes dos colonos focenses, permiteu a istes, por medio dos seus novos veciños, mais civilizados, e sobre todo mais filhelenos, utilizal-o vieiro fluvial do Ródano pol-o cal chegaron logo a Massilia os estanos brelós e galeses, perdendo Galiza todo intrés comercial pr'ós aulivos mercaderes d'aquela repúbrica, que non intentaron nin des» pols da pirmelra guerra púnica, renoval-as audaces expediciós de Pytheas.
Yeasi durante tod'o século —1V y-a pirmei-
(1) Pyreas de Marsella. Madrid 1913).
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NÓS
14
ra mitade do - Ill, os coñecimentos en col dos países ribeiraos do mar exterior non milloran nada, y-en Aristóteles (1) Timalos, (2) Éforo, (3) e no seu repetidor no século - I Scimno de Kios, (4) aolpamos sempr'a mesma noticia vaga acerca dos países centrás y-oucidentás da Peninsua, que son somentes desiñados co nome de Kéltike, mais sin acompañar ningun» ha indicación geográfica nin a mais pequena distinción etnográfica dos povos qu'a habitaban.
Finada a segunda guerra púnica, emprincipian as longas e sanguiñentas loltas da con. quista romana. Deic'ós derradeiros momentos da insurreición de Viriato, Galiza non é tocada pol-as leglós invasoras, mals en - 139, Quinto Servilio Cepio combate já cos Calecos, probabremente na provincia porluguesa de Trazos Montes, y-en - 138 ou - 137, Decimo Jur.lo Bruto penetra na nosa terra que dend'aquel en» tón comenza a ser mencionada.
Pero que denantes desta campaña non era coñecida, ben o amostran os mesmos historia»
(Coniinuaráse)
(1) Mefereologicas, 1,15, 1902) e De animalir genera 35. (2) Galicien 185. Cit. por Schulten, Hispanía, pag, $2.
(3) Fragmenta Histo, Greecorum 1,254.
[OU [4 menta 162.
(5) II, X.
(6) Periocha LV.
(7) II, 17.
QUOD NIHIL SCITUR
(Proseguimento)
A mais d'esto, en toda cencia, asegún dis, hai que supor principios nos que non convén porfiar. Pol-o tanto, o que d'iles se siga, serán cousas supostas, non sabidas. El hal nada mais triste? Pra que sepamos, compre iforar. Pois, qué outra cousa é o supor algo, senón ademitil-o que non sabemos? Millor sería, se cadra, o saber primeiro os principios? Nego os principios da tua arte: próbaos. Se non debe argumentar contra os que negan os principlos, has dicir. Non sabes probar; és iforante, non sabio.
Mais foca á cencia superior e común o probal-os principlos das outras. Entón, aquil que eña esta cencia común, pode que o sepa todo: li non sabes nada. Pois quen non sabe os principlos, non sabe a cousa.
das cales, € o xuez supremo, é a cencla común á que refiriron os probremas supremos.
Esta é a que dá leis ás demais, as cales te» fien que recibilas como valedelras a ningunha d'elas élle lícito Impunemente meter man no d'ela, nin no das outras. Asi, porfian toda a vida, sobr’o ouxeto de cada cencia sin haber quen falle iste preito (ou millor imorancia). Se algún trata dos astros na físeca, faino, din, en canto fiseco ou en canto astrónomo: e un di: au'aquelo pillouno emprestado do aritmétlco; ¢ outro que aquelo furtoullo ó matemático.
Esto que ¿? Non son enredos de rapaces? Pois ístes, en calquera sitio púbrico, rúa, praza ou campo. construyen hortas, tápanas, e cada un privalle 6 outro entrar na sua. Eu ben Vexo o que esto siñifica: como cada un d'iles non o pode abranguer todo, (ste colle pra si unha parte. aquil colle pra si outra. Por eslo se non sabe nada.
Mais. qué é esa cencia común? É pasmoso de que xeilo istes artistas, dividiron pra si os oficios e sinálaniles lindeiros, da mesma maneira qu'o pobo mesmo adauta e reparte a terra. Cosiruiron o imperio das cencias; a raíz
Todal-as cousas qu'están n-iste mundo,
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NÓS
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A EDADE DO FERRO NA GALIZA
(Proseguimento)
11
AS FONTES PR'O ESTUDO DA PROTOHISTORIA GALEGA
E coma semellantes elementos de juizo teremos qu'atopalos nos textos, na epigrafía, na lingüística e na arqueología, compre que denantes de seguir adiante, botemos unha ollada en col d'estas fontes de coñecemento.
Dende ben antigo, cecais dend'o alborexar da Edade do Bronze, as cassiteritas e seguramente o ouro galego, deberon ser oujeto d'un autivo comercio (1) levado a cabo n-un principio por terra e de povo en povo, a semellanza coqu'ocurría co ámbare báltico e co-as ofrendas dos Hiperbóreos ó Apolo délfico, e mais tarde, asegún testemoio d'Avieno (2) e Strabon, (3) por vía marítima delc'a Tartessos e Gadir ond'o noso estano iba juntarse co-a prata y-o chumbo pra sair logo carro Oriente nas naves de Tarsis de que nos falan Isaías (4) y-Ezequiel (5).
Tartesios e Fenicios, os mais vellos navegantes históricos que sulcaron nas suas barcas o temeroso océano, tiveron pol-o tanto contacto co-a Galiza e coñeceron sin dúbida as gentes qu'a povoaban, pero d'iste coñecemento apenas chegou a nós unha lembranza escura e desfigurada. O poema Ora Marítima de Rufo Festo Avieno, literato e procónsul do século IV da nosa Era, contén unha descripción das costas da Península qu'asegún os seus comentadores está tomado d'un antigo periplo anterior en varias centurias ó nacemento de Je-
sucristo. Acerca da orixe e data d'esta que se chamou fonte vella d'Avieno, teñen andado moi disconformes os pareceres dos eruditos. Mullenhof (1) na Alemaña e Blázquez (2) na Hespaña creron na transcripción d'un periplo púnico do século - VI, o periplo de Himilcon, ditado no texto do poema, pero Marx (3) e Schulten (4) estimaron en troques que se trataba da tradución d'unha xeografía massaliota do século - IV, anqu'o segundo d'istes autores despois d'un fondo estudo da cuestión, reutificara o seu primeiro punto de vista atribuíndo nas suas derradeiras publicacións (5), a fonte vella d'Avieno á mesma data que Muilenhof e Blázquez, e dando as noticias n-ela consignadas acerca das costas occidentais da Europa, un orixe tartésio aproveitado pol-o xeógrafo marsellés.
Respeito da interpretación do texto do poema e da localización das tribus, cabos e illas n-il nomeados, a disparidade anir'os comentadores aínda é mor, sendo d'abondo pra probalo o decir qu'as mesmas xentes y-os mesmos accidentes xeográficos son postos por Cosla no E da Hespaña, por Blázquez nos Algarbes, por Sarmento (6) na costa W de Portugal e por García de la Riega (7) na Galiza. No día e grazas ós estudos de Schulten e de Bosch Gimpera, de que logo nos ocuparemos a topografía do poema d'Avieno aparece mais aclarada que
(1) En col do estano galego e do seu comercio nos tempos preromanos, vex.
Hugo Obermaier, Impresiomes de un viaje prehistórico por Galicia, pags. 25 e segs. (Orense 1925).
(2) Avienus, Real-encyclopädie de Pauly-Wissowa.
(3) Hispania, Real-encyclopädie der Klass. Altertums.
(4) Fontes Hispaniae Antiquae fas. 1.
(5) Ora Maritima (Porto 1846).
(6) III, V, 2.
(7) XXIII.
(8) C. XXVI, vers. 12.
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BOLETIN MENSUAL DA CULTURA GALEGA
Ano VI Ourense 15 de Agosto 1925 Núm. 20
AS POMBAS DO PERDON
Dende terras de Aquitania, senlleiro, a pelegrinar, do lume do sol runxido, batido do vendaval, apreixado do remorso o corazón a sangrar, vai camiño de Sant Yago Gaiferos de Mormaltán, «de longas e brancas barbas, ollos de doce mirar, ollos gazos, leonados, verdes como auga do mar».
A filo da media noite, ás portas da catedral, envolvelto en luz de lúa e debruzado no chan, está o vello pelegrino vellas culpas a chorar. Garnida de cruces d'ouro a casulla peltoral, a túnica de albo liño que a lúa de prata fai, en pé está Diego Xelmírez alzadas ó ceo as mans
Tempo da semán-maior, da quinta feira ó serán, acorcobado e tremente o corpo outrora lanzal, vella alxuba desfiada, bordón ferrado na man, da poeira dos camiños cuberto o pardo almofar, traspón a porta Faxeira Gaiferos de Mormaltán que a par dos reises da Francia en honra de caste vai.
Ó par que os mouros pecados dos beizos caíndo van, da gracia ó sopro diviño trocando en limpo cristal o peito do penitente deixa saír, a voar, brancas pombas de miragre que a craridade levián atravesan en precuro da solaina arcebispal, onde en prisión de feitizo ninguén de vel-as terá.
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NÓS do segundo, outro ás do terceiro, e asina pendurados os ús dos outros, que é ó que chaman faguer ó garamallán, ate quío de mais abaixo chegaba ja perto dó río. Entón berroulle ó d'arriba:
—Estira unha miga que caxe lle chego!
E o qu'estaba collido ó pretil respon deu:
—Agarda, déijame cuspiñar as mausj
Soltou as maus pra cuspir n-elas pra s'asegurar ben, e foron todos o río...
(CASTRO DE CALDELAS)
OS HOMES OS FEITOS AS VERBAS
LUBICAN, por ARMANDO COTARELO VALLEDOR.
Santlago, 1924.
O teatro galego pódese gabar d'iste drama rural — «conto dramático de lobos e de amores» — onde Irunfan os dereilos principios da arte, tamén importante no aspeulo lingoísteco, pol-o traballado do estilo poético e pol-a chea de verbas escolleitas que contén, moilas delas esquecidas e todas de molta belideza e rica espresión. O Dr. Cotarelo traballa o galego coma mol poucos.
O drama vai coma dixemos, pol-o bó vieiro. É n-unha noite coberta de neve na monlana, e no ambente carregado d'alentos de leenda e de vida antiga, hai un aquel de símbolo e de misterio. As forzas ocultas que de cole móvense antre nós, e a miudo nos moven, as forzas qu'oulrora se cadra chamarian deuses, e que fan a traxedia, e cecais tamén a vida toda, entran en jogo d'un geito caxeque patente.
Hal elquí dous lobos: o que baixa famento da serra leval-a ovella branca da Tia Minota, a vella sabidora de tradiciós e de remédios, e mais outro que ven da vila prender un ruín meigallo na y-alma d'Inesa. O cabo os dous loitan a morte, y-esta traxedia derradeira salva a aldea.
Todo é n-iste conto dramático, sinxelo e levado de maneira sintética, asegún a técnica verdadeira que debe ter o teatro grande. Todo serve pra algo: non contén elemento ocioso, e mais que nada, está ben dado o fondo, o fondo espiritual do asunto e do cadro, non queremos dicir o fondo pintoresco o que chaman «ambente», que é cousa mais doada. O que se quer n-esta clas d'obras, é que sexan com'una entrada nas lonxanías do espírito da gente e da raza e do ambiente mesmo, que teña alrás d'elas e da sua trama, unha perspectiva d'alma. E esta tenna.
Volume trás volume, vai o mestre Cotarelo desenrolando a sua obra poética, de verdadeira importancia na renacencia galega. E ha ser
V. R.
UN EPISODIO DE LA VIDA ACADEMICA DE DON DOMINGO FONTAN, por SALVADOR CABEZA DE LEÓN (Discurso lido no Seminario d'Estudos Galegos de Santiago), Cruña, 1924.
O douto Decano da Facultade de Derecho de Santiago refirenos o que lle pasou ó sabio autor do Mapa de Galiza c'uns alumnos nugallaus e uns pais d'ises qu'andan alrás do aprobado, mala fada que, com'indica o ilustre Dr. Cabeza, pesa enriba do público ensino na España. Pranteia iste traballo o noso mais grave problema pedagógico, e vemos por il qu'o mal ven já de moilo tempo, o qual da ainda mais releve á figura inmorrente do noso gran matemático e xeógrafo, que n-il aparez chea d'austeridade e de concencia do deber e da responsabilidade profesional e centifeca. O Dr. Cabeza, que ten seu nome Junguido o movemento de Brañas e o seu tempo, de cote bó amante da sua terra e das suas glorias, engade unha nova folla de loureiro á croa de D. Domingo Fontán.
F. L. C.
SOBRE UNA NUEVA VARIEDAD DE LA EDICION PRINCIPE DEL “QUIJOTE” por Homero Senís. 1924.
Defende o ser unha nova variedade da edición príncipe do Quixote unha de Madri, 1.605, na qu'o autor descobriu 143 variantes, e que fora acusada de falsificación, embora fora recoñecido o eixemprar por auténtico, quitando a portada, outro folio e 13 letras d'ouiro. É un traballo miudo de bibliografía que fora publicado no Bulletin hispanique, LXxxvL núm. 4.
V. R.
https://biblioteca.galiciana.gal/gl/catalogo_imagenes/descargarAlto.do?path=1157167&posicion=1
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un pouco de dinelro, as roupas, os almallos, as galiñas. Mento facerche un grande favor e podes estimarmo! Pilla aquela peneira; pona ensí... cú pra riba...; ¡anda axifia que non che me gusta nada ista goldra que fal poches no meu peito!
E tirando de cartas, dou unhas cumpridas leuciós a Barre-bostas e decíalle, antre cartilorio e cartilorio:
-¿Ti ves aquela Deloriosa, sorrindo, no acougo do seu camariño?... (1) ¡Miña Santa querida! Na primeira semán qu'a merquel, ¡Iróugome catorce pesos á casa! Rézolle todo o día, namentras non me chegan os meus siareíros...; cada trinta paternostres fan unha misa... ¡e hay dias que lles dou a volta, e fago tres ondas?... Rézolle... ¡a sesenta!... ¡a noventa paternostres! os meus santiños miran» do sempre por min!... E namentras estou n-ista cama, ¡veñien as avelaiñas del Señor! saend'alí... - señalando o curro donde descansa o pequeno camariño da Virxen, eo muro, no que se ven pendurados dúas on tres dúceas de cadrifios con estampas santas: arriba, en baixo, arredor: é unha parede sementada de Santiños, grandes e pequenos, conoscidos e mais ifiorados, dend'a Virxen feitiña, co-a coroniña d'ouro e o ramalliño verde nas mans encrucilladas, hastr'o mozo guerreiro con cal» zas pretas, capiña voandeira y-espada na erguida man vencedoira.
-...Veñen d'ali, bulindo e rebulindo.. ¢ véñense pousare no meu peito!
~Eu coidei qu'eran vermios da couce.. ¡e tiráballes a matar sen doo!...
¡Non, Mariquiña!! ¡Non matel-as avelaiñas, que son avisos de Noso Siñor! Onte veu unha, grande... vizosa... ¡lumielra! Un slarelro, que buscaba a sua sorte, nas carias, gozábase n-ela. «¡Miral tia Chinta! ¡Mirade a miña sorte qu'arrecacha!l+ Y-eu... caladiña... seguiaa nos seus voos, e sorría por aquela espera murchada!... A volaíña topou, 6 fin, o camiño da verdade, e veu pousarse eiquí. como todas... no seo que lles quere ben! E Inda non alboreaba... ¡pum! ¡pum!... petaban na miña porta... ¡e alí estaba a boa nova! ja prata! jo meu canxel: o choiño xeiloso, redondo! ¡o bó touciño pr'as tortas! as dondas cobriciós, pra
(1) Tipos e costumes copeadas do natural
NÓS acallentar o corpiño vello d'ista tía Chinta, que non sei como tanto lles meresce 6s Santos!
Dinantes de lle pechar os ollos á sabia, lo» mou Marica nalpes, borlel, rosarios — habíaos, tamén, onde queira qu'os sostiña un cravo arrebuxouno todo n-unha regazada (nimbadas d'avelaiñas mouras): entornoull'as capelas dos ollos, botoulle unha oración, sarrapicouna con auga bendita (de sete Pascoas), dicindo, alempo qu'as abaneaba o ramucho d'oliva, sobr'o corpiño consumido: «Nome do Pal, e e do Fillo, e do Santo Spirtu!... ¡Deus le garde na sua sania paz! —e moi pertiño do ouido~ «Daraslle memorias o meu Xaquín... (¡tl sabes ben!... ¡o «Barre-bostas do Castelo! ») Dimpois requiriu ás avelaíñas: +Se sodes pelengrinciñas do Ceu, ben chegadas vos miren istes meus ollos pecadores! Se vides das negreces do lume..., ¡arrenegadas seades, por séculos de séculos, amén!+.
Poucos dias mais tarde, vendianse á poxa todol-os bens da fia Chinta; camarifio, Santa Virxen, cadriños, cómoda, leito, cunchas —lembranza de moltos mares alongados... — Todo mercou a Barre-bostas» (con diñeiro emprestado) mais ainda aquel nome e sona de »Nalpeira» que a fixo dona de segredos, de loltas, d'almas, de concencias! O eco do chi. rrido aspro das aliñas do muiño, concertéronse farsas, descontromiñáronse bodas —¡antroidadas sprituals! —, vendéronse, por milleiras os esquirfos, -prarredar de todo mal os animás de galla; proporcionáronse xaropos pra s‘astruciar o amor d'ista, o diñeiro de aquil... ¡mentiuse pol-a vella! Se non podemos afirmar qu'o demo trunfaba, xuráramos qu'o Spirtu do Altísimo non se deixaba ver por ningures e aquele sua Diviña Nal, aparesciaselles atodos de cada vez mats, agrimadiña, mais melanconlosa: testigo mudo da falsia, da superstición, do Ingano!
¡El com'a quer! A «Naipeira» pagou axiña o seu choyo e as suas fillas non volveron a xantar érbedos, amelxós, nocellas...; nen-as desbotaron os veciños c'unha mala razón, cansos de velas na sua porta. O mulfelro moía e cobraba boas maquías, e a naipeira gaslaba a reu sayas de baeta ou de pano, sagals ama-